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23 novembro, 2015

NO MEIO DA LAMA, O AMOR... (PUNK!)



Pessoal, está chegando! 
É QUINTA-FEIRA, DIA 26, na A Autêntica! Estarei vendendo e autografando AMAR É PUNK,  de 19 horas até o final da festa. Entrada franca até 22 horas. A partir de 23:00, shows com Paula Kfuri, Guilherme Calk e participação especial da Gabi Mello.
ESPERO VOCÊS!


Para começar a semana com pensamento positivo, generosidade e AÇÃO, um texto foda da +Renata Lommez  para a gente pensar...

E de repente, no meio da lama eis que aparece ele, o amor!

Não te dá uma vontade de chorar, um suspiro que não sai do peito quando você se depara com o drama que vivem as famílias, milhares, que sofrem com o descaso de Mariana? 
Não podemos aqui falar em acidente, Mario Sergio Conti tem dito que desastres e tragédias não são provocados pelo homem, são acontecimentos que não estão sob nosso controle, muito diferente do que aconteceu por lá. E como dói nosso coração cheio de amor ao ver as pessoas perdendo anos de luta, o pouco/muito que tinham, perdendo sua paz ao reviverem seu drama, perdendo sua historia e muitos afetos apenas porque são invisíveis como seres humanos e porque precisam se submeter à dependência do que o mais forte lhes proporciona apenas para que os prazeres desse sejam realizados. Freud escreveu em 'O mal estar na civilização':_ “Uma satisfação irrestrita de todas as necessidades apresenta-se como o método mais tentador de conduzir nossas vidas; isso, porém, significa colocar o gozo antes da cautela, acarretando logo o seu próprio castigo”. Apesar de vermos tanta gente querendo lucrar através do mais fraco, de vermos nas sociedades passadas e contemporâneas a busca pela realização dos desejos daqueles que detém o poder custe o que custar, quero observar aqui que é preciso acreditar no amor em suas diversas formas e enxergar como temos tentado mudar, como apesar ainda de muitos ”faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, as pessoas se mobilizam pelo outro cada vez mais e existe uma busca constante pela mudança em nossos paradigmas. É hora de trocar o choro de dor pela busca da solução e chorar de emoção diante da apresentação do amor solidário pelo próximo que vem mundo afora, através de verdadeiros heróis que canalizam sua arte em ações, cuidados e força, força essa que ganhou peso e união de todos que estavam presentes no show da banda Pearl Jam, banda que transformou um espetáculo de música em e, principalmente um espetáculo de amor. Força que surge através de infinitos heróis anônimos que doam dinheiro que às vezes mal têm pra si, que doam tempo e assistência porque sabem que é preciso deixar de lado o próprio umbigo na ânsia de cuidar do outro. Precisamos ser sábios para lidarmos com o lado ruim da vida. O descaso de uns fazem brotar ou fortalecer o amor de outros uns, pelos outros. Tragédias, dramas, desastres acabam por formar uma corrente do bem surpreendente e, e no fim das contas tudo pode levar ao amor, basta querer, e querer de verdade amar. “Em última análise, precisamos amar para não adoecer.”Freud

"Amor no Divã" e "Frases no Divã" é escrita pela psicóloga, psicanalista clínica, gestora de pessoas e especialista em projetos para terceiro setor +Renata Lommez,que me ajudou em todo o livro O AMOR NA TPM. 

Instagram: @renatalommez




09 novembro, 2015

Dona Baratinha é punk!


Contos de fada no Divã

Ando frustrada com muitos contos infantis, dessa vez em especial com “O casamento da Dona Baratinha”. Confesso que fiquei constrangida ao contar para meu filho de seis e minha filha de quatro anos a história de uma baratinha que era infeliz porque não havia “arranjado marido”.
Com isso me veio à pergunta, já que sabemos o quanto a literatura pode interferir no nosso desenvolvimento porque ainda passamos adiante esse tipo de valores que não condizem mais com as conquistas que nós tivemos como pessoas e, principalmente como mulheres. Já nascemos idealizados com os desejos que nossos pais depositam sobre nós enquanto nos aguardam, recebemos educação, mas a cultura também é fundamental para nos formar como indivíduos e cidadãos. Alguns contos que foram escritos há muito tempo deixam em conflito quem busca se realizar de outras formas e que são infelizes porque não encontraram ninguém para se casar. Não há problema nenhum em “encontrar  alguém que lhe dê amor”, o problema está em acreditar que essa é a chave para a felicidade. E vou te contar uma coisa que acontece muito entre minhas pacientes, além de ter que lidar com o que lhe fizeram acreditar ser verdade é preciso lidar com a cobrança social. Tem muita gente que é bem sucedida profissionalmente, mas que se incomoda com os olhares pensantes sobre seu estado civil. São lindas as princesas, mas acho a maioria muito boba por esperar o príncipe encantado como objetivo de vida. Hoje somos princesas quando vamos sozinhas a uma livraria porque isso nos enche de conhecimento e sonhos, e não para arranjar alguém inteligente. Somos princesas quando vamos ao salão de beleza porque queremos nos cuidar, por dentro e por fora, porque somos independentes emocionalmente.  Somos felizes para sempre se estamos em paz conosco sem necessitar do olhar de alguém. Somos felizes para sempre porque temos atitude e não precisamos depositar nossa felicidade em um relacionamento que não seja com a gente mesmo.


"Amor no Divã" e "Frases no Divã" é escrita pela psicóloga, psicanalista clínica, gestora de pessoas e especialista em projetos para terceiro setor +Renata Lommez,que me ajudou em todo o livro O AMOR NA TPM. 

29 setembro, 2015

Minha arte é pop!


Vim ao mundo para questionar. Para me entender. Para ser feliz. Por isso, escrevo. Palavras são minha terapia. Meu remédio. Meu ponto de fuga e encontro. Na arte, eu me busco.  É lá que eu sempre estou. Procurando o verbo, indagando a letra, consolando a frase que chegou ao fim. Quer me conhecer? Me encontre naquele romance antigo, segundo parágrafo, mostrando que a solidão não se deve atravessar a sós. Talvez eu possa – e isso é quase certo – me mudar pros tons daquela bela música e por lá ficar: “feita de luz mais que de vento”... Ah, me desculpem os Jungs, Freuds e Lacans. Mas Cazuza me entenderia! Alguns artistas – e nisso incluo poetas, músicos e demais sonhadores – parecem conhecer a fundo a alma humana. Quando falam de si, mostram um pouco também de nós. Quem nunca pensou, ao menos por um segundo: essa canção foi feita pra mim? Eu já me apropriei de centenas de músicas (com o devido crédito ao autor, é claro), que dizia serem "minhas". Naquele momento, elas – e só elas – pareciam entender o que eu sentia. Letra por letra. Rima por rima. Em cada nota, um espanto. E uma sensação de pura comunhão com o mundo: é, eu não estou sozinha. A arte também foi feita pra unir. Pra protestar. Para seduzir. Por isso, passo a vida escrevendo. Lendo. Garimpando frases. Buscando o verso certo. A estrofe perfeita. Ou um conhecimento maior sobre mim mesma. Se estou conseguindo? Não sei. A arte nem sempre é bondosa. Um dia nos pega no colo e, no outro, nos faz enxergar o que ainda é difícil de ver. Mas tudo bem. Enquanto houver um poema pra nos consolar e uma boa canção pra nos comover, "a gente vai levando".


Vamos aproveitar que o dia se tornou tão Cazuza e vamos ler a coluna da Renata Lommez falando muitas verdades sobre o amor?


O amor no Divã

“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo...”
Quando penso na Fê logo me vem à cabeça Cazuza! Hoje lendo os emails que recebo daqui me veio essa música “... com sabor de fruta madura...” Ah os ideais! Quem não quer ter a certeza de que não vai sofrer?! Já disse aqui em uma frase no Divã que o amor existe para nos devolver  paz, sono, auto-estima,  não para tirar! E tranquilidade nos relacionamentos tem mesmo a ver com maturidade!
As pessoas maduras (não mais velhas) se relacionam de uma forma mais serena, porque aprendem a gerenciar suas emoções. São acertos decorrentes de erros reconhecidos e reparados. Por isso eu sempre digo para quem se questiona sobre sempre entrar em roubadas. Ou porque seus relacionamentos nunca vão adiante? Temos a tendência em repetir escolhas enquanto não nos conhecemos o suficiente para compreendermos qual a parte que nos toca nesse latifúndio, qual responsabilidade temos diante do fracasso nas relações. Erro nas escolhas? Ou repetição dos próprios erros? Insisto em sempre nos perguntarmos “por que”, escutarmos a nossa voz interior, conhecermos nossas emoções para gerenciá-las.  Um amigo na hora da dor é fundamental, mas a experiência dele é única e cada um traz traumas e recalques individuais que conduzem a nossa própria e também individual condição. Tem uma fase da vida em que tudo é muito intenso, mas um intenso muito gostoso de viver, mesmo que seja preciso derramar muitas lagrimas enquanto sentimos estar em um vídeo clipe. O sofrimento também tem um limite, claro. Se estiver nos impedindo de viver a rotina normalmente é hora de pedir ajuda, ok? Grande parte das vezes é preciso sim querer amadurecer, passar por cima da própria vaidade. Mas não desista do amor. Lembre-se que para tudo tem a sua hora, e um amor por ser tranqüilo não quer dizer que seja morno.

Instagram: @renatalommez



"Amor no Divã" e "Frases no Divã" é escrita pela psicóloga, psicanalista clínica, gestora de pessoas e especialista em projetos para terceiro setor +Renata Lommez,que me ajudou em todo o livro O AMOR NA TPM. 

10 julho, 2015

Com que letra eu vou?



Para ler (trechinho do Amar é punk que vem aí):

NO CHÃO
“O coração, minha filha, é um imbecil”
(Leminski)

Cara, estou sentada no chão da minha sala pensando em como seria um texto que falasse sobre você. É, sobre você. Sobre nós. E sobre essa bagunça que virei depois que você surgiu na minha vida. Porque tudo aconteceu tão devagar e, ao mesmo tempo, tão rápido. Não sei ser precisa nessas questões tecnológicas, sabe... Mas, um belo dia, eu senti que você não era só um beijo. Uma noite em claro. Nós não éramos só duas taças de vinho vazias sobre a mesa. ÉRAMOS MAIS QUE ISSO. E foi aí que eu fodi tudo.  FODI. Porque foi bem nessa hora que estraguei o que a gente tinha de mais legal. Embolei nosso lençol com os meus sentimentos e quis mais do que você poderia me dar. Putz, como foi que eu deixei isso acontecer? Eu, tão moderna (supostamente dizendo). Eu, tão bem resolvida. Eu, tão independente. Eu, tão eu... De repente, virei eu, tão você... Não me conformo. Como permiti me tornar esse clichê ambulante? Como eu me permiti, assim, de repente, gostar de você e te dar um espaço tão grande na minha vida? (Fernanda Mello)


E tem mais:
Dia 11 de Agosto vai ter  lançamento em BH do meu livro  "O amor na TPM", pela Editora Empíreo. Aguardem!



Livro do mês (daqueles que a gente lê e todas as amigas também):


Para entrar no clima da semana do rock:
Ok, para gente todo dia é dia do rock. Mas, para comemorar o dia internacional do rock que vem aí, vários clássicos para vocês! Aumenta o som e deixa rolar: Clássicos do Rock

E um dos meus preferidos:





Frases no Divã:

Hoje temos duas colunas novas: a "Frases no Divã" e  "Moda pode ser tudo...com Rosa Guariglia", que vem logo abaixo. A Frases no Divã é escrita pela psicóloga, psicanalista clínica, gestora de pessoas e especialista em projetos para terceiro setor +Renata Lommez, que além de grande amiga, é uma super profissional, que já trabalhou, inclusive, como colunista na Editora Abril.  E é essa loura super inteligente com ares de Fergie que me ajudou em todo o livro O AMOR NA TPM , que será lançado pela editora Empíreo, em Agosto. Bem-vinda, Rê! É uma delícia dividir com os leitores do blog a sua capacidade de nos fazer pensar. E refletir sobre nossas maiores dúvidas e anseios. Em Agosto, além das Frases do Divã, a Renata terá, aqui, uma coluna inédita. Afinal, se autoconhecer é a melhor ferramenta para a gente ser feliz. Não é?





Moda pode ser tudo... Com Rosa Guariglia

"(...) viver é etcétera..."
Guimarães Rosa

Olá!

Depois de conversar com a Fernanda sobre a minha participação aqui no blog, tive que buscar no dicionário a definição de moda. Isso porque não tenho formação na área, ou qualquer coisa parecida, mas, como (quase) todo mundo, sempre fui curiosa, amo os editoriais de revistas como Vogue e, ao longo da vida, acabei me arriscando algumas vezes a adotar novos visuais com resultados absolutamente desastrosos. 
Em minhas andanças por outras cidades e países, constato cada vez mais o que é óbvio, ou seja, os modismos, o que se usa, o que se come e até o que se fala, tem mais a ver com os costumes, com o clima, e até com o contexto político daquele lugar específico do que com a tendência dos editoriais de moda, que lançam ou traduzem um espírito de rua. Quer um exemplo? Como usar muita roupa e maquiagem no calor do Rio em que as meninas arrasam no visual “cara lavada”, roupas leves, meio peladas, e não menos inspiradoras? 
revista.vogue.globo.com
Mesmo assim, há sempre alguma coisa que pega em todos os lugares, já notaram? Recém-chegada de férias curtas em uma praia da Europa e, após uma romaria de aeroportos na volta pra casa, elegi não uma peça de vestuário (mas bem que poderia ser o shorts jeans desfiado), mas um penteado, o coque alto.  Não importa se o cabelo é médio, longo, se a moça está na areia da praia, no restaurante chique, no boteco ou numa sala de embarque de aeroporto. Ela está lá, com cara de arrumada. De dia, de óculos escuros. De noite, muita máscara de cílios, boca bem tratada, que pode ser nude ou vermelho vivo e um ar de saúde com um pouco (ou muito) blush, independe se faz frio ou calor. Vale até colocar grampinhos para segurar os fios que cismam em arrepiar sem correr o risco de parecer que está rodando uma touca como dizia a minha avó, porque hoje isso também se admite. É isso, pessoal, o coque alto salva gente do mundo inteiro (até os moços adotaram!) e eu vou continuar apostando no meu.
Beijos,
Rosa

Para inspirar:

Créditos: Fashionjacket.com; Likaschwarz.blogspot.com; Santavilla.blogspot.com; FashionDrunk.wordpress.com
Um tutorial fácil:


Rosa Guariglia é mineira de Belo Horizonte, advogada e sempre teve um espirito meio transgressor, procurando brechas para não parecer nem careta e nem muito moderna. Adora revistas de moda e tem a mania de fazer álbuns de referências de imagens de editoriais (e fotos de cabelos, lugares, dicas de onde ir...ufa!) para se inspirar. A maior fonte, segundo conta, são os amigos, de todas as áreas e que sempre mostram um olhar diferente para a vida. Para ela, a diferença nas formas de pensar e os pontos em comum que elas criam, é o que importa.

Acessório da semana: 
Os escolhidos da semana da Loja But Le (insagram: @lojabutle e facebook www.facebook.com/lojabutle). Muita marsala e muitas pulseiras, por favor! 




A sétima arte, em palavras - Gustavo Rezende

Alguns elementos similares são observados nas duas adaptações das obras de John Green para o cinema. Em primeiro lugar, vale ressaltar a atmosfera envolvente que o autor constrói em suas tramas, sendo capaz de segurar a atenção do espectador durante toda a história. Outro ponto interessante são os adolescentes descritos por Green: muito mais maduros, racionais, seguros e detentores de sentimentos consolidados, que qualquer adolescente real da face da terra.
Os diálogos proferidos pelos jovens atores são repletos de poesia, profundidade e muita sabedoria, causando um pequeno traço de artificialidade na composição dos personagens. Mas isso não é uma crítica negativa ou algo que deprecie suas obras, apenas um traço do autor, que vem se especializando em falar a língua dos jovens. Uma outra característica das adaptações de Green está na escolha da trilha sonora. Assim como a belíssima seleção de A Culpa é das Estrelas, Cidades de Papel repete a dose e escala um competente repertório musical, que embala essa trama tão interessante sobre o rito de passagem para a fase adulta.
Confesso que estava com um pé atrás quando fui conferir a cabine de Cidades de Papel, afinal a história não tinha me chamado atenção e fiquei sabendo que tratava-se de uma adaptação livre da obra de John Green. E como eu gosto de ser surpreendido e ter minhas amarras desatadas! Foi esse gostoso sentimento que tive ao final do filme. Obviamente o longa possui alguns problemas de condução, principalmente no que diz respeito à verossimilhança de algumas situações, mas no geral o desconhecido diretor Jake Schreier se sai muito bem, e entrega um filme honesto, nostálgico e envolvente. Construído através de um road movie - um dos meus gêneros favoritos - o longa vai se aprofundando no íntimo dos personagens à medida que os quilômetros vão se passando. Ao final estamos completamente envolvidos por aqueles jovens que estão em busca de realizar / consolidar seus sonhos.
Leve, divertido e bem conduzido, Cidades de Papel é um filme que me surpreendeu!

Gustavo Rezende (instagram @gustavosrezende) é publicitário, especialista em desenvolvimento de produtos cosméticos e amante da sétima arte. Criador do instagram @cinediario, contribui semanalmente com críticas, indicações e curiosidades sobre os melhores filmes.














E semana que vem vai rolar promoção do @cinediario, @cineart_oficial e @fernandacmello! Sigam a gente no Instagram e aguardem!