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24 fevereiro, 2016

Felicidade não é ter

Felicidade não é ter. É SER.

(infelizmente as pessoas estão preenchendo seus vazios colecionando coisas e não bons sentimentos).



Agora vamos de Larissa Facco, para adoçar nosso dia:

Coluna Larissa Facco



Eu te queria aqui, hoje e sempre!

Me beija a boca com vontade, a testa com carinho, a ponta do nariz com delicadeza, a bochecha com ternura. Deixa a noite cair, o sol se pôr. Deixa o mundo lá fora, deixa seus pensamentos dentro de você. Silencia nossos corações, com aquele abraço. Entrelaça suas pernas nas minhas, se enrola em meu pescoço, se embola e embala em mim. Não quero saber onde começam meus braços, nem onde começam os seus. Quero você cada vez mais junto de mim. Te olhar, te admirar, te ver com paixão. Ficar perplexa com a nossa sintonia, com o sorriso que você tem. É tão lindo que eu queria te fotografar.
Sussura, já que sua voz é poesia, canção. Pinta seus dedinhos em minhas costas e me faz sentir arrepio por ter você por perto.
Fica aqui. Não me deixa. Deixa eu ser tua hoje. Arrumo a cama. As roupas. A vida, a sua vida.
Abra os olhos: o dia já amanheceu.


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10 fevereiro, 2016

Passe livre

Só para você entender de vez que não caí na sua conversa fiada:
Devolva AGORA as frases que escrevi para você!
Porque agora deu.


Agora vamos de Larissa Facco, para adoçar nosso dia:

Coluna Larissa Facco



Sem meias palavras, estou te querendo!

Hoje, eu estou te querendo, desse jeito que você já sabe e conhece. Estou querendo descobrir cada canto seu. Ousada, eu? Talvez, mas prefiro dizer, direta. Quero descobrir do que meu amor é capaz, junto de você. Loucura? Não, realidade.Estou pagando para ver do que você é capaz, quando junto de mim. Paixão desenfreada? Não, amor de verdade. Hoje, amanhã, depois e por um infinidade de tempo, quero sentir sua boca na minha. Para sempre, mesmo que o pra sempre, sempre acabe, estou querendo teus braços enrolados em mim. Estou querendo deitar no travesseiro, sonhar contigo e ao acordar, ter você deitado ao lado. Sentir aquele cheiro de café que vem da cozinha, e imaginar que é você fazendo para mim. Abrir os olhos, ver as cortinas abertas, ter a preguiça de levantar, mas logo se encorajar para ver se te encontro em algum lugar da minha casa. Ter força para finalmente levantar da cama, depois de todos esses devaneios e ver que você está ao meu lado. Então, fica aqui. Não se move. Deixa eu te ver, cada traço seu. Te sentir perto, real. Hora de levantar, despertador tocou. O café está pronto. Era tudo um sonho.


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28 agosto, 2015

Você acredita?


Você acredita em destino?
Você acredita que algumas pessoas não entram na sua vida por acaso?
Você acredita em amor à primeira vista?
Ou, quem sabe, em empatia no primeiro olhar?

Você acredita que podemos mudar nossos caminhos e escrever um capítulo à parte?

Você acredita em reencarnação, em vida após
morte, ou simplesmente em vida após um amor?

Você acredita em mim?
Acredita nos meus olhos quando digo que vale a pena, que tudo pode dar certo?
Você lê meu coração?
Acredita nas minhas palavras, quando escrevo frases sem sentido
e te deixo, assim, cheia de sim?

Você acredita que seu amor pelo mundo pode te trazer de volta para você?

Eu acredito.
Por isso, espero.
E te espero: SEMPRE FELIZ.

(Para Karina, um beijo da sua sempre amiga Fê!)



A sétima arte, em palavras - Gustavo Rezende


É preocupante o cenário do cinema nacional. Depois dos inúteis Qualquer Gato Vira-Lata 2, Loucas para Casar e Meu Passado me Condena 2, chega aos cinemas mais um filme que subestima a inteligência do espectador, e o condena a consumir um repertório inesgotável de piadas prontas, clichês, estereótipos e atuações caricatas. Meu Deus, até quando o cinema nacional vai adotar essa linguagem televisiva e entregar "series globais" fantasiadas de filme? É impossível trabalhar o roteiro e colocar uma pitada de nexo naquilo que será exibido para seu público-alvo?
Não me canso de falar do cinema argentino, produzido em um país com a economia dilacerada, mas que está anos-luz à nossa frente. Sabe qual o segredo? O talento dos roteiristas, capaz de inovar e criar histórias desafiadoras e inteligentes. Claro que o Brasil tem excelentes roteiristas e diretores, mas muitas vezes seus filmes não são consumidos pela grande massa, que prefere a "desculturalização" de tramas vazias e redundantes.
Linda de Morrer já começa errado através do título, que utiliza um trocadilho da pior espécie para contar a história de uma médica que morre ao buscar a beleza inatingível. Em "forma de fantasma" retorna à terra para impedir que o remédio - criado por ela - seja comercializado e faça outras vítimas. Usando fórmulas já desgastadas, o filme não apresenta absolutamente nada de novo, entregando mais uma "comidinha requentada". Ainda bem que a tortura dura pouco, pois o longa tem inacreditáveis 1h15 de duração. Agora, inacreditável mesmo é a atriz Glória Pires se sujeitar a fazer uma bomba dessa. Consagrada pelas atuações em Memorial de Maria Moura e O Quatrilho, Glória reúne todos os maneirismos e situações grotescas para entregar um personagem inacreditavelmente ruim.

Para esquecer!


Gustavo Rezende (instagram @gustavosrezende) é publicitário, especialista em desenvolvimento de produtos cosméticos e amante da sétima arte. Criador do instagram @cinediario, contribui semanalmente com críticas, indicações e curiosidades sobre os melhores filmes.












21 agosto, 2015


Hoje vai ser só uma frase  porque  não preciso de muito para expressar tudo o que se passa dentro de mim:

O único nó que eu ainda não tiro de letra é o NÓ NA GARGANTA.


Foto: Alessandra Duarte

Agora, para começar o final de semana com arte (e alegria!), a coluna do nosso querido Gustavo do @cinediario!


A sétima arte, em palavras - Gustavo Rezende

Estamos vivendo uma overdose de comédias francesas. Com o recente festival Varilux, aportaram nos cinemas produções como Beijei uma Garota, Samba, Que Mal Eu Fiz a Deus?, O Que as Mulheres Querem e o levinho Sobre Amigos, Amor e Vinho. 
Partindo de uma premissa muito interessante - onde um cinquentão malhado e extremamente saudável sofre um infarto, e passa a fazer tudo aquilo que sempre se policiou - o longa do diretor Eric Lavaine acaba perdendo impacto, e entrega uma narrativa convencional, mas super divertida. Sabe aquele filme despretensioso, sereno, mas extremamente esquecível? Pois é! Esse é um ótimo exemplar. Apesar de toda a aura descontraída, um fato me incomodou profundamente no longa: o desenvolvimento dos personagens. Construídos através de arquétipos e estereótipos, as figuras humanas não convencem como conjunto. Lavaine tenta nos convencer que um grupo extremamente heterogêneo cultiva uma amizade há mais de 20 anos, não passando a verossimilhança necessária para tal feito. Temos aqui o "novo homem", o chato, o bobo, a expansiva, a "invisível", o ciumento, todos eles construídos de forma superlativa e exagerada. Bola fora de um roteiro, que poderia trazer uma reflexão super interessante sobre a mudança de perspectiva de um homem que levava uma vida certinha mas, após o incidente, passou viver como se fosse o último dia. Pena que o enfoque aqui tenha sido para as relações interpessoais e a comédia de cotidiano. Não que o filme seja ruim, longe disso. Sobre Amigos, Amor e Vinho é um ótimo programa após um dia pesado e desgastante; é capaz de arrancar risadas e deixar uma enorme sensação de bem-estar. Mas isso é muito pouco para uma produção com grande potencial como essa aqui.


Gustavo Rezende (instagram @gustavosrezende) é publicitário, especialista em desenvolvimento de produtos cosméticos e amante da sétima arte. Criador do instagram @cinediario, contribui semanalmente com críticas, indicações e curiosidades sobre os melhores filmes.













10 agosto, 2015

Amores bem resolvidos x Pessoas mal resolvidas

Sinto dizer: não há amor mal resolvido. Bem ou mal, gostando ou não, o amor acabou por algum motivo. E, infelizmente, as pessoas de fora tendem a achar que era um amor lindo, fantástico, sem defeitos, e ficam tristes por algo que não conheceram de verdade. A verdade é que SÓ quem viveu um amor, sabe de seus sabores e (eventuais) dores.
Portanto, não jogue seu romantismo e sua ilusão do PERFEITO nos ombros de outro casal.
Isso só mostra o quanto VOCÊ não superou a perda da SUA ingenuidade, no sentido de achar que contos de fadas - de fato - existem.

Não, meu amigo, caia na real e aceite de uma vez por todas: AMAR É PUNK PARA TODO MUNDO.


foto Alessandra Ladeira

08 julho, 2015

Passe Livre

Coluna Amanda Jéssica


A dor - e a delícia - de ser Mulher

Ser mulher é complicado. Volta e meia, eu me pego pensando em como seria bom ser do sexo oposto. Não que eu seja lésbica. Não é isso. Mas também não veria problema nenhum se eu fosse. A questão aqui é que ser mulher é difícil demais. Pra começar: sexo frágil o caramba! Hoje em dia, mulher tem que pegar muito peso. Ou isso ou já não segue os padrões que o mundo impõe: perninha torneada, abdômen definido e calça 38. 40, no máximo.  E pra ser feliz. Então,  tem que ser forte. Literalmente. E dar uma de delicada também. É a mulher que, indiscutivelmente, afaga. Acalma. E segura os nós. Pode ver: o homem, quando tem um problema, chega chutando o pau da barraca. Quer virar o mundo de cabeça pra baixo. E acha que o planeta vai explodir ali, nos próximos 5 minutos. Aí, a mulher chega, com jogo de cintura, paciência e muita calma na alma. Ajeita uma coisa ali, tolera outra ali. E é quem vai segurando as pontas, com o jeito mulherzinha de ser (que os homens delicados e sensíveis não me matem, mas é assim que - geralmente - acontece). Aí, a mulher trabalha. Claro. Porque, hoje em dia, mostramos que somos tão capazes quanto. Damos duro. Ralamos. Quebramos a cabeça. E competimos pelos mesmos cargos - e salários - que eles. A diferença entre nós é que, na hora de chegar em casa, tem uma pia pra ajeitar, um filho pra cuidar, um dever pra ensinar, uma cama pra forrar e a casa inteira pra colocar em ordem. - Homens, mais uma vez, não me matem, mas, na maioria das vezes, é a mulher que faz tudo isso. E, se querem um conselho, não existe nada mais sexy que um homem na cozinha em pleno domingo. E numa segunda-feira, também -. Mas, voltando: ser mulher é fod*! Pra completar, todo mês é a mesma coisa: o estrógeno cai, a progesterona vai pelo ralo, e a serotonina também. A gente procura chocolate pra aumentar a endorfina e se sentir um pouquinho melhor. TPM. É o nome da safada maldita, que vem, pra fechar com chave de ouro, essa coisa de ser mulher. A cada 30 dias é igual:  a mulher chora. Fica irritada. Maluca. E inconsequente. Se olha no espelho e vê: os peitos maiores e o quadril querendo ocupar o mundo. A espinha aparece. A barriga incha. E surge aquela vontade absurda de quebrar a dieta. Depois, vem o mini-parto mensal. Porque toda mulher que se preze já teve cólica um dia. E desejou, junto com as dores,  ter dois testículos. E um documento no meio. Mas amigas: eu sei que a batalha é árdua, que ser homem é mais fácil (até pelo status de "galinha", que, na mulher, leva definição pior) e que, além de tudo,  a gente ainda tem que aguentar a competição - e a inveja - feminina. Mas a verdade é que, no fim das contas, a gente percebe que ser mulher é uma delícia. Divertido. Desafiador. E elegante. Só a gente sabe se transformar em cima de um salto 15. Com um vestido arraso. E um batom vermelho de matar. O homem pode até ter mais testosterona. Mas a mulher tem um jeito de ver - e de levar - a vida que hormônio nenhum supera. E isso, ah, não tem TPM que dê fim. Ser mulher, definitivamente, é maravilhoso. Parabéns pra gente, que sabe ser mulher macho e mulherzinha. Sempre. E quando a situação pede.  Não é que seja dia 8 de março. Mas é que a gente acaba esquecendo aquela coisa de "todo dia é dia da mulher", que é mesmo uma verdade. E vale pra você, mulher forte e que segura o choro, e pra você, que tá aí, derramando rios de lágrimas por causa por causa daquele sacana. Vai por mim, bonita: você é muito mais que isso. Mesmo!

- Amanda Jéssica
@amandajessicab
@coisasdestavida_
www.facebook.com/amandajessica.96

01 julho, 2015

Passe Livre

Coluna Igor Pereira




 “UM CONVITE AO SILÊNCIO NECESSÁRIO PARA SE OUVIR AS NECESSIDADES DA ALMA”

Marisa Monte proclamou com sabedoria e sutileza essa máxima. Mais que bonito, é verdadeiro. Numa de suas canções, ela canta lindamente: “faça sua dor dançar, atenção para escutar esse movimento que traz paz cada folha que cair, cada nuvem que passar”. Vez ou outra é bom ficar sozinho. Conversar consigo mesmo, encontrar-se. Vivemos num mundo de barulhos. Silenciar é o que menos nos pedem hoje em dia. A todo instante estamos conectados com nossos smartphones, notebooks, plugados nas redes sociais que nos alimentam a todo instante com informações, informações e mais informações. Quem aguenta? Tem hora que cansa e precisamos de um: STOP! Faço-vos um convite: silenciar. Isso mesmo! Escutar o que o teu Eu, lá no fundo, quer te dizer. É diante dessas perturbações diárias, que precisamos permitir-nos silenciar, esvaziar a mente. Tentar tirar da cabeça todo pensamento negativo, tudo aquilo que não nos faz bem. Deixar fluir. Fitar os olhos para algum lugar que nos embevece. Percebe algum pensamento, alguma ideia, algum sentimento? Tranquilize a nervosidade. Acalente sua respiração ofegante. Quando silenciamos, é possível ter a impressão que todo o silêncio interior mira em cada um de nós um outro que não é você, mas que une-se a sua verdadeira identidade. Sentimos até certo receio, desse olhar voltado para nós mesmos: um olhar decifrador, desafiador. Olhar de inquietação de si, como se mergulhássemos imponderavelmente, descobrindo os enigmas interiores. São raros esses momentos de inefabilidade, onde podemos nos encontrar, deixando que a voz silenciosa do Mistério ressoe, num convite à nossa constante construção.


- Igor Pereira
Instagram: @igor.pereira_
Instagram do Blog: @apenasaonotasderodape
Blog: apenasaonotasderodape.wordpress.com



18 junho, 2015

O QUE VOCÊ QUER LEVAR DESSA VIDA?



Os ponteiros acusam: a hora escorre pelos dedos. A terra gira mais rápido. As folhinhas do calendário viram depressa demais. Quando percebemos, no caos que nos rodeia, estamos no meio de um plano inacabado, com a ansiedade no colo (e uma lista interminável de insatisfação nas mãos). O resultado? Ansiedade! E uma aflição no peito que não nos deixa parar.

Queremos ser mais rápidos. Mais produtivos. Mais felizes. Mais jovens. Mais conectados. QUEREMOS SER MAIS SEMPRE.

A verdade é que não há nada de errado em se aperfeiçoar, muito menos em querer ser melhor. A vontade vira problema quando nos tornamos vítimas da nossa própria pressa. E a ansiedade, ao invés de mola, se torna fardo diário na vida da gente. Estou errada? Creio que não. Tudo ficou fast, gostando ou não do termo. O novo se torna obsoleto em questão de meses. Surgem versões atrás de versões, upgrades diários, tanta novidade que a memória não consegue lembrar o número do nosso próprio telefone.

E a gente passa a vida correndo. Calculando. Somando. Tentando. Esquecendo que, no fundo, a vida é um grande clichê, e as coisas que REALMENTE fazem diferença são muito simples.

Vejam meu próprio exemplo: anos atrás, conheci um vendedor de picolé na praia, enquanto ele fazia seu habitual trajeto de venda. O dia estava lindo, o mar tinha uma cor verde-esmeralda incrível, e ele perguntou, bem de repente, enquanto eu admirava a paisagem: “Menina, no fim, o que a gente leva dessa vida?” Fiquei sem saber o que responder, afinal não estava preparada para uma pergunta daquelas. E ele mesmo se solucionou, com aquele ar de quem está apenas pensando alto: “É, a gente só leva lembranças...”

Pronto! Dez anos de terapias poupados. Não quero levar dessa vida uma lembrança que inclui cara feia, trânsito infernal, buzina, palavrão, correria e uma pressa desvairada. Não, não quero. Não quero faltar a aniversários, a encontros com amigos, esquecer abraços, me faltar como pessoa por pura falta de tempo. Quero levar, como lembranças, todas as coisas simples que eu considero essenciais: Amores. Risos. Beijos. Abraços. Alegrias. Realizações. Palavras. E aquele sentimento de que não vivemos e, sim, desfrutamos a vida. E, para DESFRUTAR, não existe pressa.


01 junho, 2015

DAR VALOR DEPOIS QUE PERDE: UM DRAMA UNIVERSAL?



“Many is the time I knelt in the light
appealing to all that I know
Guide my eyes and steps
that I may find love true”
(Patti Smith)


Se existe algo que eu não entendo, é gente que só dá valor para o que tem depois que perde. Uma vez ou outra, tudo bem.  Escorregar na vida faz parte. Mas não é preciso ter muita inteligência para saber o quanto algumas coisas nos são caras, certo? Teoricamente, sim. O problema se instala quando o tropeço vira rotina, e a gente começa a acreditar que o passado era melhor. Que a grama do vizinho é sempre mais verde.
Se você se identifica com alguma frase acima, então, meu amigo, está na hora de rever seus conceitos. Essa história de “eu era feliz e não sabia” é coisa de gente fraca e não pega nada bem. A era do saudosismo já era, inventar um passado perfeito (para aliviar o presente) não vai te fazer crescer. NUNCA.
Será que a gente precisa perder a casa, a saúde, o emprego (e o respeito) pra lhes dar os devidos valores? Será necessário que o amor se vá para ver o quanto ele era especial?
Sejamos sinceros: será que precisamos PERDER para, depois, aprendermos a VALORIZAR?
Ah, não.  Eu estou cansada. Chega de ser a “mulher da vida” de um bando de” bocomocos” que só me deram valor depois que eu me mandei. Não é sempre assim? A gente aguenta o que pode, faz de tudo para a relação dar certo. Aí, um belo dia, acordamos de saco cheio e resolvemos dar no pé e pensarmos mais na gente.  Nessa hora, o céu se abre, uma luz incide no meio da cabeça dos pobres moços, e eles conseguem enxergar o quanto a gente era incrível. Incrível é pouco, na verdade. Eles veem o quanto éramos mulheres de verdade, parceiras de qualquer crime, que aguentávamos todas as chatices e ainda fazíamos um carinho gostoso antes de dormir. Parece familiar?
Pois é. Aí a gente muda de classe. De CHATA vira A mulher. A santa. A deusa. A insubstituível. 
Ô céus, e o pior é que isso acontece em todas as áreas da vida. Lembra aquele emprego bizarro? Ai, que saudade (já que o de agora é muito pior!). Lembra da sua adolescência (ah, que tempo bom, arguição é a melhor coisa da vida!). 
Como vocês podem ver, estou meio alterada hoje (o que, com a graça de Deus, me faz escrever 1500 caracteres por minuto) e, por isso, resolvi extravasar minha indignação diante de todas as criaturas (inclusive eu, vai saber) que cometem o deslize de achar que o passado é sempre melhor. 

Se o passado foi bom, ÓTIMO! Guarde-o na memória, e faça o seu AGORA ainda melhor. Que tal? Difícil? Então vamos lá. (Quando eu fico nervosa, eu viro um livro de autoajuda, me acudam!)

Regra número um: a gente tem memória seletiva e SÓ se lembra das partes boas. Dos anos que foram coloridos. Das pessoas legais. Dica para não cair nessa furada: seja realista e lembre-se de todos os defeitos alheios e todos os sentimentos ruins que você sentiu. Regra dois: para mim, um cara (ou um trabalho ou um amigo) que não te dá o devido valor deve ser rebaixado. É, rebaixado mesmo. Então, se o cara resolveu te dar valor AGORA, ao invés de você agradecer e bater seus enormes cílios, pergunte-se: um indivíduo que vive nesse estado de insatisfação constante vale a pena?  Regra número três: essa é a mais difícil. Sinta-se agradecido. Verdadeiramente agradecido. Por tudo o que você tem HOJE. Por tudo o que você É. Seja honesto com seus sentimentos. Não se supervalorize. Nem tampouco se subestime.  Seja forte. E bote para quebrar (se vier a calhar). 
No mais, é só viver com o coração ABERTO. Afinal, o mundo anda tão louco que quem não aproveitar o presente vai se arrepender amanhã. Essa é a minha única certeza.


foto: Alessandra Duarte



29 maio, 2015

Com que letra eu vou?



Para ler:
Porque imaginação não tem idade!



Para pensar:



Para ouvir:



Para hoje:

Está em BH? Então, cola lá!



A sétima arte, em palavras - Gustavo Rezende

Você que está em crise no casamento, não se preocupe! Quer colocar um ponto final nos desajustes e recuperar a relação? É muito simples, basta procurar um lugar onde esteja ocorrendo algum desastre natural, como tsunami, tornado ou terremoto. Acho que os roteiristas de filmes-catástrofe possuem uma ideia fixa com essa temática, e sempre colocam essas crises familiares como pano de fundo em produções desse gênero. Para não fugir à regra, eis que Terremoto: a Falha de San Andreas apresenta a mesmíssima estrutura e ainda tempera com um emaranhado de clichês e situações convenientes. Sinceramente, é demais pra mim!
A produção possui efeitos visuais incríveis, tudo muito bem estudado, projetado e super bem realizado. Mas esse é o único feito positivo do filme. Inclusive, o 3D é completamente desnecessário. O restante é um atentado à inteligência do espectador. O roteiro é algo inexplicável, de tão ruim. Tenho muita "preguiça" de histórias que elevam os protagonistas a um patamar superior ao resto dos mortais. Um exemplo: estão todos correndo para uma direção, mas a mocinha acha melhor ir para o outro lado, pois ela é sábia demais para acompanhar a massa. Aliás, eu nunca vi uma família tão sagaz, inteligente e forte como essa. Outro grande problema do roteiro são as conveniências. Logo no início do filme, a "menina-genial" tem uma conversa com o namorado de sua mãe sobre o prédio que ele está construindo. Do nada, ele diz que é o maior e mais resistente edifício de São Francisco. Não precisa nem ser muito perspicaz para imaginar onde será o abrigo dos protagonistas. Em outra situação, através de um boné, Dwayne consegue um avião novinho para pilotar. Isso realmente não dá para engolir.
O elenco não prejudica, nem acrescenta. Dwayne Johnson possui um carisma interessante, mas quando é exigido em cenas dramáticas, não convence. Fiquei com pena do Paul Giamatti, um excelente ator, que está ali apenas para explicar tecnicamente o terremoto.
San Andreas é mais um filme-catástrofe, ao estilo Roland Emmerich, que não mostrou a que veio. Uma pena!


Gustavo Rezende (instagram @gustavosrezende) é publicitário, especialista em desenvolvimento de produtos cosméticos e amante da sétima arte. Criador do instagram @cinediario, contribui semanalmente com críticas, indicações e curiosidades sobre os melhores filmes.







27 maio, 2015

Passe Livre

Coluna Fernando Suhet




Hoje ela acordou decidida. Abriu a janela e deixou a luz do sol entrar. Fez as malas. Colocou mágoas, perdas, gente falsa, vazia de bem querer, mentirosa, sem amor, sem educação, sem noção, sem reciprocidade, toda negatividade, olhares da inveja, solidão, lágrimas mal resolvidas, falsos amores e valores, bilhetes velhos da loteria, do cartão de crédito e do estacionamento. Bateu a porta e se foi. Sentou no banco da estação. A mala, colocou no trem. Ela, voltou para casa. Mesmo de pijama e com os pés descalços ela foi seguir em frente. Quem te virou as costas ontem já não mais participa do seu dia.
Uma hora é preciso ir atrás de quem te valoriza, e que o resto também vire vida.

- Fernando Suhet
@nandosuhet @mundoescrito
www.facebook.com/mundoescritofs

25 maio, 2015

Homens Bons de conversa X Homens Bons de verdade


  
(você já aprendeu a diferença ou ainda está caindo nas lorotas que eles contam?)

Na minha leiga concepção, existem apenas dois tipos de homem no mundo: os que fazem você se sentir bem e os que fazem você se sentir um lixo. É simples assim. Quando você sai com um cara que te faz se sentir bem, você volta pra casa feliz, radiante. E com o humor nas alturas. Quando você sai com um cara que te faz se sentir um lixo, você chega em casa aos trapos. Com um desassossego que não te deixa. E com um vazio que ninguém explica. Entendam: a noite pode ter sido incrível. Mulheres inteligentes sabem que noites incríveis nem sempre rendem dias-seguintes igualmente incríveis. E é bem aí que eu quero chegar. Primeiro, não somos inteligentes de imediato quando se trata de paixão, química. E pele. Somos românticas (embora, disfarçadamente) e carentes. Segundo, não temos bolas de cristal, não sabemos se o cara se acha a última bolacha do pacote, se ele é um mentiroso nato, se ele vai abrir a porta do carro e depois se mostrar o abominável homem das neves dentro de uma calça Diesel. A verdade é que quando a gente sai a primeira vez com um cara, nunca sabemos ao certo como vai ser. Ou como o moço realmente é.

Mas como estou ficando uma quase expert no assunto, resolvi dar algumas dicas para ajudar a vocês (e a mim) a decidir se vale a pena - ou não - arriscar. Já decretamos, por unanimidade, que um cara que te faça se sentir um lixo deve ser removido do planeta. E deletado das nossas agendas de telefone. Se você perceber alguns desses sinais antes de encontrar a figura, fique atenta! Eu, particularmente, prefiro passar um sábado à noite em casa, lendo um bom livro, a sair com um cara que me faça sentir mal comigo mesma depois. Pra ajudar a saber se o encontro foi bom, preste atenção no seu tom de voz quando suas amigas perguntarem: e aí, como foi? Se você inventar alguma mentira pouco convincente, a situação não está nada boa. Mas se você nem ao menos quiser tocar no assunto, minha amiga, você teve um encontro no qual você se arrependeu. Sinto dizer. Pode ter sido ÓTIMO, mas você está arruinadamente arrependida. E sem aquele papo furado de dizer que “antes se arrepender do que fez a não se arriscar”. Para com isso, gente! Não temos mais 15 anos. Essa frase não combina com quem está chegando ou já passou dos 30. Combinado? Então vamos lá: se o cara mencionar que tem namorada, que estão dando um tempo ou derivados, FUJA. Por mais lindo que ele seja, não vale a pena. Grifem: NÃO VALE UMA NOITE SEQUER PERDIDA. A expressão que ele fizer quando o celular dele tocar e ele não atender, vai te fazer se sentir a pior das criaturas. Claro, meu bem, poderia ser VOCÊ do outro lado da linha recebendo um END do tamanho da falta de noção dele.

Confesso que realmente não consigo. Sou solidária com as mulheres, mesmo que a maioria não haja assim. E estou sendo sincera. Acho bem legal isso em mim e espero que esse texto sirva de inspiração pra outras garotas fazerem o mesmo: não vamos fazer com os outros o que não queremos que façam com a gente. Certo? Então, mande esse cara pastar e arrumar outro tipo de diversão!

Outros sinais importantes que enumerei juntamente com minhas amigas via whatsapp, enquanto elas trabalhavam seriamente e eu escrevia essas abobrinhas:

- Não saia com um cara que tenha compromisso com outra garota. Lembre-se que essa garota poderia ser você. E não esqueça da lei do karma: a “coisa” volta pra você triplicado. (Alguém precisa disso na vida?)
 - Não saia com caras que contem vantagem demais, que usem o termo “amigo pessoal” de alguma celebridade e que perguntem qual a marca do seu jeans. (Acreditem, isso existe!)
- Não saia com caras que te chamem de gorda ou mencionem defeitos físicos nos primeiros encontros. (Imagina o que um ser humano desses vai falar quando você estiver na TPM!).
- Não saia com indivíduos que achem bonito maltratar animais.
- Não saia com caras indecisos sexualmente.
- Não saia com caras que te deixem no “vácuo”.
- Não saia com caras agressivos, briguentos, arrogantes e sem-educação. (Isso é óbvio, mas não custa lembrar!)
- Não saia com caras que digam: “Vê se não some"...
- Não saia com seres que não respondam suas mensagens, emails ou telefonemas.
- Não saia com homens que roubem seu troco do Mac Donalds.
- Não saia com homens que acham que estão te fazendo um favor.
- Não saia com homens pão-duros. Homens pão-duros com dinheiro acabam sendo pouco generosos até sexualmente. (E disso a gente está correndo!)
- Não saia com caras que insinuem coisas desagradáveis a seu respeito.
- Não saia com homens que façam uso de drogas pesadas.
- Não saia com homens que falem mal da própria mãe.
- Não saia com homens que tenham um cabelo à la Roberto Justus.
- Não saia com playboys que acham que a vida se resume ao próximo feriado.
- Não saia com homens que queiram tirar qualquer vantagem de você (emocional ou financeira).
- Não saia com homens que dizem que toda mulher é interesseira.
- Não saia com nenhum mané que diga que você não pode se apaixonar por ele, nem levá-lo a sério.
- Não saia com homens que não tenham senso de humor.
- Não saia com homens que se dizem confusos e tenham "medo de se envolver".
- Não saia com homens que dizem estar correndo de compromisso. (Sim, amigo, nós é que estamos correndo de você!)
- Não saia com homens que falam muito de si mesmo e nunca te escutam.
- Não saia com caras que se preocupam só com a forma. E esquecem o conteúdo.
- Não saia, em hipótese alguma, com caras que te façam ter dúvidas sobre a mulher sensacional que você é. Nada menos que isso será permitido.


Amigas, homens não são todos iguais. Têm muita gente bacana por aí, só não vale perder tempo com caras que não sabem valorizar as oportunidades que tem!



 ps: o mesmo serve para as mulheres, tá?

07 maio, 2015

Derramando palavras como se fossem vinho (sim, o título diz tudo)

Eu só queria te lembrar uma coisa: eu estou para muitos. Mas sou para poucos.

E é preciso ter alguma coisa diferente no olhar para mexer comigo hoje em dia. Porque é raro alguém me fazer escrever, sem inventar personagens. Antes, era fácil. Agora, não.

Mas aqui, nesse momento, noite de quinta-feira, olhando para a tela em branco: sou eu.

Eu, do jeito que é minha verdade (e que pouca gente conhece); cara limpa, arte na ponta do nariz, bagunças fazendo refrão.

Aí chega você.

(...)

E sorri daquele jeito bonito que me desarma (Ah,  sorrisos são sempre o que fodem!). E eu tenho vontade de escrever um texto muito foda e muito bonito para ver se cola.

Para ver SE VOCÊ COLA.

E fica.

E eu tento. Tento... Desmancho. Invento. Derramo palavras como se fossem vinho. E bebo. O que poderíamos ser. Ou o que já somos, sem querer.

(Será?)

E, do nada, me vem um lampejo estranho, daqueles que - por sensatez - eu jamais deveria expor: não seria bacana se você também pensasse em mim dessa maneira? E rolasse aquela sincronia, igual às de filme, onde as duas pessoas pensam uma na outra, no mesmo instante?


(...)

É, moço.

Agora complicou.


ps: texto inspirado nesse clipe/música.








04 maio, 2015

Homem ideal existe!

 


Ok, sei que vocês leram o título e já se assustaram. Afinal, estamos cansadas de saber que príncipes e princesas encantadas não pertencem ao mundo real (graças ao bom Deus, senão a vida seria um tédio!).

Mas conversando, ontem, com uma amiga sobre o assunto, chegamos a uma estranha conclusão: HOMEM CERTO EXISTE, SIM! E isso, obviamente, também cabe para as tais "mulheres ideais".

O que a gente esquece - talvez por romantismo ou por ter assistido novela demais - é que existe o homem certo PARA CADA MOMENTO.

Entenderam?  Então, vamos lá! É tudo uma questão do que você PRECISA em determinada ocasião. Aí você para e me pergunta: e o que o AMOR tem a ver com isso? Tudo, eu diria. Porque NÓS AMAMOS, assim como já disse Rubem Alves (de forma bem mais bonita que eu), "o nosso próprio reflexo estampado no outro". Trocando em miúdos: AMAR É A MELHOR TERAPIA QUE EXISTE. Quer saber como você anda por dentro? Reflita sobre o amor que você tem. Ou procura por aí.

Pode ser uma descoberta maravilhosa. Ou não. Você pode perceber que seu "homem ou mulher ideal", na verdade, está te impedindo de ser ou fazer o que você quer na vida  (pelo menos, inconscientemente). Porque a gente se acha destemida. Corajosa. Uma verdadeira ninja de rímel e delineador. Mas, a verdade? A gente morre de medo! A gente tem medo de sofrer. Medo de perder a liberdade. Medo de ser feliz. Medo de se conhecer melhor. Medo de enfrentar nossos medos...

Portanto, cheguei a uma conclusão simples. Cada vez que seu "homem ideal" surgir, minha amiga, pense. Repense. Olhe para dentro de você. Se vire do avesso. E tire suas próprias conclusões.

Ou você acha que vai ser perita em homens errados para sempre? Ah, sinto dizer... Não existe homem errado. Erradas somos nós! Ou eu, no caso, que não soube identificar, no momento, que determinado cara apareceu no meu dia SÓ para tampar um buraco: O DO MEDO. Medo de não ser boa mãe. Medo de ter uma família infeliz. Medo de perder a minha preciosa e deliciosa liberdade.

Complicado? É, admito que escrever é mais fácil que viver. Mas a notícia boa é que, se você se conhecer bem, se respeitar, se investigar e se amar pra caramba, você pode atrair, para sua vida, "seu homem ideal do momento".

E, depois de um tempo, como diz um filme que vi por aí, você pode tirar a expressão "DO MOMENTO". E ser "feliz para sempre", mesmo sabendo que o "para sempre" também é apenas uma mera expressão.




29 abril, 2015

Passe Livre

Coluna Fernando Suhet




Percebi no teu gesto, no jeito de falar e sentir sua imensa capacidade de ir além, mas parece que você não se deu conta disso. Seu olhar parece que continua no passado e seu coração continua nas coisas que já deviam ter sido jogadas fora. Cadê sua vontade de ser feliz e esquecer do que não te faz bem?! A partir de agora nada de sorrisos disfarçados. E também não precisa se esmagar para caber dentro de um vestido, sua estética é perfeita. Você não é uma história já contada para que suas qualidades sejam descritas, quem quiser que as observe e pague o preço. Você tem uma força e sensibilidade sem tamanho e será reconhecida por isso.
É mulher, se você soubesse realmente o valor que tem, não pararia em qualquer “não” pronunciado no seu rosto, não alimentaria qualquer sentimento em vão, não pararia para sofrer por qualquer homem, que na verdade não sabe sequer a essência de ser homem, se você soubesse realmente o valor que tem não se importaria tanto com o outro, e seria somente você com seus sonhos, deixaria de ser discreta e de guardar o sentimento dentro da gaveta. É mulher, peço todos os dias para que você saiba realmente o valor que tem... Engole o choro, olhe pra frente. A vida não é fácil, mas o sonho te faz ser forte!

- Fernando Suhet
@nandosuhet @mundoescrito


27 abril, 2015

O amor e suas lápides


A mágoa mata o amor aos poucos. E, quando você percebe, não tem volta. Li, em algum lugar (talvez num livro de psicologia) que amor é igual copo de vidro. Jogou com força no chão, meu amigo, já era! Os cacos se espalham, muitos se perdem para sempre. E o acúmulo de mágoa, muitas vezes, é o que faz o copo cair. Claro que copos sofrem quedas também por traição, mentira ou desrespeito, num fato isolado, muitas vezes sem volta. Mas os piores estilhaços – ao meu ver – são causados por mágoas do dia a dia que se juntam, causando os piores tombos. Aí te pergunto, antes de pegar a pá e a vassoura: dá para colar o amor? Dependendo, dá. Mas – de toda maneira -  o COPO nunca mais será COPO.  Pelo menos, não
do jeito que era.


Foto Alessandra Duarte

23 abril, 2015

Mulheres e Homens: quando o silêncio estraga

A coisa mais DIFÍCIL de um relacionamento é um não querer compreender o que o outro sente. E achar que tudo o que se diz é cobrança. Não, às vezes a gente só quer falar, explicar o que está passando. Para a mulher, isso é dividir. Para o homem, isso é cobrar.
Homens morrem de medo dessa coisa de vínculo, já dizia Chico Sá. E acham que toda mulher está enlouquecida para casar e se aproveitar de algum tipo de situação (seja lá qual for). Cara, na boa, em que século você vive? Já passou pela sua cabeça que a gente quer viver o amor e se divertir com vocês, no melhor sentido da palavra?

E dá-lhe esforço para mostrar que DR, no fundo, é nosso jeito de querer "arrumar" as coisas. Porque Carpinejar já escreveu, eu concordo e reafirmo: quando uma mulher está calada é porque já está de malas prontas.

Portanto, rapazes, sejam fortes e entendam a nossa necessidade biológica de blablablá. É um saco, eu sei, mas é a nossa maneira de demostrar que nos importamos com a relação. E com vocês.


Homem bom de conversa não é aquele que te faz arrancar o roupa no primeiro dia.  É aquele que tem coragem de sentar e falar  o que está sentindo, depois que você já estiver vestida.

22 abril, 2015

Passe Livre

Coluna Gabriel dos Anjos

No compasso do tempo

Ah minha querida, acalme-se. Depois de toda onda pesada vem uma onda calma. Depois de tanto caminhar para um escuro, uma rota vai surgir e vai te levar para o caminho da luz natural.
Fique tranquila minha cara, nada é tão duradouro como se pensa. Não se preocupe em deixar ninguém na terra, você será lembrada pelo seu legado. Os dias sempre se renovam, os amores surgem, a solidão tem horas que aquece.
Mas, como quem não quer nada, sem ao menos você esperar, surge alguém para encantar o seu olhar.
Para você se despir de um corpo empoeirado e se renovar.
Para o teu coração bater, para você perder os sentidos feito uma adolescente apaixonada.
Ei, a perda nem sempre tem esse sentido, as vezes ela se disfarça para que no futuro você perceba que na verdade, é tudo uma vitória.
Pode não parecer, mas os sorrisos vão brotar em seu rosto e você vai ficar ainda mais bela.
Acalme-se pois tudo ensina e tudo de ruim um dia passa.



-Gabriel dos Anjos. 
Instagram: @gabrieldosanjos_ 


Página no Facebook: www.facebook.com/semsentidonaemocao (Sem sentido na emoção).



20 abril, 2015

Porque preferimos Clark Kent?

Layout: Deuza Alcântara/ Foto: Alessandra Duarte


Desde que o mundo é mundo, as mulheres se surpreendem com os homens.  Sejam boas ou más surpresas, a história do tempo é escrita assim. Depois de muito questionar, aprendi que rapazes são objetivos e diretos. Por isso, acho a coisa mais fofa do planeta quando eles resolvem fazer bonito pra gente. Nessas horas, eles deixam qualquer mulher no chinelo. Seja pela falta de jeito em querer fazer tudo certo. Seja pela criatividade quase infantil. Pelo exagero do gesto. Pela capacidade de lembrar detalhadamente todas as frases (e músicas) que a gente adora. Sejamos francas: homens não medem esforços quando querem agradar. Não economizam tempo, dinheiro. Palavras. Nem atitudes. Às vezes, perdem a medida. A censura. Em alguns casos, até o limite.
Já repararam que homens apaixonados costumam ser mais exagerados que mulheres? Sim. Para eles, tudo fica pequeno. Tudo parece pouco pra demonstrar o que querem dizer. Nesses momentos, são os mais corajosos. Lutam bravamente porque sabem que existe uma recompensa maior no final: o coração DELA.  E ai dos amigos que fizerem piada quando ele abrir a porta do carro para você... Ou o recriminarem pela falta no jogo de pôquer ou futebol. Um homem que vale a pena não tem medo do ridículo. Não tem medo do futuro. Nem tem medo dos amigos. Na verdade, eles só têm medo de uma coisa: de perder a gente. E é bem nessa hora, minha amiga, que um cara te ganha. Definitivamente. Porque - cá entre nós - não há nada mais reconfortante que ver que o Super Homem, na verdade, sempre foi (e será) Clark Kent. É. Acabou-se a era das donzelas indefesas.

Não precisamos, nem queremos ser salvas. Mas, por favor, rapazes, demonstrem o que estão sentindo!
Não há superpoder maior – e mais afrodisíaco – que um homem que não tem medo de se expor.  

17 abril, 2015

Com que letra eu vou?





Para ler: 
Já leram meus livros? Tenho 2 e estou terminando outros 3 que serão lançados esse ano! Aguardem!



 Para inspirar:





Para poetizar...






Que tal um look descolado para uma sexta de rock?
A blusa Dead girls are skinnier  da IG @saravaloja, foi a escolhida da semana! Curtiram?




Lembrete:







Sex-Tha

10 coisas que você não deve fazer na primeira transa:

1- Encanação em relação ao corpo.
2- Mata atlântica (pelamooor! vamos depilar e aparar pra todo mundo ser feliz ok?)
3- Preliminar fraca (é a primeira vez, bora caprichar)
4- Luz acesa e meia nos pés (não!)
5- Frescuras e nojinho (sério? sério.)
6- Falta de atitude
7- Fingir orgasmo
8- Gozar antes e não fazer nada pra remediar.
9- Falta de higiene e unhas compridas.
10- não conhecer seu próprio corpo.



E é claro, ter um booom papo com o parceiro, dar risadas, falar besteiras e tomar um ótimo vinho. Porque não tem nada mais gostoso que transar com alguém que você tenha tesão por todo conteúdo.
Boa Sex Tha pra todos! E aproveitem o feriadão prolongado pra curtir muuuito na cama! Dormindo ou transando rs

É isso, qualquer duvida ou curiosidade, só entrar em contato comigo pelo email: thamytie@gmail.com
E deem sugestões para a próxima SEX THA!
Beijão!




Thais Mytie (@thamytie) body piercer, apaixonada por todo tipo de arte, rock n roll e animais. Interessada por difundir e desmistificar as polêmicas do SEXO!


Wal: falando de moda

Oi gente! Hoje vou falar da coleção de verão 2016 de um dos meus estilistas preferidos e que, ainda por cima, é Mineiro: Victor Dzenk.










Suas coleções vêem, ao longo de tantos anos de trabalho, valorizando a imagem da mulher com
traços elegantes e sofisticados! E o melhor é que as peças de Victor Dzenk são acessíveis, não custam "o olho da cara", rs!



Uma novidade é a coleção de t-shirts desenvolvida em homenagem ao centenário de Alceu Penna, que "foi o criador da garota-padrão do Rio, do ideal de beleza da carioca que correria o mundo, muito antes de Tom Jobim e Vinicius de Moraes comporem “Garota de Ipanema” – Trecho da biografia Alceu Penna e As Garotas do Brasil, de Gonçalo Junior.

“Alceu Penna foi um marco na moda brasileira. Como estilista, me senti honrado ao receber o convite da família para comemorar seus 100 anos, resgatar seu trabalho precursor e apresenta-lo para quem não conhece”, conta Victor Dzenk.
Como homenagem, Victor Dzenk criou uma coleção de t-shirts com as emblemáticas “Garotas do Alceu” e sua musa e amiga Carmem Miranda.




Para compor os looks com as camisetas de modelagem old school, o estilista criou saias rodadas
midi, saias pregueadas de aspecto vintage e calças curtas e ajustadas tipo old cigarretes.

Geeeente, quero todas essas camisetas!!!

Um dos quatro web designers que auxiliaram o estilista na criação das 12 estampas da coleção, é o querido Rodrigo Marchezine, modelo da época em que eu era booker da agência Shuz, em BH. Parabéns, Rodrigo! Essa parceria vai longe...

Muito obrigada à Gabriela Saraiva, da equipe de Victor Dzenk, que me passou todas as informações com a maior simpatia!

Estão encantados? Então olhem os croquis... Isso, sim, é um brinde à mulher (e à moda!)!




Um beijo e até semana que vem, queridos!

Walkiria Freitas (instagram @walfreitasmavric) é produtora de moda e personal stylist. Começou como modelo e produtora no Brasil, e depois aperfeiçoou seu trabalho durante os anos que morou em Buenos Aires, escrevendo para diversas revistas da América Central. 








A sétima arte, em palavras - Gustavo Rezende

A dica de hoje é o espetacular Mil Vezes Boa Noite!

Acompanho a carreira de Juliette Binoche desde A Insustentável Leveza do Ser. Uma das mais versáteis atrizes do cinema, Juliette sempre nos presenteia com atuações fortes e intimistas.


Em Mil Vezes Boa Sorte, a atriz vive uma fotógrafa especializada (e reconhecida mundialmente) em registrar conflitos étnicos, sociais, religiosos e tudo aquilo que é capaz de alertar o mundo da degradação do ser humano. Seu olhar é apurado e rende fotos incríveis. Para ela, quanto mais próxima estiver do fato, melhor o clique.
Os primeiros 20 minutos de filme (sem nenhum diálogo e com um enquadramento de câmera espetacular) acompanham uma ação de Rebecca (Juliette) no Oriente Médio, onde ela registra o passo a passo de uma mulher bomba até a explosão. A proximidade da cena fez com que a fotógrafa saísse ferida e, ao voltar para casa, recebe um ultimato do marido e das filhas: eles não querem mais essa vida de tensão para a família e pedem que Rebeca não se arrisque mais.
A partir daí se estabelece o conflito central do filme: "Amo minha família, mas minha profissão me faz buscar, a cada dia, um novo sentido para viver!

A atuação de Juliette é maravilhosa. A atriz é capaz de extravasar (sem nenhum diálogo) sua inquietação, conflito interno e irresponsabilidade. A cinematografia do filme é incrível e merecia um maior reconhecimento nos festivais de cinema. O diretor Erik Poppe consegue cenas maravilhosas utilizando mãos, closes e fragmentos de imagens.

Um filme que passou despercebido e que merece ser visto. Um dos melhores do ano!!!!



Gustavo Rezende (instagram @gustavosrezende) é publicitário, especialista em desenvolvimento de produtos cosméticos e amante da sétima arte. Criador do instagram @cinediario, contribui semanalmente com críticas, indicações e curiosidades sobre os melhores filmes.