15 agosto, 2008

sábado, 14 de janeiro de 2006


MULHER DE FRASES


Não sei quanto a vocês, mas amor pra mim ter que ter cheiro. Gosto. E FRASES. Não adianta dizer que um olhar vale mil palavras, que o silêncio diz tudo. Não, não e não. Eu quero sentir, tocar, cheirar, provar, morder e OUVIR. LER. Então, por favor, DIGA. Qualquer coisa que seja, qualquer frase, qualquer palavra perdida, FALE. Ou ESCREVA. Mas por favor, ETERNIZE. Palavras foram criadas para fotografar o coração. Então por favor, não poupe o mundo da sua essência. Click. Palavras são simples. Precisas. Lindas em sua pureza de ser dita. Ben(m) dita! Não precisa fazer pose. Deixe acontecer. Se a garganta der nó e a sílaba não sair, ESCREVA. Caneta e lápis na mão, SEJA. Mostre-se. Eu não me apaixono por pessoas. Eu me apaixono por frases. Me alimento de palavras. Verdades, incertezas, medos, doçuras e pequenas mentiras. Não importa. Eu quero provar seus verbos. Seus sujeitos. Seus objetos. Eu quero te ler. Te sublinhar. Te copiar. Te re-ler. Então, por favor, escreva-se. Inscreva-se. Eu quero te pregar num post-it pra nunca mais te esquecer. Quer saber? O que me encanta no mundo são letras, vogais, combinações inexatas entre o que quer dizer e o que se diz. Não precisa dizer bonito. Muito menos escrever bonito. Palavra vira poesia quando dita com a alma. Por isso, solte-se. Rabisque-se. Eu não vou analisar suas palavras. Eu vou apenas senti-las... Sentir você em cada letra escrita, em cada ponto, em cada frase desenhada. Por isso, permita-me. Eu não quero gramática, dicionário, frases de efeito, plágios descarados pra preencher vazio. Eu quero você. Você e suas palavras. Você e sua letra torta. Em qualquer frase, qualquer rima, qualquer asterisco no pé da página. Mas que seja você. Que brote do silêncio da sua alma bonita e se transforme em letras: palavras para eternizar a poesia que é seu coração!

P.S: Eu sou mulher de frases. Ainda bem que você tem palavra.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005


I DON´T WANT MUCH BABY. I WANT MORE.


Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.

Eu quero e preciso.
Querer mais é pedir muito?

Te espero.

Você cozinha. Eu escrevo.
A ins-piração é por conta da casa.
segunda-feira, 5 de setembro de 2005



"ME CANSEI DE LERO-LERO DÁ LICENÇA MAIS EU VOU SAIR DO SÉRIO EU QUERO MAIS SAÚDE!!!!" (Rita Lee)


A vida não está fácil. Nem para mim, nem para você, nem para ninguém. Só que hoje eu tirei o dia para agradecer. Mesmo com contas para pagar e dúvidas sobre o futuro. Eu quero colo, eu quero um amor pra ocupar o lugar, eu quero um beijo. Meu computador não funciona, o furacão katrina pegou o mundo de surpresa, as respostas não estão onde eu procuro. Eu quero paz, quero solidariedade, quero um pouco mais de respeito e quero escrever sem chorar. Eu quero tanto e preciso de tão pouco. Por isso, eu peço: alguém aí coloca um pouco de vergonha na minha cara? Porque viver é ser. E eu sou, meu Deus do céu, eu sou. Meio desajeitada, meio apressada, meio abusada, mas sou. E tenho saúde, eu tenho S-A-Ú-D-E!!! Alguém aí está me ouvindo? Me desculpa por reclamar da luz que queimou, dos vendedores de telemarketing, das pessoas que falam em gerúndio, do meu orgulho ferido que não sara, das minhas angústias. Eu não ligo. Eu não estou nem aí para coisas pequenas, emails forjados, cheque-especial e frases mal-feitas. Eu não estou nem aí para tudo o que possa ser consertado. Para tudo o que tem solução. Eu tenho saúde e saúde a gente não compra. Não se compra saúde no Submarino, em lojas de 1,99, não se compra saúde na Daslu. Não, gente, saúde a gente tem, a gente conserva, a gente cuida, mas às vezes... sei lá, a gente perde. Estou triste porque o mundo lá fora está doente. Uma amiga querida está com o pai e a mãe muito doentes e eu me sinto impotente. Fazer o quê? O que eu posso fazer para diminuir a dor dessa pessoa que há mais de quinze anos só me traz alegria? O que eu posso fazer pra ver os olhos dela sorrirem de novo? Alguém me responde? Ter fé. Rezar. Ficar ao lado dela, já que o pai não tem muito tempo por aqui. Eu sei que situações como essa não são boas de se comentar, mas é um alerta. Para todos nós. Para todos nós que temos saúde ou que temos cura e podemos viver, ser e ajudar. Ajudar o outro, dar a mão, segurar a lanterna. Vamos viver cada minuto, vamos amar cada segundo, vamos nos preocupar com o que realmente importa. Vamos seguir aqueles conselhos que ouvimos desde crianças e não damos bola: cuide do seu corpo, cuide de sua alma, alimente seu espírito, se apaixone perdidamente por você mesma. Assim, só assim, poderemos ser gente suficiente para agüentarmos firmes quando a vida nos pegar. De surpresa.

VAMOS COMEÇAR POR NÓS...
Isso é um convite e uma opção.
quinta-feira, 8 de setembro de 2005


"SEMPRE É POUCO QUANDO NÃO É DEMAIS." (Arnaldo Antunes)


Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero.
segunda-feira, 12 de setembro de 2005

"Você me beija. E eu vou fazer história"... (Jonh Fante)

Não consigo resistir a escrever sobre você. Você e seu jeito confuso. Você e esse rosto. De onde você tirou esse rosto? Meus Deus, aonde foi que você aprendeu a me olhar assim? Vai, toma, leva. Me emprestei um pouco, agora leva o resto. Não tenho o que fazer com o que ficou de mim. Olha, amo você. Não te conheço mas amo. Assim como amo minha loucura. Me entende? Eu sei que sim. Porque você é mais louco que eu, achei alguém mais louco e lindo que eu. E você escreve, meu Deus. Escreve lindo, suas palavras são tão eternas que eu poderia morar nelas e ser cada letrinha de sua frase. Me salva no seu computador, escreve uma história linda para me matar de vez. Nossa loucura junta nos salva. Você me salva. Você ama meu lado obscuro, você ama quando eu fico brava, você ama o que há de pior em mim. Aonde já se viu isso? Então leva. Me leva e não devolve. Me leva e constrói um bar, vamos ler Jonh Fante, ficar bêbados de Rimbaud, vamos fazer alguma coisa grave porque nada mais nos resta. Te resta? Eu te resto. Eu e nossa loucura. Nossos planos foram reduzidos a pó. Junta nosso lixo, joga tudo fora. Não temos nada pra sonhar. Mas temos vida, um coração que ainda bate. Temos nossa falta de juízo, nossas palavras, nossos livros e uma imaginação sem fim. Será preciso mais?

Post-scriptum-punk: Preferi as palavras ao Prozac.


quarta-feira, 28 de setembro de 2005


"Nunca se sabe para onde essa vida puta e louca quer nos levar"
(Clarah Averbuck)


Eu sei amar. Mas não sei fugir. Por isso, não tente me parar. Não me peça para não ir. Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou. Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir. Meu coração se esgarça, a vida se desfaz, me embolo em mim mesma, dou nó. E daí? A vida é minha. O amor é meu. Me dou de bandeja pra quem eu quiser. Você aí quer? Quer mesmo? Então leva. Mas leva tudo. Leva e não devolve. Só devolve se eu pedir. Amor não tem garantia mas tem devolução. Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. Mas tem sempre o meio. Amor tem gosto de pele, língua e segredo. Amor tem gosto de cobertas, descobertas e travesseiro. Você imagina quantas Fernandas existem em mim? Toda mulher é uma surpresa, uma torta mil-folhas, um bombom diferente em um lindo papel celofane. Quer provar? Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber. Mas eu quero que você perceba. Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim. Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora. (Nada de banho-maria!). O amor não tem regras, o desejo não tem limites. Minha boca é do tamanho do meu coração.
segunda-feira, 24 de outubro de 2005


"Mas então por que eu finjo que acredito no que invento?"
(Legião Urbana - Acrilic on Canvas)

Quanto tempo faz? Não sei. Não me importa se passaram milênios, décadas, anos, horas, segundos. Não me importa se estou em outubro ou novembro, se chove ou se faz sol. O passado e o futuro não me interessam. Eu não uso relógio, eu não sei a hora certa. Só sei que hoje acordei e pensei em você. O tempo me pareceu vago. Não sei se você existe. Não sei se você se inventou e apareceu sorrindo na minha sala pequena e alguma hora eu vou acordar e você irá sumir. Like a Dream. Mas eu não quero acordar. Não agora. Quero continuar te olhando. Olhando esses olhos lindos. Olhos que me olham e não prometem. Eu não quero promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos. Não, não e não. Eu não quero dor. Eu não quero olhar no espelho e ver você escorrer, manchando minha cara bonita. Eu quero me enganar e te amar. Até acordar.
domingo, 30 de outubro de 2005


"Desculpem, mas devo dizer: eu quero o delírio". (Lya Luft)


Eu não quero ser uma pessoa normal, vivendo uma vida normal, só pra inglês ver. Eu quero meus defeitos. Meus efeitos. Quero tudo e quero mais. Eu não ligo se o ano acabou, minha fé balançou e as pessoas estão pensando em árvore de natal e festa de ano-novo. Já chegou o final de dezembro? Não. Então, me desculpa. Leva os enfeites natalinos de volta pro armário, pára de procurar lentilha no supermercado, devolva sua passagem pra aquela viagem que você nem sabe onde é. Viva um dia de cada vez, respire, esqueça... Esqueça do Papai Noel suado no shopping center, das sete ondinhas que você nunca pula, esqueça sua certeza de que " ano que vem vai ser melhor". É estranho, eu sei. Mas certeza a gente tem que ter hoje. Do agora. Sou da turma do improviso. Por isso, não me pergunte. Eu nunca sei o que vou sentir daqui a 5 minutos, 2 meses, um ano. Sinceramente, não sei. E se sei, minto. Eu não vivo o futuro. Eu não sei que caminhos seguirei, que pessoas amarei, quantos gatos terei. Eu só sei o que quero. O que devo. NOW. Eu nasci assim: conheço o fim e improviso o meio. Falta de juízo? Não sei. Preciso sentir antes de pensar. Só depois ajo. E vivo como vive quem planeja: bato a cabeça do mesmo jeito. Arrisco. Machuco. Sangro. Costuro. Me reconstruo. Igual fiz nos últimos 10 meses. Porque verdade seja dita: cada um vive de um jeito. Mas que 2005 foi esse? Ou melhor: que ano está sendo esse? A idéia foi me partir ao meio? Dividir o mundo ao meio? Me arrancar o coração? Roubar minha esperança? Enxergar em cada rosto um ponto de desespero? Se o plano era esse, pessoal aí de cima, coloca um "A" aqui. Bota um parabéns e me dá uma estrelinha. Eu preciso, eu mereço! (Eu e todos nós). Preciso porque me arrisquei. Mereço porque me ferrei. E me ferrei porque quis. Resultado? Aprendi. Ponto pra mim! Quanto maior o grau de dificuldade, maior o prêmio. Não é assim? Eu acho, está escrito em algum lugar, não me pergunte onde. E o prêmio não é ganhar um bônus por decepções digeridas nem coragens reforçadas, com uma viagem de ida e volta com acompanhante para a Polinésia Francesa. O prêmio é olhar pra dentro e - mesmo com toda dor, mágoa, tristeza, falta de rumo e prumo - se reconstruir, se aceitar e ter orgulho de quem você é.


(A gente tem o que precisa, não o que quer. Por isso, " Um inesquecível AGORA!") E UM FELIZ DIA NOVO! SEMPRE!!!!!
domingo, 20 de novembro de 2005


"Quando a gente conversa contando casos, besteiras
Quanta coisa em comum, deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer, me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo,
te ganhar ou perder sem engano
É eu preciso dizer que eu te amo, tanto..." (Cazuza /Dé /Bebel)

A vida te dá uma rasteira. Você cai, tropeça, o sonho borra a maquiagem, o coração se espalha. Você sente dor, perde o rumo, perde o senso e promete: paixão, nunca mais. Você sente que nunca irá amar alguém de novo, que amor é conversa de botequim, ilusão de sentido, que só funciona direito para fazer música, poesia e roteiro de cinema. E você inventa. Um amor pra distrair. Um amor pra ins-pirar. Um amor pra trans-pirar. Uma paixão aqui, um quase-amor ali. Ainda bem que existem amigos para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas. E a vida segue. Feliz. Sua imaginação te preenche, seus amigos te dão colo, vodka e dias incríveis. Aí do nada ele surge. Ele. Ele que é diferente de tudo. Ele que é tudo. Mas tudo não existe. Ele sim. Ele existe. E gosta de Vinícius, de praia, de palavras simples e café na cama. Ele que é lindo. Vocês estão ouvindo? LINDO! Lindo por fora, mas infinitamente lindo por dentro. Que tem sonhos molhados, planos no varal e o coração atirado na mala. Ele que não se parece com nada. Ele que combina comigo. E não tem medo. Será que estou sonhando? ELE NÃO TEM MEDO! Ele não gosta do morno, de mais ou menos, de música feia, nem sentimento pequeno. Ele que me abriu o verbo, me fez chorar, escancarou o coração, confessou o que não se diz e me sentiu. Lá de longe, no fim do mundo, ele me sentiu. Me enxergou por dentro, me chamou de anjo, disse que eu sorria lindo e me deixou tímida. Entenderam? Ele me deixou tímida! E me mandou músicas lindas, versos lindos, devolveu minha esperança, me fez querer acreditar de novo. Ele que não gosta de jogo, que tem o sorriso mais lindo do mundo, que não pára nunca de sorrir e me olhar. Ele que não pára nunca de se buscar e me encontrar... Ai, pára tudo. Eu quero um All Star porque eu vou casar. Eu não gosto de tênis, vivo de salto ou chinelo, mas eu quero um All Star 36 porque eu vou me casar com ele. Porque planos nem sempre dão certo e a gente tem que ousar e desafiar a razão: eu vivo para sentir. E eu sinto que quero estar com ele. Agora. Quero viver com ele na casa de armário pequeno, ter uma filha que não se chama Maria e viver de amor. Sem medo. Sem planos a longo prazo. Vou viver e ser. Vou viver, ser e amar. Vou viver, ser, escrever e amar. Com ele. Até o fim.
terça-feira, 28 de junho de 2005


O AMOR EM CAIXAS...

(aonde foi que eu perdi meu sapatinho?)

Das duas, uma. Ou você tem namorado(a), amante, parceiro (a); ou está sozinha. A sociedade prega que as pessoas vivam em pares. Isso não é de hoje. Mas eu gostaria de dizer que sinto uma imensa preguiça desse papo. Papo furado de quem leu muito "Romeu e Julieta". Eu acredito no amor. Não como uma salvação. Mas como um prêmio de quem consegue se achar. E se conhecer. Não acho que a felicidade do outro esteja unica-e-exclusivamente em alguém. Longe disso. O que eu vejo muitas vezes são pessoas desesperadas para encontrar alguém. Mulheres lindas e inteligentes que acreditam que são menos por não serem dois. Fico triste com tudo isso. Muita gente casa sem querer. Namora sem saber os sonhos de quem dorme ao seu lado. As pessoas banalizam o amor e o colocam em pacotes. Com laços de fita e tudo. Muito chique. Da Trousseau.

(O que eu acho é que o mundo precisa de pessoas apaixonadas. Por elas mesmas.)


quarta-feira, 1 de junho de 2005

Insensata Lógica


Ah, quer saber o que eu penso? Você agüentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma tpm horrivel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio.Vire meu mundo do avesso!. Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.

(Meu coração é minha razão. Essa é a lógica que inventei pra mim).
terça-feira, 26 de julho de 2005

NOITE DE CRISTAL AZUL


Hoje acordei com você na cabeça. Pensei em seu sorriso lindo e mentalmente te mandei um beijo. Recebeu? Acho mágica esta palavra: sincronicidade. Em português mais claro, nada mais é do que estar no lugar certo no momento certo. E você chegou. Na hora exata. No dia exato. Apareceu com seu abraço quente, seu corpo em equilíbrio, sua mente me desafiando a ser. Olhei no calendário de papel em cima da mesa. Nada estava marcado. Mas você sabia. Depois de tanto desencontro, era aquele o nosso dia. O mundo sabia. Zuvuia sabia. A galáxia inteira conspirava: vá! E fomos... Entendemos nossos mundos . Eu, brincando com a magia da vida. Você, transformando a realidade em realização plena. Levei uma rasteira. Palmas para a surpresa! Acordei e você estava ao meu lado. E eu achei lindo. Você e suas histórias de mil mundos. Sua curiosidade que não acaba mais. Seu cheiro, seu carinho, um olhar que tudo sabe e tudo quer. Fiquei ali. Sentada. Eu e minha poesia. Nós duas - cúmplices de um só coração - de repente ficamos mudas. Sua vida era a minha poesia. Assim. Rápido. Como se o mundo inteiro se abrisse na minha frente. Me encantei. E te escrevi no meu corpo. Com símbolos de civilizações perdidas, nos achamos. Me achei. Era eu. E um novo começo.

Paz é o Caminho. Amor é a Resposta.

Um feliz re-começo para todos!
terça-feira, 12 de julho de 2005


QUANDO O CORAÇÃO NÃO USA FPS


Dar um tempo. Férias. Tomar fôlego. Reorganizar as idéias. Era tudo o que eu precisava para continuar. Sabe o que é isso? Eu, minhas amigas, biquinis e um caderninho. No apartamento em que nós estávamos, sempre alguma delas gritava da porta: Pegou o boné? Alguém achou meu óculos? Vai fazer frio? Fê, pegou seu caderninho? E assim eu saía. Com cangas, blusas de frio, protetor solar e o tal caderninho. (Tenho sempre um caderninho na bolsa, aonde quer que eu vá). Hoje - já em casa e de volta ao trabalho - meu caderninho está assim: cheio de areia e palavras. Meu coração está leve, mesmo sabendo que a realidade está na ponta do meu nariz e - amigas! - é chegada a hora de ira à luta! De novo. O lado não tão bom disso tudo é o desassossego de descobrir coisas sobre nós mesmas que a gente insiste em não enxergar. A parte boa é que - sei lá - existe parte boa? Brincadeira! Sempre existe. E eu não posso me dar por vencida com um bronzeado desses. Não agora. Não hoje. Mesmo tendo lido aquela frase do livro da Maitê Proença que me fez chorar. Não de tristeza. Chorei porque sou burra mesmo. Se tivesse lido esta frase antes (Aonde você estava, Maitê??), talvez eu tivesse sofrido menos. Por ele. Aquele que foi o amor da minha vida. Que talvez ainda seja. Que sempre será. Mas a tal frase que me puxou o tapete foi simples como tudo o que eu gosto: "não quero o amor da minha vida ocupando o lugar de amor da minha vida". Entendeu? Decorou? Lindo isso. Lindo e triste. Maitê sabia. Soube antes de mim. Bem antes. Esperta essa garota. Tão linda, atriz e sublime com seu olhar verde-esmeralda - Maitê Proença - nossa Dona Beja, também teve seu coraçao machucado. Dilacerado, imagino. Normal. Desse mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que consigo agora abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sim, sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora. Eu digo: agora. Houve uma mudança de planos. E eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas. Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo!! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Vejo minha lista - anotada com um coração bic no meu caderninho-de-bolsa : coisas que preciso fazer antes dos 35 anos. Sinto uma alegria infantil. Está tudo ali. Meus desejos. Meus maiores sonhos. Minha obsessão por um laptop. Minha vontade de escrever um livro. Ter um filho. Fazer mil cursos. Aprender coisas novas. Conhecer lugares. Pessoas. Me conhecer mais. Me descobri um pouquinho e parece que foi tanto!! Porque agora muitas coisas fazem sentido. Minhas palavras. Tudo o que quero ser e criar. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri. Ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama!
terça-feira, 5 de julho de 2005

MAR-INTIMO

A vida, meu Deus, poderia se resumir a um belo dia de sol. Mar. Areia quente. Pensamentos indo e vindo. Uma paz sem tamanho. Coração ao vento. A verdade é que o bom é sempre simples. Saúde pra sorrir. Confidências. Um olhar que diz tudo. Sonhos. Esperança.
Se a paz tivesse uma cor, teria a cor do céu de hoje. Azul. Assim como as palavras. Como o desejo. E o infinito.


ps:alguém me responde: qual o maior mistério do mundo?

O coração de uma mulher
ou o mar?

(vai e vem. vem e vai. correntes. tempestades. calmarias. chego a uma conclusão natural (quase infantil): O mar é feminino.