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24 outubro, 2016

Quem nunca?



O amor e seus traumas


Todo mundo que já amou e amou direito tem algum trauma. Não tem como fugir. Porque amar é a melhor coisa do mundo. Mas também dói pra cacete  porque - infelizmente - relacionamento é um dos maiores desafios que existem. A gente nunca sai de um amor da mesma forma que entrou e - nesses tantos fins e recomeços - a bagagem vai só aumentando. (E nossa lista de traumas também). Haja paciência para lidar com nossas mudanças internas, inseguranças, incertezas, desconfianças, ciúmes... Haja tolerância para entender que  o outro - aquele que a gente espera que nos compreenda, acima de tudo - também tem uma pá de cicatrizes que (vez por outra) ainda sangram.
E crescer vai se resumindo a isso: por um lado a gente AMADURECE. Por outro, a gente ENDURECE.
E amar passa a ser difícil, não porque o AMOR é uma faca de dois gumes. Mas porque onde existe MEDO (e qualquer derivado dessa forte criança), não tem como o amor chegar. E fazer casa.

Por isso, em homenagem aos meus traumas e às feridas alheias (vai me dizer que você não guarda uma?), eu escrevo esse texto. Porque bagagem boa é bagagem leve. Que a gente segura (sem grande esforço), enquanto o outro toma fôlego. E descansa da vida.

21 agosto, 2015


Hoje vai ser só uma frase  porque  não preciso de muito para expressar tudo o que se passa dentro de mim:

O único nó que eu ainda não tiro de letra é o NÓ NA GARGANTA.


Foto: Alessandra Duarte

Agora, para começar o final de semana com arte (e alegria!), a coluna do nosso querido Gustavo do @cinediario!


A sétima arte, em palavras - Gustavo Rezende

Estamos vivendo uma overdose de comédias francesas. Com o recente festival Varilux, aportaram nos cinemas produções como Beijei uma Garota, Samba, Que Mal Eu Fiz a Deus?, O Que as Mulheres Querem e o levinho Sobre Amigos, Amor e Vinho. 
Partindo de uma premissa muito interessante - onde um cinquentão malhado e extremamente saudável sofre um infarto, e passa a fazer tudo aquilo que sempre se policiou - o longa do diretor Eric Lavaine acaba perdendo impacto, e entrega uma narrativa convencional, mas super divertida. Sabe aquele filme despretensioso, sereno, mas extremamente esquecível? Pois é! Esse é um ótimo exemplar. Apesar de toda a aura descontraída, um fato me incomodou profundamente no longa: o desenvolvimento dos personagens. Construídos através de arquétipos e estereótipos, as figuras humanas não convencem como conjunto. Lavaine tenta nos convencer que um grupo extremamente heterogêneo cultiva uma amizade há mais de 20 anos, não passando a verossimilhança necessária para tal feito. Temos aqui o "novo homem", o chato, o bobo, a expansiva, a "invisível", o ciumento, todos eles construídos de forma superlativa e exagerada. Bola fora de um roteiro, que poderia trazer uma reflexão super interessante sobre a mudança de perspectiva de um homem que levava uma vida certinha mas, após o incidente, passou viver como se fosse o último dia. Pena que o enfoque aqui tenha sido para as relações interpessoais e a comédia de cotidiano. Não que o filme seja ruim, longe disso. Sobre Amigos, Amor e Vinho é um ótimo programa após um dia pesado e desgastante; é capaz de arrancar risadas e deixar uma enorme sensação de bem-estar. Mas isso é muito pouco para uma produção com grande potencial como essa aqui.


Gustavo Rezende (instagram @gustavosrezende) é publicitário, especialista em desenvolvimento de produtos cosméticos e amante da sétima arte. Criador do instagram @cinediario, contribui semanalmente com críticas, indicações e curiosidades sobre os melhores filmes.













01 junho, 2015

DAR VALOR DEPOIS QUE PERDE: UM DRAMA UNIVERSAL?



“Many is the time I knelt in the light
appealing to all that I know
Guide my eyes and steps
that I may find love true”
(Patti Smith)


Se existe algo que eu não entendo, é gente que só dá valor para o que tem depois que perde. Uma vez ou outra, tudo bem.  Escorregar na vida faz parte. Mas não é preciso ter muita inteligência para saber o quanto algumas coisas nos são caras, certo? Teoricamente, sim. O problema se instala quando o tropeço vira rotina, e a gente começa a acreditar que o passado era melhor. Que a grama do vizinho é sempre mais verde.
Se você se identifica com alguma frase acima, então, meu amigo, está na hora de rever seus conceitos. Essa história de “eu era feliz e não sabia” é coisa de gente fraca e não pega nada bem. A era do saudosismo já era, inventar um passado perfeito (para aliviar o presente) não vai te fazer crescer. NUNCA.
Será que a gente precisa perder a casa, a saúde, o emprego (e o respeito) pra lhes dar os devidos valores? Será necessário que o amor se vá para ver o quanto ele era especial?
Sejamos sinceros: será que precisamos PERDER para, depois, aprendermos a VALORIZAR?
Ah, não.  Eu estou cansada. Chega de ser a “mulher da vida” de um bando de” bocomocos” que só me deram valor depois que eu me mandei. Não é sempre assim? A gente aguenta o que pode, faz de tudo para a relação dar certo. Aí, um belo dia, acordamos de saco cheio e resolvemos dar no pé e pensarmos mais na gente.  Nessa hora, o céu se abre, uma luz incide no meio da cabeça dos pobres moços, e eles conseguem enxergar o quanto a gente era incrível. Incrível é pouco, na verdade. Eles veem o quanto éramos mulheres de verdade, parceiras de qualquer crime, que aguentávamos todas as chatices e ainda fazíamos um carinho gostoso antes de dormir. Parece familiar?
Pois é. Aí a gente muda de classe. De CHATA vira A mulher. A santa. A deusa. A insubstituível. 
Ô céus, e o pior é que isso acontece em todas as áreas da vida. Lembra aquele emprego bizarro? Ai, que saudade (já que o de agora é muito pior!). Lembra da sua adolescência (ah, que tempo bom, arguição é a melhor coisa da vida!). 
Como vocês podem ver, estou meio alterada hoje (o que, com a graça de Deus, me faz escrever 1500 caracteres por minuto) e, por isso, resolvi extravasar minha indignação diante de todas as criaturas (inclusive eu, vai saber) que cometem o deslize de achar que o passado é sempre melhor. 

Se o passado foi bom, ÓTIMO! Guarde-o na memória, e faça o seu AGORA ainda melhor. Que tal? Difícil? Então vamos lá. (Quando eu fico nervosa, eu viro um livro de autoajuda, me acudam!)

Regra número um: a gente tem memória seletiva e SÓ se lembra das partes boas. Dos anos que foram coloridos. Das pessoas legais. Dica para não cair nessa furada: seja realista e lembre-se de todos os defeitos alheios e todos os sentimentos ruins que você sentiu. Regra dois: para mim, um cara (ou um trabalho ou um amigo) que não te dá o devido valor deve ser rebaixado. É, rebaixado mesmo. Então, se o cara resolveu te dar valor AGORA, ao invés de você agradecer e bater seus enormes cílios, pergunte-se: um indivíduo que vive nesse estado de insatisfação constante vale a pena?  Regra número três: essa é a mais difícil. Sinta-se agradecido. Verdadeiramente agradecido. Por tudo o que você tem HOJE. Por tudo o que você É. Seja honesto com seus sentimentos. Não se supervalorize. Nem tampouco se subestime.  Seja forte. E bote para quebrar (se vier a calhar). 
No mais, é só viver com o coração ABERTO. Afinal, o mundo anda tão louco que quem não aproveitar o presente vai se arrepender amanhã. Essa é a minha única certeza.


foto: Alessandra Duarte



29 maio, 2015

Com que letra eu vou?



Para ler:
Porque imaginação não tem idade!



Para pensar:



Para ouvir:



Para hoje:

Está em BH? Então, cola lá!



A sétima arte, em palavras - Gustavo Rezende

Você que está em crise no casamento, não se preocupe! Quer colocar um ponto final nos desajustes e recuperar a relação? É muito simples, basta procurar um lugar onde esteja ocorrendo algum desastre natural, como tsunami, tornado ou terremoto. Acho que os roteiristas de filmes-catástrofe possuem uma ideia fixa com essa temática, e sempre colocam essas crises familiares como pano de fundo em produções desse gênero. Para não fugir à regra, eis que Terremoto: a Falha de San Andreas apresenta a mesmíssima estrutura e ainda tempera com um emaranhado de clichês e situações convenientes. Sinceramente, é demais pra mim!
A produção possui efeitos visuais incríveis, tudo muito bem estudado, projetado e super bem realizado. Mas esse é o único feito positivo do filme. Inclusive, o 3D é completamente desnecessário. O restante é um atentado à inteligência do espectador. O roteiro é algo inexplicável, de tão ruim. Tenho muita "preguiça" de histórias que elevam os protagonistas a um patamar superior ao resto dos mortais. Um exemplo: estão todos correndo para uma direção, mas a mocinha acha melhor ir para o outro lado, pois ela é sábia demais para acompanhar a massa. Aliás, eu nunca vi uma família tão sagaz, inteligente e forte como essa. Outro grande problema do roteiro são as conveniências. Logo no início do filme, a "menina-genial" tem uma conversa com o namorado de sua mãe sobre o prédio que ele está construindo. Do nada, ele diz que é o maior e mais resistente edifício de São Francisco. Não precisa nem ser muito perspicaz para imaginar onde será o abrigo dos protagonistas. Em outra situação, através de um boné, Dwayne consegue um avião novinho para pilotar. Isso realmente não dá para engolir.
O elenco não prejudica, nem acrescenta. Dwayne Johnson possui um carisma interessante, mas quando é exigido em cenas dramáticas, não convence. Fiquei com pena do Paul Giamatti, um excelente ator, que está ali apenas para explicar tecnicamente o terremoto.
San Andreas é mais um filme-catástrofe, ao estilo Roland Emmerich, que não mostrou a que veio. Uma pena!


Gustavo Rezende (instagram @gustavosrezende) é publicitário, especialista em desenvolvimento de produtos cosméticos e amante da sétima arte. Criador do instagram @cinediario, contribui semanalmente com críticas, indicações e curiosidades sobre os melhores filmes.







13 maio, 2015

Passe Livre

Coluna Fernando Suhet



Te desejo alguém que lhe dê bom dia todos os dias ao abrir os olhos. Alguém que lhe mande flores. Te desejo alguém que lhe cante uma música, que lhe faça um poema. Alguém que lhe abrace forte como se fosse a última coisa a ser feita na vida. Alguém que enfrente com você seus medos e problemas. Que tem sensibilidade para lhe entender. Te desejo alguém que lhe faça sentir mais saudades do que tristeza. Alguém que seja viciado no seu beijo e na sua companhia. Alguém que não fira seu ego, seu sentimento, e seu sonho. Alguém que não lhe troque por qualquer coisa fútil. Alguém que saiba lhe cuidar e lhe guardar. Te desejo alguém que lhe ensine que a vida é muito mais que um copo cheio ou um corpo perfeito. Alguém que mesmo com tropeços esteja disposto a recomeçar. Alguém que você tenha certeza que sua viagem chegou ao fim, quando , com os olhos cheios de lágrimas pediu a Deus em suas orações, um anjo protetor.

- Fernando Suhet


@nandosuhet @mundoescrito



11 maio, 2015

Entre o amor e eu


O amor não pede licença. Eu peço. E entro na sua vida com toda a educação e cara de pau do mundo, ocupando espaços, e virando tudo de cabeça para baixo. O amor bagunça tudo. Eu também. E te vejo no meio da corda bamba, equilibrando sua alma livre e seu jeito organizado de ser. Cara, me encontrar pode ter sido a melhor – ou pior coisa da sua vida. Um dia você me dirá. Ou te direi eu, nunca sabemos, ao certo, o amanhã. Só queria confessar, de um jeito muito simples, o que tentei escrever no começo desse parágrafo e não consegui. O amor se reconhece. Eu também.

foto: Alessandra Duarte

13 abril, 2015

Certezas...

Nada pode dar certo se os motivos estiverem errados. Essa é uma frase que levo comigo como verdade universal e que me vem à mente sempre que alguma coisa na minha vida empaca.

Foto Alessandra Duarte.


Ou flui divinamente.

09 abril, 2015

Amizade é punk


Amo uma frase da Elis Regina que diz: “só vai tomar champagne comigo quem comeu grama comigo”. É isso. Não sou fã de quem está comigo só na hora dos aplausos.

Amigo de verdade é aquele que come grama com você, quando tudo vai mal. E brinda, rindo de orelha à orelha, quando tudo vai bem. Porque não adianta viver cercado de bajuladores (ou amigos-satélite, como minha amiga costuma chamar). Muito menos dessa gente-urubu, que se sente bem quando a gente está na pior. Não, não, não e NÃO.

Amigo com A maiúsculo é a coisa mais difícil do mundo. Quase tão difícil como viver um grande amor. Portanto, se você já encontrou uma pessoa cheia de defeitos – como você – que te ajuda a levantar e fica alegre de verdade com suas conquistas, COMEMORE.

Porque tomar champagne com gente “oba-oba” é fácil. Mas brindar com quem faz parte da gente... AH, ISSO VALE A ESPERANÇA PERDIDA.


Layout Luis Guilherme do Não Sou Obrigado / Foto: Alessandra Duarte

23 março, 2015

Devaneios de segunda



Há alguma coisa em seus olhos que me persegue
Uma incógnita angustiante
Um ponto de interrogação irreal
Que não me deixa entender direito quem você é
E o que realmente sente  por mim.

Há alguma coisa em você que não me deixa...


VOCÊ É A TORNEIRA VELHA QUE NÃO PARA DE PINGAR...



ps: poeminha antigo que encontrei nos meus cadernos da faculdade, época em que eu adorava inventar metáforas esquisitas para meus amores.




16 março, 2015

Mulher de frases


Eu quero planejar o futuro sem estresse e sem perder o sono, sabe? Escrever textos com final feliz e acreditar que amores são possíveis, sim. Quero fechar os olhos no meio da fila do banco e achar que a vida é linda, que existem almas boas e que a justiça sempre é feita, no final das contas. Mesmo que demore, eu não ligo de esperar. O importante é que todos recebam o que merecem nessa vida.Porque não há nada mais encantador que ver brotar o que se plantou. Com todo o amor. Fé. E delicadeza. Ah, isso, sim, vale qualquer estio.










23 fevereiro, 2015

Devaneios de segunda



A vida se resume a isso: cada um dá o que tem. Quem está de bem com a vida, distribui alegria. Quem está amargo, oferece despeito. É tão simples que chega a ser ridículo. Mas a gente insiste em se esquecer dessa lei que – para mim – é universal e fica conversando com os céus, naquele estilo dramático “por que ele fez tamanha grosseria”? Ou: “como ela pôde dizer isso de mim”? E remoemos pensamentos, dia após dia, deixando essa matemática óbvia da vida passar batida.

Então, anota aí para sempre se lembrar: quando uma pessoa está de bem com a vida, ela vai desejar que você também esteja. Quem torce contra, meu bem, é sempre quem está na pior. Portanto, DESENCANA!


(E continue com esse sorriso no rosto porque ser FELIZ incomoda).






 Para embalar a segunda, um pouco de Cazuza: "não ligue pra essas caras triste, fingindo que a gente não existe"... http://mais.uol.com.br/view/156069


Fotos: Alessandra Duarte /produção: Ritinha Duarte
Para patrocínios e parcerias, email para comercial.fernandamello@gmail.com e venda de livros pelo loja.fernandamello@gmail.com

19 fevereiro, 2015

Entre livros, gatos e cafés




Se quiser, posso te ensinar a sentir dor.  Eu sou canceriana e sei sentir dor como ninguém. Tanto dor, quanto amor. Quer ver? Eu sei sentir dor (e/ou amor) como poucos e também posso sobreviver  a eles com um sorriso na boca. E um texto na mão.  Instinto de sobrevivência, sabe? Juro que eu enganaria até o Ligthman do “Lie to me”. Já assistiu? Pois é.  A verdade está sempre no corpo. Ou, no meu caso, no papel. Palavras são o meu detector de mentiras. Por isso, deixo a escrita para a hora da verdade, onde não escondo nada de ninguém.  Porque – nessas horas, meu amigo! – eu rasgo a alma. E sangro em cada frase. Até me encontrar.





Escrever é assim:

ou despe a alma.

Ou não desce pro play.


Um beijo e até amanhã, com o nosso COMM QUE LETRA EU VOU?

18 fevereiro, 2015

Por um mundo mais espontâneo


(em busca da sutil linha que separa os inconsequentes e os medrosos. Sim, queremos estar, ali, no meio da corda bamba: onde moram os ousados, que se arriscam na medida certa, e não tem medo de viver.)




Ter dúvidas é a coisa mais inquietante do mundo. Nos tira o sono, o chão, o juízo. Mas vamos entrar num acordo? O que seria de nós se não houvesse as tais incertezas? São elas que nos movem e nos fazem evoluir. Seja no trabalho. Ou no amor. Não interessa. Um mundo sem questionamentos não vai pra frente. Pessoas, então, nem se fala! O desassossego sempre desencadeou grandes revoluções dentro e fora da gente. Afinal – sejamos honestos! - “certezas absolutas” nos atraem como mosca no mel. Queremos soluções rápidas e, infelizmente, não existem respostas no fim da página.

Por isso, enquanto não chegamos a essas “verdades” que, teoricamente, nos bastariam, nós buscamos, questionamos, tentamos, analisamos, erramos, acertamos, crescemos...  E nos tornamos melhores, de uma forma ou de outra.

É assim que penso: certezas não me calam. Por isso, escrevo esse texto que, no melhor dos casos, soa apenas como um desabafo. Somos todos movidos por dúvidas e estimulados pela falta. Falta de um encontro. Falta de um sorriso. Falta de um desejo. Falta de um ideal. Falta de uma resposta. Falta da nossa própria falta.

Se no final dessa história terei um livro, um novo amor, ou apenas uma vida bem vivida... Bom, aí são outros quinhentos.

Mas eu acredito, sinceramente, que sim.


Desassossegados do mundo, UNI-VOS! Somos filhos da poesia. Do mistério. De Fernando Pessoa e Clarice. Somos netos da incerteza. E irmãos pela inquietude que nos une.




Que não nos falte coragem para questionar. Ousar. Recomeçar. E viver.  NUNCA.




Fotos: Alessandra Duarte /produção: Ritinha Duarte
Para patrocínios e parcerias, email para comercial.fernandamello@gmail.com e venda de livros pelo loja.fernandamello@gmail.com

04 agosto, 2014

PARA COMEÇAR A SEMANA...



Para compreender o outro é preciso CONSIDERAÇÃO. Para buscar ser entendido, é preciso CORAGEM. Não há mistério. É quase uma arte: mostrar-se sem pudores, tornar-se vulnerável. E - quem sabe - decifrável.

(Coisa de gente forte!)




Uma semana cheia de boas palavras para todos, que a gente consiga compreender e ser compreendido, no meio desse fuzuê que anda a vida!

fotos: Alessandra Duarte Fotografia

Para comprar meus livros:





07 julho, 2014

FRASES & FOTOS


Deixe as coisas acontecerem sem ficar nessa aflição de que é preciso ter controle sobre tudo. 
BABY, ENTENDA. Na vida, a gente SÓ tem controle sobre nós mesmos. 
E, muitas vezes, nem isso.


#porumasemanamaisleve






16 junho, 2014

FOTOS & FRASES

No meio da confusão do mundo, desse sufoco que não dá trégua, a gente esquece o nos é essencial: SER MELHOR. (Ou, pelo menos, procurar ser).


Porque já escrevi uma vez e insisto: felicidade não é ter. É SER.


SER VIDA. SER MELHOR. SER POESIA. SER CORAÇÃO. SER HUMANO. 
(no significado mais profundo da palavra).


Porque a vida não está nem aí pro seu mau humor, suas contas, seus remorsos, suas culpas, suas noites mal dormidas. A vida (pelo que eu entendo) está aí pra quem a gente é. Para os outros. Para o mundo. E - principalmente - para nós mesmos. 
Te (e me) pergunto, sem demais censuras: você tem sido uma boa pessoa para você?


Então, vamos aproveitar que toda segunda-feira é um início morno de começo de ano e vamos tentar (pelo menos tentar!), sermos mais positivos. Mais alegres. Mais LEVES. E mais confiantes em quem somos. E podemos ser.

Apesar de toda a preguiça no ar, eu ainda insisto. E espero que vocês - de algum modo - também.

Fotos: Alessandra Duarte

03 junho, 2014

Fotos & Frases


Ser mulher nos dias de hoje é a coisa mais complicada do mundo. Temos que ser (e fazer) tantas coisas, que nos vemos lutando como homens no trabalho e sentindo - e chorando - como mulheres, antes de dormir.


Por isso, eu digo: toda mulher precisa de um homem mais homem que ela. Porque, no fundo, o nosso feminino precisa de AMOR. Um pouco de racionalidade (que nos falta). E proteção (vocês não são maiores e mais fortes que a gente por acaso. Ou são?).


Me interrogo e brigo comigo mesma, pensando se, no fundo, isso não passe apenas de um argumento machista. Mas confesso que é isso que sinto: sou forte a maior parte do tempo, mas sou frágil também. E me questiono se, independente do sexo, ás vezes a gente só precise de uma coisa:  alguém que nos faça ACREDITAR. E ter esperanças de que tudo vai dar certo. 


É. Acho que, muitas vezes, buscamos gente mais GENTE que nós mesmos. Para nos tirar do nosso abismo emocional e nos fazer voltar à tona: guerreira e fortes que somos, em toda a nossa singularidade.

Mulheres, o que nos falta MESMO é tempo PARA RESPIRAR. E um braço mais forte onde a gente possa - sutilmente - se encaixar.


ps: escrevi esse texto em homenagem às minhas amigas gays que reclamaram que a afirmação de que "toda mulher precisa de um homem mais homem que ela" não é totalmente verdade. Precisamos de pessoas que, independente do sexo, nos ajudem a seguir em frente. Isso, sim, é uma verdade.

Fotos: Alessandra Duarte


24 março, 2014

POESIA DO FIM

(ou celebrando o fim de Março - sim, hoje acordei trágica)


O FIM está próximo.
Tão próximo que o F me FITA
o I me INQUIETA
e o M me chega Manso...
Mostrando meus MEDOS
Minhas mudanças MUDAS
E a inevitável MORTE de um pedaço meu.




SIM.

O S sai
O F chega
E tudo acaba,
EM FIM.


Foto: Alessandra Duarte

06 fevereiro, 2014

FRASES & FOTOS


Ser escritor não é tarefa fácil. Quem diz o contrário talvez nunca tenha se exposto em palavras.



Existe uma grande diferença entre ESCREVER E REDIGIR, no meu ponto de vista.


 Isso separa os artistas daqueles que só querem seguir modinha.


ESCREVER É ENTREGAR-SE.


É ser autêntico consigo mesmo.


É encontrar seu estilo literário. E SE seguir.


Nesse sentido, medrosos não entram. 


É PRECISO TER UMA CORAGEM INSANA PARA DESPIR A ALMA E TRANSFORMÁ-LA EM FRASES NO PAPEL.


Texto: Fernanda Mello
Fotos: Alessandra Duarte


05 fevereiro, 2014

PENSAMENTOS SOLTOS


Amo uma frase da Elis Regina que diz: “só vai tomar champagne comigo quem comeu grama comigo”. É isso. Não sou fã de quem está comigo só na hora dos aplausos. 

Amigo de verdade é aquele que come grama com você, quando tudo vai mal. E brinda, rindo de orelha à orelha, quando tudo vai bem. Porque não adianta viver cercado de bajuladores (ou amigos-satélite, como minha amiga costuma chamar). Muito menos dessa gente-urubu, que se sente bem quando a gente está na pior. Não, não, não e NÃO.

Amigo com A maiúsculo é a coisa mais difícil do mundo. Quase tão difícil como viver um grande amor. Portanto, se você já encontrou uma pessoa cheia de defeitos – como você – que te ajuda a levantar e fica alegre de verdade com suas conquistas, COMEMORE.

Porque tomar champagne com gente “oba-oba” é fácil. Mas brindar com quem faz parte da gente... AH, ISSO VALE A ESPERANÇA PERDIDA.


A QUEM COME GRAMA COMIGO, MEU SINCERO TIM-TIM! Obrigada por aceitarem o pior (e o melhor) que há em mim. 


Aproveitando... Leiam a matéria super bacana que o JORNAL URBHANO fez comigo. Dá para ler online no link: ENTRE LETRAS E POESIAS