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20 junho, 2013

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Hoje vou postar um texto do fundo do baú MESMO. Eu estava no 1º período do primário do Marista Dom Silvério e escrevi minha primeira redação, que foi premiada e entrou para o livrinho do colégio. O tema é muito atual: BRASIL, MOSTRE SUA CARA. Queria dividir com vocês, porque fiquei emocionada ao pensar em como nós, brasileiros, já entendemos como o país funciona desde crianças. E sonhamos com mudanças sempre.




09 outubro, 2012

                              FOLHINHA DE ABACATE NINGUÉM ME COMBATE!


Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

           (E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!)

                                            Fernanda Mello



Para assistir:

Para fazer em casa:

Para os dias de TPM:
Tortinha de brigadeiro! http://mdemulher.abril.com.br/culinaria/receitas/receita-de-tortinha-brigadeiro-615354.shtml


Dica de compra:
Tem Nutricêutica agora no Verdemar!

Testado e aprovado:
Base Hello Flawless Oxygen Wow, da Benefit. Oil-free, FPS 25, cobertura média, deixa a pele radiante! Amei! Minha cor é a Ivory.


Para quem está em BH:
Lançamento do novo videoclipe do Transmissor! 


Para aliviar o estresse:
Sete opções de exercício para controlar o estresse: http://www.minhavida.com.br/fitness/galerias/15611-sete-opcoes-de-exercicios-para-controlar-o-estresse

Para refletir:
Deixe a pressa de lado para errar menos: http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/reportagem/viver-bem/deixe-pressa-lado-errar-menos-631799.shtml

Para anotar no caderninho:

www.facebook.com/naosouobrigado

www.facebook.com/naosouobrigado


















18 janeiro, 2012

CRÔNICAS DIGITAIS: CRIANÇA



Ficha Técnica:

Direção/fotografia/edição: Marinho Antunes
Texto: Fernanda Mello
Assistente de direção: Sérgio Oliveira
Produção de moda: Migui´s (essa blusa fofa é da loja Merci)
Apoio Make: Ana Karina V. de Assis
Produtora: Estúdio Pro
Apoio: M1 Station 

ps: Gravei essa crônica digital pois ela está no meu livro e foi a segunda mais pedida no Facebook (esse ano ainda não gravamos, mas prometo que logo teremos crônicas digitais inéditas, ok?). Quem quiser ler o texto na íntegra, aí vai:


FOLHINHA DE ABACATE NINGUÉM ME COMBATE!

Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada). 
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se vou ganhar estrelinha, se posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!