21 outubro, 2011

CRÔNICA DIGITAIS: PROMESSA-FUTURO


  

Ficha Técnica:

Direção/fotografia/edição: Marinho Antunes
Texto: Fernanda Mello
Assistente de direção: Sérgio Oliveira
Produção de moda: Migui´s
Produtora: Estúdio Pro
Apoio: M1 Station 


PROMESSA-FUTURO


Prometo não te ligar
Não escutar aquela música
Não olhar aquela foto
Que eu roubei de você.
Prometo nem mais te amar.

SEGUNDA-FEIRA EU COMEÇO.




Para dar um up depois da semana corrida, dicas para recarregar a bateria. E colocar mais poesia na vida.

- Para ler: 
Um dos meus preferidos, o livro “Secreta Mirada”, da minha amada Lya Luft.  Lá está sublinhado, com um coração ao lado: O que te posso dar é mais que tudo o que perdi: dou-te os meus ganhos”.  AMO!
Para quem prefere uma leitura mais rock´n roll, indico a biografia do Eric Clapton. Genial.

- Para ver (ou rever): 
O filme “Tão longe, tão perto” ( Faraway, So Close!, 1993), do diretor Wim Wenders, que conta a singela história de anjos que observam a capital alemã. Apesar dos anjos serem proibidos de interferir na vida humana, Cassiel quebra esta regra quando uma menininha cai do terraço de um prédio e ele corre para socorrê-la, o que o transforma em humano. Não sei o que é mais lindo: a fotografia do filme, a história (que nos lembra dos nossos anjos – eu acredito!), a doçura da Nastassja Kinski. Ou a música do U2 (que sempre me faz chorar).  Lindo demais!

- Para adoçar (sem pesar): 
Vamos combinar que existem horas que SÓ um chocolate para dar conta da gente, certo? Pois então. Ganhei o Achocolatado da Nutricêutica e resolvi testar a receita de brigadeiro ligth. Os ingredientes: 1 lata de leite condensado light, 1 colher de sopa rasa de Achocolatado Nutricêutica (ele é super concentrado!) e 1 colher de sopa rasa de margarina light. Modo de preparo: misture todos os ingredientes numa panela e mexa bem. Leve ao fogo até ferver e o fundo começar a soltar da panela. Detalhe que me fez delirar: este brigadeiro é reduzido em calorias, com 95% menos de gordura! Uma ótima solução para quem está de dieta (e de TPM).

- Para entrar no clima: 
Clipe da banda Transmissor, dirigido por Marinho Antunes. Morro de orgulho! 

- Fútil, mas útil: 
Achei essa dica no 2Beauty da Marina Smith. Lá eles ensinam como fazer um ótimo primer para fixar sombra, igual ao Mixing Medium da MAC. É fácil de fazer e funciona super bem (eu e minha irmã testamos e aderimos!).  Basta uma gotinha no pincel (lembre-se de retirar o excesso, se houver) e a sombra fixa nos olhos por muito mais tempo. A receita é simples. São três partes de água (mineral, de preferência) e uma parte de glicerina líquida pura (encontrada em farmácias). Como a mistura não contém conservantes, o ideal é fazer em pequenas levas e jogar fora o que restar depois de um mês. (Eu meço na própria tampinha da glicerina). Para ver o vídeo da Marina com o passo-a-passo, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=S59CS1ma458&feature=player_embedded

- Para navegar: 
Indico dois sites totalmente diferentes, mas que eu sempre entro na hora do “meu recreio”. O Petiscos, da Júlia Petit, que fala sobre beleza, moda, viagem, música e outras delícias.  E o Fubiz, ótima fonte de inspiração para quem trabalha com vídeo e design (não é o meu caso, mas como meu namorado e irmã trabalham com isso, comecei a acessar por acaso e viciei).

- Para anotar no caderninho: 
Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam. (Clarice Lispector, no livro “A Hora da Estrela).
E, como hoje é sexta e eu estou animada (e inspirada!), outra frase para guardar: 
“Sorte é isso: merecer e ter”. (Guimarães Rosa).

É isso! Um beijo e um ótimo final de semana para todos!
Quem quiser deixar suas dicas aqui nos comentários, VOU ADORAR!

Inté!

18 outubro, 2011

MAIS GENTILEZA, POR FAVOR!

Outro dia – numa roda de amigos – surgiu um assunto que me fez pensar: já repararam que nesses tempos modernos, deixamos a gentileza de lado e nos desculpamos pelos maus modos, colocando a culpa no estresse? Pode ser uma resposta atravessada por conta do trânsito caótico. Pode ser o prazo curto. A falta de dinheiro. A falta de tempo. A falta de saúde. A falta de graça na vida. Os motivos são muitos e não param. Mas será que – em nome das nossas “faltas” – temos o direito de sermos MENOS humanos? Onde foi parar a delicadeza, a gentileza, a educação e o respeito? Onde foi parar o que nós SOMOS?
Desculpe-me, mas é difícil responder. Estamos tão individualistas que mal percebemos o outro. Eu, pessoalmente, acho uma falta de inteligência privilegiar apenas o SABER e não valorizar quem tem uma visão generosa do mundo. Para mim, a combinação dos dois – conhecimento e sensibilidade – são um prato cheio para vivermos melhor. E crescermos tanto pessoal, quanto profissionalmente.
Infelizmente, não é isso que vemos por aí. O respeito parece ter saído de moda. Gentileza, então, virou gíria das nossas avós. Nada de “bom dia”, “boa tarde”, nem um olhar que te perceba como indivíduo.
Importante esclarecer: não gosto de generalizar. Conheço pessoas que – no meio do salve-se quem puder! – continuam a ser PESSOAS.  Enxergam, em seus olhos, o outro. Oferecem – sem o menor constrangimento – um abraço sincero. Uma ajuda inesperada. Um elogio. Um silêncio na hora certa.
Isso, para mim, não é frescura. É apenas a boa e velha educação pedindo passagem... Implorando para não ser esquecida, dentro do carro, na hora do rush.
Claro que não é preciso dizer “obrigada!” a cada minuto. Mas antes uma palavra doce do que deixar nosso lado brucutu (acredite, todo mundo tem um!) falar mais alto e acabar com a CORDIALIDADE que ainda nos resta.
Você acha esse papo ultrapassado? Chegou, então, a hora de me desculpar. DE NOVO.
Sei que pode parecer ingenuidade minha, mas eu continuo com fé no ser humano. (E em mim). Acho que a pessoa que desenvolve sua sensibilidade para perceber o outro (seja no trabalho, em casa, na rua ou na fazenda), só tem a ganhar. Uma promoção. Um trabalho melhor. Um amigo de verdade. Um dia mais feliz. Ou apenas um sorriso que – a meu entender – já vale o esforço.
Por isso, venho escrever esse texto para tirar meu nó da garganta e alertar aos que ainda sabem ouvir: o mundo precisa de mais gentileza. E menos – muito menos! – cara amarrada.


(Fernanda Mello)


E hoje, para inaugurar minha parceria com a Nutricêutica, eu apresento o FERNANDICAS! Toda terça e sexta-feira, estarei aqui no blog dando dicas de coisas bacanas (para o corpo e alma). Vamos lá?


- Para a alma: 

Indico o livro “A arte de ser leve” da jornalista mineira Leila Ferreira. No livro, ela escreve: “Quando a gentileza passa a ser o caminho natural, as coisas fluem”. Precisa dizer mais?

- Para o corpo (ou nesse caso, o rosto):


Li na revista Bons Fluídos como fazer uma máscara descongestionante. Como ganhei o chá verde da Nutricêutica (e adoro receitinhas naturais), resolvi experimentar. Primeiro, é só juntar 2 colheres (sopa) de aveia, 1 colher média de mel e 1 xícara de chá verde bem concentrado (coloquei 2 saquinhos). Depois, mexa bem e deixe descansar por 5 minutos. Aplique em todo o rosto, inclusive ao redor dos olhos, e deixe agir por 15 minutos. Em seguida, retire com uma espátula (ou um desses palitos de picolé), raspando suavemente a pele. Lave o rosto com água corrente. Finalize aplicando, em todo o rosto, um algodão embebido no chá verde morno – ele é desintoxicante e funciona como um ótimo tônico. Delícia!

- Para ouvir alto:

Novo CD do Lô Borges “Horizonte Vertical”, que conta com as participações de Samuel Rosa, Milton Nascimento, Fernanda Takai. Minhas preferidas: as faixas “On Venus” e “Horizonte Vertical” (que dá nome ao disco). Para assistir ao teaser no youtube, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=DE3fCGXUuiA. Lindo!

- Para anotar no caderninho:

“É impolido dar-se ares de importância. É ridículo levar-se a sério. Não ter humor é não ter humildade, é não ter lucidez, é não ter leveza, é ser demasiado cheio de si, é estar demasiado enganado acerca de si. (André Comte-Sponville, filósofo francês).

14 outubro, 2011


PS: Página arrancada do meu livro Princesa de Rua. Quem quiser comprá-lo, só enviar email para fernandamello2006@gmail.com. Valor: 35,00. Frete para todo Brasil por carta registrada: 6,50.

... E vamos comemorar a nossa insistência SEMPRE! :)

15 setembro, 2011


Olá turma!
O SOUBH me chamou para fazer um novo blog, com uma abordagem diferente do Coração na Boca (que obviamente continuará ativo, com minhas crônicas e textos). Quem quiser me seguir lá, é só acessar: 
Um beijo, espero vocês!

13 setembro, 2011



INTUIÇÃO X PARANOIA


"It was just my imagination, once again
Running away with me
It was just my imagination
Running away with me..." (Rolling Stones)

Nós, mulheres somos assim: loucas por sinais. Não falo em sinais de trânsito, nem em símbolos matemáticos. Na verdade, somos peritas em ACHAR que sabemos DECIFRAR o universo masculino. É. Descobrir o que existe por trás do que os homens dizem. De cada frase. Cada email. Cada telefonema. Cada recado no facebook. Para nós, o que os homens falam não significa apenas palavras ditas. NÃO. Procuramos o que fica no ar. O que mora nas entrelinhas. Afinal, somos mulheres, certo? E ganhamos a condição de sermos intuitivas, mesmo quando pegamos a pobre da intuição e a transformamos em refém. É, reféns. Para escondermos nosso pior lado.  Aquela faceta que cada uma de nós esconde sutilmente na bolsa. 
Sinto dizer, mas existem horas em que estamos erradas. EQUIVOCADAS. Não é nossa intuição falando. É a insegurança. São traumas de outros relacionamentos. Carência.  Ciúme. E outras particularidades do nosso lado negro – ou não tão claro - que insistimos em esconder. Quer um exemplo? Seu namorado te liga sexta-feira à noite com uma voz não muito animada. Não interessa se ele trabalhou demais, se está preocupado, se viajou a madrugada inteira. Dependendo do nosso humor (e da época do mês), a gente logo pensa: AÍ TEM.
E começamos a procurar sinais que  - às vezes – nem existem.  Pode ser que estejamos certas, homens safados existem desde que o mundo é mundo. Mas a questão é: ONDE ESTÁ O LIMITE ENTRE A NOSSA INTUIÇÃO E A PARANOIA? Pensem bem. Se for intuição, ponto pra nós! (Somos boas nisso, de verdade). Mas se for apenas imaginação (ou devaneios da nossa mente fértil), vai chegar uma hora em que, de fofa e bem-resolvida, nos transformaremos em uma chata de galocha. É. Uma CHATA. E não vai ser um piscar de olhos charmosos (nem a sua inteligência e bom humor) que vão fazer o cara (é, o seu amor) parar de ter preguiça de você.  Mentira minha?
É, gente, não há nada mais broxante que ciúme excessivo. Um pouquinho ainda vai, é saudável e pode ser até charmoso. Mas quando a pessoa vira uma maníaca obsessiva, MEU BEM, não há amor que resista.  Eu escrevi uma vez (e isso serve para mim também) que a gente não pode confiar em ninguém se não confia em si mesmo. Se eu decorei? Bom, estou tentando.
E mesmo canceriana carente que sou, me lembro todo dia, antes de começar a “imaginar coisas”. Nós NUNCA vamos ter controle sobre a vida do outro. Nós NUNCA vamos impedir que nosso namorado, marido ou ficante façam o que bem entendam, mesmo sob nossa vigilância cerrada. E verdade seja dita: pode ser que AÍ TENHA COISA, SIM. Mas se tiver, não é mais problema seu. Nem meu. CONCORDAM?
Já disse uma vez que nossas escolhas nos fazem. E a consequência dos nossos atos é o que nos define. Para o bem. Ou para o mal. Taí o Schwarzenegger, o Tiger Woods e o ex-marido da Sandra Bullockaquele vacilãoque não me deixam mentir.



Ps: Esse texto é dedicado a todas as minhas leitoras, loucas por sinais... 




01 setembro, 2011

Eutimia às Avessas: Entrevista: Fernanda Mello: O blog Eutimia ás Avessas realizou uma entrevista com a publicitária, escritora, compositora e dona do blog super acessado “Coração na Boca...

02 agosto, 2011



Crônicas digitais: Com que letra eu vou?





Ficha Técnica:

Direção/fotografia/edição: Marinho Antunes
Texto: Fernanda Mello
Assistente de direção: Sérgio Oliveira
Makes: Ana Karina
Produção de moda: Migui´s
Produtora: Estúdio Pro
Apoio: M1 Station 



Com que letra eu vou?

Se não deu certo
Apague e recomece
Esqueça o que ficou
Esqueça a culpa
A falta de plano
Esqueça a dúvida
O que foi quase engano

Apague e recomece

É sempre hora de mudar
De virar a página
E se reinventar

(Mesmo que doa, aprender não é um processo à toa).






PS: Para patrocínios, parcerias e compra de livros, só enviar email para fernandamello2006@gmail.com. O valor do Princesa de Rua é 35,00. Frete: 6,50 por carta registrada. 2 por 60,00, frete por Pac: 12,00.


Esse vídeo é uma homenagem às minhas amigas (especialmente à Babi), que estão comigo nos (muitos!) recomeços... 

29 julho, 2011


AMAR É PINK

“Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar”...
(Milton Nascimento)


Que amar é punk, todo mundo sabe. Agora, se existe um amor mais punk que o amor hetero é o amor gay. Deixa-me explicar.  Para mim, é inconcebível vivermos na segunda década do ano dois mil e ainda percebermos quilos de preconceito em cima de quem optou amar (e se relacionar) com pessoas do mesmo sexo. Amor é amor, independente se seu par e você fazem xixi em pé ou sentado. Esqueça a religião, o Adão e Eva, os dogmas sociais. A natureza está aí pra provar que o amor entre o mesmo sexo existe desde que há vida na Terra. Desde os tempos remotos. Desde bem antes das orgias de Alexandre - O grande. A verdade é que é difícil lutar contra a natureza. É difícil calar o amor. Difícil julgar quem está com o coração cheio de coisas boas e tem que se esconder, por medo do que possa achar. Eu sei que, desde a época das nossas avós, as coisas já melhoraram. Sei também que não é fácil para quem teve uma educação rígida - nesse sentido - aceitar “certas coisas”. Por isso, morro de alegria quando vejo minhas leitoras no facebook em um “relacionamento sério”, com outra garota igualmente fofa e corajosa.  A nova geração está mais leve, ao que me parece. Mas nem por isso deixam de sofrer, de passar por bullings na família, na faculdade e no trabalho. É triste isso. Na minha opinião, o amor deveria estar acima de tudo. Ser gay não é problema, doença ou desvio de caráter. Pelo contrário. Tenho grandes amigos gays e isso pra mim é tão natural, que fica até difícil explicar.  Cresci vendo meninas beijando meninas e meninos beijando meninos.  Não sou gay por um triz. (Ou, talvez, por ser uma fiel adoradora do universo masculino). A verdade é que me incomoda conviver com o preconceito camuflado (sim, porque esse é o pior preconceito).  Me deixa triste ver que existe muita gente que se ama e que, se não estão juntos (ou juntas), é porque a sociedade os faz pensar que isso tudo está errado.  ESTÁ ERRADO, SOCIEDADE?  Desde quando AMAR é pecado? Pessoas podem e devem amar quem quiserem. Independente do sexo. Independente da conta bancária. Independente de toda a cafonice. O AMOR É O QUE DÁ SENTIDO À VIDA. E quem no mundo tem o direito de tirar o SENTIDO da vida de alguém, por puro preconceito? Ou melhor: quando nos tornamos, assim, tão prepotentes?
Pensem. E reflitam. ESTÁ NA HORA DE MUDARMOS ESSE CENÁRIO.



Ps.: Esse post é dedicado a todos que acreditam no amor e às minhas (muitas) queridas leitoras que me escreveram, contando suas histórias e sugerindo o tema. 




15 julho, 2011

Crônicas digitais: Encontros e Desencontros





Ficha Técnica:

Direção/fotografia/edição: Marinho Antunes
Texto: Fernanda Mello
Assistente de direção: Sérgio Oliveira
Makes: Ana Karina
Produção de moda: Migui´s
Trilha: Roberta Campos
Produtora: Estudio Pro
Apoio: M1 Station               



Encontros e Desencontros

(até quando você vai dar desculpas para os seus medos?)

Percebo que, hoje em dia, as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor.  Qualquer passo em falso: Adeus!  Não aceitamos erros alheios. Não aceitamos qualidades no outro que, pra nós, sejam defeitos. Queremos que todos estejam conectados com nossas expectativas, que estão altíssimas e não param de crescer. O que nos é possível, não nos interessa. Almejamos o perfeito. O irreal. O ilusório. Queremos sempre o melhor, mesmo que o “melhor” não se adéque à nossa vida.
 Vivemos – na verdade - na era da Intolerância. Do imediatismo.  Da falta de paciência. Seja com downloads lentos, celulares fora de serviço. Ou pessoas que não seguem o nosso ritmo. 
No meio do caos,  esquecemos o essencial: para se relacionar, é preciso tempo.  Tolerância. E uma boa dose de bom senso. Não, pessoas não são descartáveis. Não existe manual, nem informações no rótulo.  Quer saber? Todo mundo tem lá seus “defeitos”. Mas, nessas horas, não existe “loja autorizada”, nem garantia. No máximo, uma terapia ou um bom ombro amigo pra se reajustar.
Agora, minha pergunta: porque andamos, assim, tão exigentes? Será culpa da tecnologia e sua crescente evolução? Será falta de auto-conhecimento e amor próprio? Será que, no fundo, temos medo de amar e nos autoboicotamos com situações que nunca vão dar em nada?
Pode ser um pouco de cada coisa. Outro dia, ouvi uma frase interessante de uma amiga: o dilema da mulher moderna é saber, ao certo, o que ela procura. Porque, se ela procurar, vai achar! Achei de uma sabedoria incrível. E pensei: ao dizer isso, sei que muita gente vai me criticar. Mas pense comigo: será que estou, de fato, errada?
Não, não vamos colocar a culpa no outro. Se as coisas não estão dando certo, temos grande responsabilidade sobre elas.  Não vamos começar nosso discurso manjado que queremos viver o amor, quando, na verdade, atraímos pessoas problemáticas, instáveis e avessas a compromisso. Se isso acontece uma vez ou outra, tudo bem. Do azar no amor, ninguém foge.
Mas se o padrão prevalece, então, está na hora revermos nossos conceitos. A gente acha o que – na verdade -  procura. Se encontramos pessoas (e amores) que só nos trazem infelicidade, angústia e ansiedade, o melhor a fazer é nos voltarmos para dentro. E repensarmos quem somos.  E o que realmente queremos.
Olha, eu não sou psicóloga, nem dona de nenhuma verdade. Adoro lugar comum, gosto de escrever sobre o que meu coração dita. Sei que ninguém gosta de aceitar suas culpas, muito menos admitir quando faz escolhas erradas. Mas, se estou aqui hoje, dando a cara à tapa, é porque descobri que me boicotei durante muitos anos. É, fugi do amor com medo de perder minha liberdade. Ou com medo de perceber que ter um relacionamento não traz garantia nenhuma de felicidade.  (Adeus sonhos de adolescente!).
Agora, eu vejo que viver o amor nada mais é do que conhecer a si mesmo profundamente e entender quem a gente é. E o que nos faz bem.
Portanto, antes de colocar a culpa da sua vida amorosa no outro. No destino. Em algum karma. Ou em qualquer lugar fora de você, PENSE BEM.
Nós encontramos FORA o que – na verdade – MORA AQUI DENTRO.


PS: Quem quiser comprar meu livro "Princesa de rua, só enviar um email para fernandamello2006@gmail.com. Valor: 35,00. Frete por carta registrada para todo o Brasil: 6,50. Total: 41,50. PROMOÇÃO: 2 por 60,00, frete Pac 12,00. total: 72,00.

Quem tiver interesse em parcerias e patrocínios para o "Crônicas digitais" e novos livros (2 aprovados pela Lei Rouanet), só enviar email para fernandamello2006@gmail.com.

27 maio, 2011

Crônicas digitais: Mulheres

Ficha Técnica:

Direção: Marinho Antunes
Texto: Fernanda Mello
Assistente de direção: Sérgio Oliveira
Assistente de produção: Karina Braga 
Trilha: Neutra Produtora
Apoio: Estudio Pro
Apoio: M1 Station                                              


Para quem quiser ler o texto na íntegra:


Crônicas digitais: Mulheres


Eu acho que ser mulher é a coisa mais bacana que existe. Nós somos complexas. Levemente malucas. Fofas. Temos obsessões por coisas que só nós entendemos. Morremos de frio quando a temperatura desce míseros graus. E viramos onça, quando preciso.

Somos, na verdade, seres completamente hormonais e emocionais. Nós inventamos a doçura (sabia?). E gostamos de criar (e recriar) por natureza.

É. Eu tenho ORGULHO de ser mulher. E gosto de dizer que JAMAIS queimaria meus sutiãs. Mas existem coisas que me fazem realmente ter inveja dos homens. ACREDITAM?

Primeiro, a facilidade deles em usar qualquer banheiro. Depois, o modo como eles ficam mais charmosos com o passar dos anos. E, por último (e não menos importante), a tal SOLIDARIEDADE MASCULINA. É. É bem aí que eu quero chegar. Parece haver um código de conduta entre os rapazes. Um acordo de auto-preservação. Uma espécie de pacto incondicional, que nasce com os homens junto com o “dito-cujo” e onde nenhum Clube da Luluzinha entra. Bom, pelo menos, não dessa forma.

Ah, como eu admiro os homens por isso! Olho para os tantos segredos que eles guardam de nós e penso: meninas, porque isso não acontece com a gente? Bom, deixe-me explicar. Com as mulheres, a coisa é bem diferente. Nós temos umas poucas - e fiéis - amigas pelas quais matamos e morremos. De resto, é horrível generalizar: mas as mulheres conseguem ser BEM desleais quando querem. É. Invejosas. Criadoras de intrigas. Verdadeiras cobras (bem-vestidas e cuidadosamente maquiadas, claro).

Eu me considero uma fiel defensora da ala feminina. Mas tenho que admitir que, nesse aspecto, os homens dão um banho na gente. Eles são muito mais cúmplices uns dos outros. Mais companheiros.

Meninas, vamos mudar esse quadro? Isso está ficando feio demais para nós. Eu acho lindo quando pergunto, para alguns amigos ou namorado, assuntos que não me dizem respeito e eles não me respondem de jeito nenhum. (Se o mesmo acontecesse com as mulheres, sei que elas contariam tudo para os moços). Talvez seja esse o mal feminino: nós adoramos FALAR. Sentimos que, assim, estamos sendo sinceras, conectadas com a verdade, mesmo que a lealdade com as outras mulheres seja posta à prova.

É, acho que chegamos ao xis da questão: nós, talvez, não tenhamos a mesma solidariedade masculina por um fator meramente cultural. Desde nossas tataravós, somos condicionadas a colocar os homens (pai, irmão ou marido) em primeiro lugar.

Bom, estamos numa era tecnológica. Vivemos numa modernidade EXTERNA inacreditável. Temos uma presidente mulher no poder. E continuamos, por dentro, as mesmas de sempre. O espartilho não nos deixa mais sem ar. Mas a sociedade, sim. E, apesar de nos mostrarmos liberadas e independentes, continuamos medindo nossos valores com o fato de termos – ou não – um bom marido ou namorado. Olha QUE MODERNO!

Bom... Eu não estava falando sobre a solidariedade feminina? É. Parece que quando um homem entra no meio, as mulheres se esquecem do que a gente SEMPRE deveria se lembrar: do feminino. É. E o feminino que mora em mim é o mesmo que mora em todas as mulheres e, que está aí, perdido desde os tempos em que as mulheres fiavam juntas e dançavam em volta das fogueiras. ENTENDERAM?

Por isso, aí vai o meu pedido (que não vai ser fácil nem pra mim, nem pra mulher alguma): vamos pegar o exemplo dos homens e, com isso, SERMOS MAIS MULHERES. Mais unidas. Mais amigas. Colocando o feminino (o nosso feminino), em primeiro lugar.

É, mulheres, chegou a hora de HONRARMOS nossos próprios sutiãs.

Ps: Quem quiser comprar o livro "Princesa de Rua", só mandar email para fernandamello2006@gmail.com. Valor 35,00.

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