06 novembro, 2013

Vê-Nus


autoria: Fernanda Mello e Eduardo Fonseca
(poesia escrita a 4 mãos)



Vemos o que não sentimos
Vê-nos, o tempo passando
NUS.
No céu, do mar adentro,
LUZ.
Que nos traz a sombra.
Vênus, volte-nos!
De onde eu vim, VENHO.
Nada parece tão longe, mais longe do que parece.
De onde eu vim,
mágicas acontecem no escuro da luz
De onde eu vim,
o tempo é uma ilusão vadia.
De onde eu vim,
estrelas nunca morrem cedo.
(Só se perdem no escuro da nebulosa).
Vem, gravidade!
E veja as Supernovas
Nos vendo nascer
NUS.
Nos campos celestes onde é sempre noite.
Onde o sol sempre se inicia
Como qualquer outra estrela
Num reciclar eterno de ESPAÇO.
ENCANTO.
E ESPANTO.


(da série Poesias Insanas) 
Foto Alê Ladeira


31 outubro, 2013

MEU LIVRO INFANTIL: DE 0 A 100 ANOS


Para quem não sabe, eu lancei um novo livro, "O MENINO QUE QUERIA ABRAÇAR O MUNDO", que foi a realização de um grande sonho: escrever TAMBÉM para crianças. Isso não quer dizer que a publicação seja apenas para os pequenos. "Mas, como?" - uma jornalista me perguntou.

Bom, vou tentar explicar: o "MENINO QUE QUERIA ABRAÇAR O MUNDO" é catalogado como livro infantil porque ele pode - e deve!- ser lido por (e para) crianças. A linguagem é simples, as ilustrações do Bruno Nunes falam tanto quanto as minhas palavras. Mas o tema do livro não tem faixa etária. Ele aborda sobre a coragem de acreditarmos em nossos sonhos, além de reforçar a magia que existe no universo quando acreditamos em nós mesmos. 

Portanto, gostaria de esclarecer e responder às tantas mensagens que ando recebendo: esse é um livro para crianças de 0 a 100 anos. É um livro - sobretudo -  para a nossa criança interior, aquela que está sempre buscando um novo motivo para acordar e sorrir. Sendo assim, vou quebrar uma regra e dizer que meu livro infantil não tem idade pre-estabelecida. Ele é indicado para a meninada que está formando sua própria identidade; ele serve para aquela amiga que chegou aos 40 e está cheia de sonhos guardados na gaveta; além de caber como uma luva para um avô, por exemplo, que, assim como meu personagem Vô Pavo, tinha um sonho: ver o neto abraçar o mundo.

É isso aí, queridos leitores. Sonhos não têm idade. Livros também não. Portanto, tirem seus sonhos da gaveta e ensinem os pequenos desde cedo a acreditarem em si mesmos. Na minha opinião, presente melhor não há.







Um beijo e obrigada a todos. 

Fernanda

ps: ah, quem quiser comprar o livro, só enviar email para loja.fernandamello@gmail.com. O livro também está sendo vendido na Leitura do BH Shopping e na Hangar Sion.




28 outubro, 2013

AONDE VOCÊ GUARDA O QUE VOCÊ SENTE?

Existem coisas que ficam gravadas na memória da gente: músicas. Cheiros. E roupas.
Não tem jeito. Você sente aquele cheiro e se lembra (na hora!) daquele abraço. Você ouve aquela música e volta – mentalmente – para aquele dia, naquela viagem... Você abre seu armário, vê aquela blusa e - instantaneamente – retorna dois anos, onde autografava seu primeiro livro. Ou dava aquele beijo que tinha o gosto do som dos Stones.  (Existe coisa mais inesquecível que um beijo rock´n roll?).

É. A memória nos prega peças. E nos faz lembrar o que a gente não quer esquecer. E – também – o que fingimos que nunca existiu.
Por isso, faço com os meus sentimentos o mesmo que faço com os meus armários. Ao arrumá-los, defino três caixas: DESAPEGAR. TALVEZ. E GUARDAR.
Para o que não tem preço e só nos faz bem, a regra é única (e simples): a gente guarda, de preferência, com toda a delicadeza do mundo. Existem coisas que valem a pena! (Mesmo que, aos olhos dos outros, estejam fora de moda).
Com o que a gente tem dúvida – seja porque foi recente, a oferta estava incrível e agimos por impulso – a gente coloca no TALVEZ. E estipula um prazo para se resolver.  (Se a caixa do TALVEZ crescer além da conta, lembre-se: colecionar incertezas só nos faz mal. Portanto, analise-se. E bote ordem na casa!).
Com o que não nos serve mais, não combina com quem somos ou – simplesmente – não nos traz nada de bom, a dica é uma só: desapegue sem remorsos. E deixe espaço para o novo entrar. Sem melancolias. Sem saudades. Sem medo de ver o vazio.
Pra mim, não existe exercício mais poderoso do que o de “deixar ir”. É difícil, mas faz um bem danado! Porque nos faz olhar pra dentro. Nos faz encarar quem somos. E – principalmente – nos faz enxergar que mudar é a única maneira de crescermos.
Portanto, ao arrumar suas inúmeras gavetinhas (de dentro e de fora), tenha em mente: GUARDE O QUE É RARO. ANALISE O QUE NÃO ESTÁ CLARO. CUSTOMIZE O QUE É CARO. E DÊ ADEUS AO QUE PAROU DE RIMAR FAZ TEMPO.

Fernanda Mello




Foto: ALESSANDRA DUARTE

22 julho, 2013

Pensamentos soltos...




Foto: Alessandra Duarte


Mesmo sabendo que as pessoas devem se preservar, eu PRECISO ESCREVER. Antes de tudo. Sobre tudo. 
Não me dou a esses luxos - de jogos e meias-palavras - nunca fui disso. No meu mundo,  só os fortes sobrevivem, meu bem! Nunca se esqueça disso.
Por isso, antes que tudo se embole, eu te falo, sem rodeios: 
quando disse que nunca mais me apaixonaria, é porque eu já estava me apaixonando. 
E menti, pra me preservar, sendo que estava estampado na minha cara o óbvio: naquela hora, naquele momento, eu abria os olhos e só via você.


(e foi assim que tudo aconteceu...)


Foto: Alessandra Duarte

Fernanda Mello - Crônicas Digitais: Preconceito

18 junho, 2013

...


Para ler:
Me indicaram e acabei de comprar (ainda não li):


Para ouvir:



Para assistir:


Para ficar mais saudável (e bonita):
Uma ótima dica para quem busca um estilo de vida mais saudável, curte se alimentar bem e se exercitar. Nesse perfil no Instagram, a Paulinha (@paulapcl) dá dicas muito bacanas de como emagrecer com saúde, melhorando a qualidade de vida.



Testado e aprovado:
Ganhei uma amostra do Dr. Bruno Vargas para testar essa máscara da La Roche para os cabelos.
Tenho que dizer que ela dá de dez nesses produtos que vemos por aí. Funcionou demais para o meu cabelo, que tem luzes (e estou deixando crescer).



Para quem mora em BH (imperdível!):



Para a vida ficar mais doce:
Doce de Travessa de Bis. Delicia demais, não é difícil de fazer, vale apena! Veja a Receita:http://www.receitasnota10.com/doce-de-travessa-de-bis/



Ideias para sua casa:
Bi essa ideia na página da Hierophant: use um marcador para escrever sobre vidro, uma caneta para cerâmica ou retroprojetor, para desenhar sobre lâmpadas. Os desenhos irão aparecer na parede quando a luz estiver acesa!


Para salvar como e publicar por aí:











17 junho, 2013

Frases & Fotos

MULHER DE FRASES: CAPÍTULO 3 - PALAVRAS ME TRANSFORMAM


... E o olhar dele - volta e meia - entra sem querer no meio da minha frase"...



"... e eu tento me entender em letras: SEMPRE FOI ASSIM". 

Foto: Alessandra Duarte Fotografia
Produção: Rita Duarte
Texto: Fernanda Mello


"Mesmo que alguma hora eu me perca, de repente, me vejo ali: ESCRITA. Pra eu me entender e chegar mais perto de mim".



"Palavras têm sua hora, não adianta fazer força..."



"Palavras são como borboletas: têm sua hora de SE transformar e virar texto"...




























.. Ou até mesmo transformar o DIA e virar SORRISO"...



























"Palavras voam..."



























" PALAVRAS VOAM E ME TRANSFORMAM. E - como mágica - me sinto INTEIRA. DE NOVO."


























Foto: Alessandra D. photography
Texto: Fernanda Mello
Produção: Rita Duarte



Para conhecer mais o trabalho da Alessandra Duarte Fotografia, acesse: http://www.alessandraduartefotografia.blogspot.com.br/


PS: Para anunciar no blog ou patrocinar nossas colunas, favor enviar email para contato@fernandacmello.com Obrigada!

10 junho, 2013

Frases & Fotos

MULHER DE FRASES: CAPÍTULO 2 - A LETRA SUMIU?



"A palavra sumiu... VOCÊ NÃO".



























Foto: Alessandra D. photography
Texto: Fernanda Mello
Produção: Rita Duarte


"Você nunca some. Você continua aqui. Me fazendo desenhar em vidros. inventar poesias..."




























..."Mesmo que eu bata na mesma tecla... Você é a minha tecla (aquela que sempre surge no meio da frase). 





























.. "E não sei se é a minha inspiração que chega e toma conta. Ou meu pensamento em você que me faz escrever. Talvez seja a mesma coisa, não importa".





























"Quando vejo, virei seu texto".




























"Ou virei MEU texto, com a sua cara no começo e no fim de cada frase"...








































"E fico pensando se você vai rir - ou fugir -  de mim porque eu falo tudo rasgado"...










































"Se eu fosse você - SE EU FOSSE MESMO VOCÊ - eu não fugiria de mim".











































"Se eu fosse você, eu viraria MEU LIVRO de cabeceira"...






























Foto: Alessandra D. photography
Texto: Fernanda Mello
Produção: Rita Duarte


















Para conhecer mais o trabalho da Alessandra Duarte Fotografia, acesse: http://www.alessandraduartefotografia.blogspot.com.br/