31 outubro, 2013

MEU LIVRO INFANTIL: DE 0 A 100 ANOS


Para quem não sabe, eu lancei um novo livro, "O MENINO QUE QUERIA ABRAÇAR O MUNDO", que foi a realização de um grande sonho: escrever TAMBÉM para crianças. Isso não quer dizer que a publicação seja apenas para os pequenos. "Mas, como?" - uma jornalista me perguntou.

Bom, vou tentar explicar: o "MENINO QUE QUERIA ABRAÇAR O MUNDO" é catalogado como livro infantil porque ele pode - e deve!- ser lido por (e para) crianças. A linguagem é simples, as ilustrações do Bruno Nunes falam tanto quanto as minhas palavras. Mas o tema do livro não tem faixa etária. Ele aborda sobre a coragem de acreditarmos em nossos sonhos, além de reforçar a magia que existe no universo quando acreditamos em nós mesmos. 

Portanto, gostaria de esclarecer e responder às tantas mensagens que ando recebendo: esse é um livro para crianças de 0 a 100 anos. É um livro - sobretudo -  para a nossa criança interior, aquela que está sempre buscando um novo motivo para acordar e sorrir. Sendo assim, vou quebrar uma regra e dizer que meu livro infantil não tem idade pre-estabelecida. Ele é indicado para a meninada que está formando sua própria identidade; ele serve para aquela amiga que chegou aos 40 e está cheia de sonhos guardados na gaveta; além de caber como uma luva para um avô, por exemplo, que, assim como meu personagem Vô Pavo, tinha um sonho: ver o neto abraçar o mundo.

É isso aí, queridos leitores. Sonhos não têm idade. Livros também não. Portanto, tirem seus sonhos da gaveta e ensinem os pequenos desde cedo a acreditarem em si mesmos. Na minha opinião, presente melhor não há.







Um beijo e obrigada a todos. 

Fernanda

ps: ah, quem quiser comprar o livro, só enviar email para loja.fernandamello@gmail.com. O livro também está sendo vendido na Leitura do BH Shopping e na Hangar Sion.




28 outubro, 2013

AONDE VOCÊ GUARDA O QUE VOCÊ SENTE?

Existem coisas que ficam gravadas na memória da gente: músicas. Cheiros. E roupas.
Não tem jeito. Você sente aquele cheiro e se lembra (na hora!) daquele abraço. Você ouve aquela música e volta – mentalmente – para aquele dia, naquela viagem... Você abre seu armário, vê aquela blusa e - instantaneamente – retorna dois anos, onde autografava seu primeiro livro. Ou dava aquele beijo que tinha o gosto do som dos Stones.  (Existe coisa mais inesquecível que um beijo rock´n roll?).

É. A memória nos prega peças. E nos faz lembrar o que a gente não quer esquecer. E – também – o que fingimos que nunca existiu.
Por isso, faço com os meus sentimentos o mesmo que faço com os meus armários. Ao arrumá-los, defino três caixas: DESAPEGAR. TALVEZ. E GUARDAR.
Para o que não tem preço e só nos faz bem, a regra é única (e simples): a gente guarda, de preferência, com toda a delicadeza do mundo. Existem coisas que valem a pena! (Mesmo que, aos olhos dos outros, estejam fora de moda).
Com o que a gente tem dúvida – seja porque foi recente, a oferta estava incrível e agimos por impulso – a gente coloca no TALVEZ. E estipula um prazo para se resolver.  (Se a caixa do TALVEZ crescer além da conta, lembre-se: colecionar incertezas só nos faz mal. Portanto, analise-se. E bote ordem na casa!).
Com o que não nos serve mais, não combina com quem somos ou – simplesmente – não nos traz nada de bom, a dica é uma só: desapegue sem remorsos. E deixe espaço para o novo entrar. Sem melancolias. Sem saudades. Sem medo de ver o vazio.
Pra mim, não existe exercício mais poderoso do que o de “deixar ir”. É difícil, mas faz um bem danado! Porque nos faz olhar pra dentro. Nos faz encarar quem somos. E – principalmente – nos faz enxergar que mudar é a única maneira de crescermos.
Portanto, ao arrumar suas inúmeras gavetinhas (de dentro e de fora), tenha em mente: GUARDE O QUE É RARO. ANALISE O QUE NÃO ESTÁ CLARO. CUSTOMIZE O QUE É CARO. E DÊ ADEUS AO QUE PAROU DE RIMAR FAZ TEMPO.

Fernanda Mello




Foto: ALESSANDRA DUARTE