MEL
Mel é por toda parte. Todos os pontos cardeais.
Os famosos Norte, Sul, Leste, Oeste. E os esquecidos Nordeste, Noroeste, Sudoeste e Sudeste.
Mel é em todas as direções.
Conheça Mel há muito tempo, mas nunca da maneira que a conheço agora.
Mel é antena. De tudo sabe, de tudo dá notícia.
Tem uma memória invejável e lembra com detalhes frases ditas há anos.
É clássica e ao mesmo tempo moderna. O begezinho em sua nova versão rock e tatuagem.
Queria ser independente, virou advogada. Queria se renovar, virou Gloss.
Queria ser luz, virou luz. E reflexo. Projeção.
Ao mesmo tempo foco e ponto de referência.
Ela e eu temos pontos em comum. Ambas extremamente ansiosas, sonhadoras, sinceras e com uma certa crueldade adormecida. Trocaríamos todas as dores de cabeça do mundo por uma bebedeira culta. Ou por um bom show de rock. Somos assim. Também como água e vinho.
Ela esconde tristeza e eu faço música com o sofrimento.
Mas somos inseparáveis.
Mel é delicadeza e jogo de cintura.
Mas não mexam com ela.
Ela é uma alternativa levemente radical às boas moças da sociedade.
Tem aquele bom humor que desarma e uma vontade inesgotável de engolir o mundo.
Já briguei com ela uma vez aos 12 anos: um Biss roubado é sempre um Biss roubado. Mas somos praticantes do bom-mocismo, mesmo estando entediadas com tudo isso.
Estamos aprendendo a dizer Não.
Muito disso ela me ensinou.
Vive dizendo que sou impossível e tenho coração mole. EU?
O que importa é que Mel é www. É portal do conteúdo. Como o outro diria: uma mulher do futuro. Sem direito a bumbum eletrônico e peitinho de silicone. (Alguém confere?)
Tudo em sua mente está em constante movimento.
Mel é alta velocidade de conexão.
Cheia de vontades, padrões e romantismos camuflados por ela mesma.
Quem conhece esse docinho, logo se encanta.
E eu, mais do que ninguém, sei como eu gosto dela. E acho engraçado seu jeito de dizer que não está nem aí para alguma coisa, achando que vai me convencer.
Na verdade, Mel é uma das pessoas mais divertidas que conheço. É meu livro de auto-ajuda. Meu convite para me lembrar quem eu sou, sem personagens e meias palavras.
Fiquei imaginando o que Mel seria se não fosse Melissa. (Adoro pensar essas coisas...)
Imaginei Mel como cantora, aeromoça de vôo internacional, integrante de reality show...
Imaginei Mel sendo cafona. (...) Tentava focar mentalmente ela vestida naqueles shortinhos de Piu-Piu e camisolões com tucanos e araras, sentada numa cadeira de plástico velha, emoldurada por um pôster da seleção brasileira de 90, com Lazaroni em destaque. Impossível imaginar tal cena...
Impossível imaginar Mel sem ser Melissa.
Ela é o que é.
E mesmo que não fosse Melissa, continuaria sendo linda, moderna, um arraso.
Mas para quê inverter o perfeito, subverter o que já é ideal?
Daí esse texto. Melzinha como ela é.
Essa Mel múltipla, indesfigurável, íntegra.
Doce ironia: Melissa é tantas, em tantas formas e lugares, com tantas idéias e tantos talentos e tantas vontades, que ela é uma só.
Indivisível. Isso por mais que a ciência evolua.
Duvido que alguém invente uma forma de fragmentar Mel. (Embora alguns integrantes do sexo masculino já tenham se aventurado...)
Desmaterializá-la é impensável. Seja porque simplesmente não produzirá efeito (algo como " aborted mission") ou porque cada partícula jamais encontrará seu lugar exato, seu equilíbrio perfeito, sua composição correta, seus paradoxos, idiossincrasias, contrastes, choques elétricos de brilhos e contradições. Enfim, nunca se recomporá igual ao que era quando chegar do outro lado.
O que tentei dizer é que Mels não se fazem todos os dias.
(E é por isso que te admiro, te amo e te agradeço por ser minha amiga há mais de 20 anos. Nada teria tanta graça sem você.)
Beijos para Mariana Conrado, que também faz aniversário hoje! PARABÉNS, LINDA! Fê:licidades sempre!
08 abril, 2010
19 março, 2010
CANSEI DE SER BOBA
“Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar
A mão na cabeça de quem te sacaneia...”
De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Terminei um namoro. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece, sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo?
A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não aceito mais ser amiga de stalkers, de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: eu. Podem me chamar de egoísta, eu aceito. Mas chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente - com a gente. Fiquei amarga? Não mesmo. Agora eu sou prática. Vacilou? A porta está aberta, meu bem. Sem dó nem piedade.
Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: quando o “ajudar ao outro” começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. OK. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Salve-se quem puder! (Não é esse o clima?).
É, gente, infelizmente, tudo tem seu limite. A gente nunca vai ajudar alguém que (de alguma maneira) quer te prejudicar. É a mesma coisa que salvar quem está afogando. Se bobear, um abraço. Em um minuto, os dois estarão lá no fundo...
Acho que deveria ser instituído com amigos igual fazemos com namorado. Uma coisa do tipo: querida, vamos terminar... Acho muito digno. E até saudável. Afinal, se quase nada é eterno, quem disse que amizades não podem chegar ao fim?
Eu sempre fui boazinha, admito. Mas... EU FUI. Agora, acreditem ou não, não sou mais. E não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso. Não vou. E, se insistir, eu vou botar pra quebrar, despejar cada palavra dura, doa a quem doer. Estão com medo? (Eu estaria). Cansei de cobranças, chantagens emocionais, meu coração antes mole ficou forte, imaginem só! 4 séries de 8 durante anos e anos.... (Me entendem?).
Então pra você que acha que eu sou a mesma boba de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), um aviso: tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato.
Ps: Esse texto é dedicado aos stalkers da minha vida. FUJAM. (Porque está em tempo...)
Um agradecimento especial à Wal, sábia em muitas de suas frases. E às minhas amigas fofas com quem posso ser eu mesma sempre. Amo vocês.
“Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar
A mão na cabeça de quem te sacaneia...”
De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Terminei um namoro. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece, sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo?
A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não aceito mais ser amiga de stalkers, de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: eu. Podem me chamar de egoísta, eu aceito. Mas chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente - com a gente. Fiquei amarga? Não mesmo. Agora eu sou prática. Vacilou? A porta está aberta, meu bem. Sem dó nem piedade.
Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: quando o “ajudar ao outro” começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. OK. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Salve-se quem puder! (Não é esse o clima?).
É, gente, infelizmente, tudo tem seu limite. A gente nunca vai ajudar alguém que (de alguma maneira) quer te prejudicar. É a mesma coisa que salvar quem está afogando. Se bobear, um abraço. Em um minuto, os dois estarão lá no fundo...
Acho que deveria ser instituído com amigos igual fazemos com namorado. Uma coisa do tipo: querida, vamos terminar... Acho muito digno. E até saudável. Afinal, se quase nada é eterno, quem disse que amizades não podem chegar ao fim?
Eu sempre fui boazinha, admito. Mas... EU FUI. Agora, acreditem ou não, não sou mais. E não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso. Não vou. E, se insistir, eu vou botar pra quebrar, despejar cada palavra dura, doa a quem doer. Estão com medo? (Eu estaria). Cansei de cobranças, chantagens emocionais, meu coração antes mole ficou forte, imaginem só! 4 séries de 8 durante anos e anos.... (Me entendem?).
Então pra você que acha que eu sou a mesma boba de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), um aviso: tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato.
Ps: Esse texto é dedicado aos stalkers da minha vida. FUJAM. (Porque está em tempo...)
Um agradecimento especial à Wal, sábia em muitas de suas frases. E às minhas amigas fofas com quem posso ser eu mesma sempre. Amo vocês.
01 março, 2010
ELE, O TELEFONE
(por que coisas tão pequenas deixam a gente tão doida?)
Eu não gosto de telefone, nunca gostei. Quer falar comigo? Me mande um e-mail, uma carta registrada, um fax, uma mensagem no celular. Sinto muito, gente. Meu negócio não é falar, é escrever. Acho chato, me aborrece, minha sobrancelha vai lá em cima toda vez que o aparelho toca. Nada pior que ouvir o telefone tremer e aquela voz metálica acusar: you have a message! Meu Deus do Céu, ela ainda fala inglês? Ah, não, não e não. É um absurdo uma coisa tão pequena vir me torturar dentro da minha própria casa. Tenham todos a Santa Paciência!
Eu sou daquelas pessoas que, por fora, parece estar a um passo do futuro. Tudo mentira. Eu odeio gente que liga pra bater papo em horário comercial, acho V3 nome de exterminador e o dia mais feliz da minha vida foi quando meu celular caiu dentro da privada. Mas minha felicidade foi rápida, admito. Em dois dias a operadora me enviou um modelo novo, com minutos grátis para falar com quem quiser! (...) Ah, batam palmas para a modernidade! Agora eu tenho créditos acumulados para falar com o mundo todo, sem pagar nada. (Não é ótimo?). Não, gente, não é. Me mandem uma camisa-de-força, um ótimo terapeuta, florais de Bach com ação intensiva... A verdade é que eu não gosto de falar ao telefone e fico PROFUNDAMENTE irritada quando ele resolve tocar no meio da minha melhor frase. O que acontece? Vocês querem mesmo saber? Acontece isso que vocês estão lendo. ISSO! Perco o rumo, a rima, o prumo, a compostura, fico doida de dar dó.
Estava eu aqui há meia hora atrás, calma como manda o figurino, escrevendo um texto que lentamente tomava vida própria quando – de repente – um trim me tirou da história. O motivo? Nada importante. N-A-D-A. (Porque quando é importante a gente não se abala, afinal a vida é assim). Mas ligar às 14 horas de uma segunda-feira para falar abobrinhas, reclamar da vizinha e fofocar sobre gente que eu nunca vi... Ah, pessoal, realmente não dá! Olha a crise mundial, olha a crise emocional, olha os terremotos no Chile, o quase Tsunami no Hawai... Olha o mundo girando sem parar enquanto você está dependurada no pobre aparelho...
Por isso meu pedido de hoje é estranho, neurótico e vai dar muito pano pra manga: VAMOS DAR UM BASTA NO USO INDISCRIMINADO DO TELEFONE. Me chamem pra tomar um café, me mandem um e-mail, uma carta, um SMS ou uma mensagem telepática... Me mandem o que quiserem, mas por favor: não me liguem. E, se eu não atender, não alternem ligações para o celular e o telefone de casa. Gente, NÃO FAÇAM ISSO! Além de me sentir culpada (é, acreditem: uma chamada não atendida me traz meio dia de culpa), eu vou pular o capítulo, deixar fugir a letrinha, escrever textos bizarros como esse e – ainda – mostrar meu pior lado que, convenhamos, não tem nada de estimulante.
ESTAMOS CONVERSADOS?
PS: ESTOU DE TPM. Obrigada pela compreensão.
(por que coisas tão pequenas deixam a gente tão doida?)
Eu não gosto de telefone, nunca gostei. Quer falar comigo? Me mande um e-mail, uma carta registrada, um fax, uma mensagem no celular. Sinto muito, gente. Meu negócio não é falar, é escrever. Acho chato, me aborrece, minha sobrancelha vai lá em cima toda vez que o aparelho toca. Nada pior que ouvir o telefone tremer e aquela voz metálica acusar: you have a message! Meu Deus do Céu, ela ainda fala inglês? Ah, não, não e não. É um absurdo uma coisa tão pequena vir me torturar dentro da minha própria casa. Tenham todos a Santa Paciência!
Eu sou daquelas pessoas que, por fora, parece estar a um passo do futuro. Tudo mentira. Eu odeio gente que liga pra bater papo em horário comercial, acho V3 nome de exterminador e o dia mais feliz da minha vida foi quando meu celular caiu dentro da privada. Mas minha felicidade foi rápida, admito. Em dois dias a operadora me enviou um modelo novo, com minutos grátis para falar com quem quiser! (...) Ah, batam palmas para a modernidade! Agora eu tenho créditos acumulados para falar com o mundo todo, sem pagar nada. (Não é ótimo?). Não, gente, não é. Me mandem uma camisa-de-força, um ótimo terapeuta, florais de Bach com ação intensiva... A verdade é que eu não gosto de falar ao telefone e fico PROFUNDAMENTE irritada quando ele resolve tocar no meio da minha melhor frase. O que acontece? Vocês querem mesmo saber? Acontece isso que vocês estão lendo. ISSO! Perco o rumo, a rima, o prumo, a compostura, fico doida de dar dó.
Estava eu aqui há meia hora atrás, calma como manda o figurino, escrevendo um texto que lentamente tomava vida própria quando – de repente – um trim me tirou da história. O motivo? Nada importante. N-A-D-A. (Porque quando é importante a gente não se abala, afinal a vida é assim). Mas ligar às 14 horas de uma segunda-feira para falar abobrinhas, reclamar da vizinha e fofocar sobre gente que eu nunca vi... Ah, pessoal, realmente não dá! Olha a crise mundial, olha a crise emocional, olha os terremotos no Chile, o quase Tsunami no Hawai... Olha o mundo girando sem parar enquanto você está dependurada no pobre aparelho...
Por isso meu pedido de hoje é estranho, neurótico e vai dar muito pano pra manga: VAMOS DAR UM BASTA NO USO INDISCRIMINADO DO TELEFONE. Me chamem pra tomar um café, me mandem um e-mail, uma carta, um SMS ou uma mensagem telepática... Me mandem o que quiserem, mas por favor: não me liguem. E, se eu não atender, não alternem ligações para o celular e o telefone de casa. Gente, NÃO FAÇAM ISSO! Além de me sentir culpada (é, acreditem: uma chamada não atendida me traz meio dia de culpa), eu vou pular o capítulo, deixar fugir a letrinha, escrever textos bizarros como esse e – ainda – mostrar meu pior lado que, convenhamos, não tem nada de estimulante.
ESTAMOS CONVERSADOS?
PS: ESTOU DE TPM. Obrigada pela compreensão.
12 fevereiro, 2010
HOMENS BANANAS x HOMENS DE VERDADE
(chegou a hora de honrar as próprias calças!)
Meninas, o negócio é o seguinte. Homem que é homem tem que ter coragem. Coragem pra ser homem. Coragem pra assumir seus defeitos. Coragem pra mostrar suas fragilidades. Coragem até pra terminar um namoro. Ah, me poupem! É muita covardia pra minha cabeça! Você olha e lá estão eles: governando empresas, liderando revoluções, resolvendo questões impossíveis, escalando montanhas, desafiando a ciência e a tecnologia... Mas é só o relacionamento esfriar, a dúvida aparecer e... cadê? Eles viram covardes. Se retraem. Somem. Camuflam o medo com frieza e indiferença. (Qual é o sexo frágil mesmo?).
Rapazes, ouçam bem! Preferimos mil vezes que vocês digam (sem muitos rodeios) que estão cansados. Que não nos querem mais. A cair no clichê mais manjado do mundo: o do homem distante. (Existe coisa mais angustiante que isso?). É um tal de não dar notícia. Desmarcar encontros. Inventar desculpas. Dizer que não tem dinheiro... E insistir que aquela velha “amiga” é apenas uma “amiga”. Quando vejo uma situação dessas, penso logo de cara: eles estão subestimando a nossa inteligência?
Agora descobri que não. Eles estão apenas escondendo o medo absurdo que eles têm da gente. Medo da nossa reação. Medo da gente chorar. Rodar a baiana. E afogar o poodle da mãe deles na panela de água fervente.
Eu, por exemplo, nunca afoguei o poodle de ninguém. E aceito passivamente quando um cara termina comigo. Mas se um sujeito começa a fazer hora pra eu perceber suas intenções de fuga... Ai, meu bem, já era... Viro uma onça. (E das bravas).
Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdades ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não. Acho um stress ficar pensando que, se o cara está distante, é por minha causa. Ou por causa do trabalho. Da família. O que for... Então, não me peçam para ler sinais. (Estou cansada disso!). Me escrevam um bilhete num post-it, eu prefiro. É muito melhor do que ficar no vácuo.
Nós - mulheres românticas e sonhadoras – também sabemos ser objetivas. Não gostamos de perder tempo. Nem queremos queimar nossos neurônios tentando adivinhar o que – na verdade – esses belos moços querem. Francamente, rapazes! Foram VOCÊS que nasceram com culhões. Não é possível que se tornem assim... tão bananas...
Eu sei, eu sei. Estou pegando pesado hoje. Homens têm dificuldade em lidar com as emoções. Com nossa instabilidade emocional. E mesmo assim, continuam sendo fofos (quando querem). E insubstituíveis (quando queremos).
Então, pelo amor que eu tenho a vocês, eu lhes peço (meninos!): SEJAM HOMENS DE VERDADE. Porque nós somos apenas mulheres. E precisamos de vocês.
PS: Texto dedicado a todas as minhas amigas e leitoras que – coincidentemente – viram o fim de seus romances nas últimas semanas. (Existe uma conspiração pré-carnaval?). Não fiquem tristes, garotas. Existem caras incríveis por aí. Que não são bananas. Não terminam por post-its. E sabem definitivamente honrar as próprias calças.
Rê, obrigada pela idéia sobre o tema. Te espero no 5º!
(chegou a hora de honrar as próprias calças!)
Meninas, o negócio é o seguinte. Homem que é homem tem que ter coragem. Coragem pra ser homem. Coragem pra assumir seus defeitos. Coragem pra mostrar suas fragilidades. Coragem até pra terminar um namoro. Ah, me poupem! É muita covardia pra minha cabeça! Você olha e lá estão eles: governando empresas, liderando revoluções, resolvendo questões impossíveis, escalando montanhas, desafiando a ciência e a tecnologia... Mas é só o relacionamento esfriar, a dúvida aparecer e... cadê? Eles viram covardes. Se retraem. Somem. Camuflam o medo com frieza e indiferença. (Qual é o sexo frágil mesmo?).
Rapazes, ouçam bem! Preferimos mil vezes que vocês digam (sem muitos rodeios) que estão cansados. Que não nos querem mais. A cair no clichê mais manjado do mundo: o do homem distante. (Existe coisa mais angustiante que isso?). É um tal de não dar notícia. Desmarcar encontros. Inventar desculpas. Dizer que não tem dinheiro... E insistir que aquela velha “amiga” é apenas uma “amiga”. Quando vejo uma situação dessas, penso logo de cara: eles estão subestimando a nossa inteligência?
Agora descobri que não. Eles estão apenas escondendo o medo absurdo que eles têm da gente. Medo da nossa reação. Medo da gente chorar. Rodar a baiana. E afogar o poodle da mãe deles na panela de água fervente.
Eu, por exemplo, nunca afoguei o poodle de ninguém. E aceito passivamente quando um cara termina comigo. Mas se um sujeito começa a fazer hora pra eu perceber suas intenções de fuga... Ai, meu bem, já era... Viro uma onça. (E das bravas).
Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdades ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não. Acho um stress ficar pensando que, se o cara está distante, é por minha causa. Ou por causa do trabalho. Da família. O que for... Então, não me peçam para ler sinais. (Estou cansada disso!). Me escrevam um bilhete num post-it, eu prefiro. É muito melhor do que ficar no vácuo.
Nós - mulheres românticas e sonhadoras – também sabemos ser objetivas. Não gostamos de perder tempo. Nem queremos queimar nossos neurônios tentando adivinhar o que – na verdade – esses belos moços querem. Francamente, rapazes! Foram VOCÊS que nasceram com culhões. Não é possível que se tornem assim... tão bananas...
Eu sei, eu sei. Estou pegando pesado hoje. Homens têm dificuldade em lidar com as emoções. Com nossa instabilidade emocional. E mesmo assim, continuam sendo fofos (quando querem). E insubstituíveis (quando queremos).
Então, pelo amor que eu tenho a vocês, eu lhes peço (meninos!): SEJAM HOMENS DE VERDADE. Porque nós somos apenas mulheres. E precisamos de vocês.
PS: Texto dedicado a todas as minhas amigas e leitoras que – coincidentemente – viram o fim de seus romances nas últimas semanas. (Existe uma conspiração pré-carnaval?). Não fiquem tristes, garotas. Existem caras incríveis por aí. Que não são bananas. Não terminam por post-its. E sabem definitivamente honrar as próprias calças.
Rê, obrigada pela idéia sobre o tema. Te espero no 5º!
Um ótimo carnaval para todos!
04 fevereiro, 2010
AS MULHERES E OS SAPATOS
(para viver seu sonho, um conselho: esteja divinamente calçada)
Engraçado isso. Existe uma coisa que fez o maior sucesso no lançamento do meu livro. E não foi o meu LIVRO. Foi o meu SAPATO. Quem acompanhou, viu. Era um tal de chegar de mansinho. Elogiar o projeto gráfico. A capa. Minhas palavras. Comentar sobre o tempo. Brincar com o meu sotaque. E dizer, bem no final da conversa: mas e esse sapato? Ai, gente, impossível não registrar. Meu sapato causou tanto alvoroço que virou – claro! – o “sapato do lançamento”. Em todas as viagens, ele foi o primeiro a entrar na mala. A única coisa que – juntamente com os livros – eu não poderia esquecer. De jeito nenhum.
Minha prima (que observou o quanto as pessoas olhavam para o meu pé) me disse, no meio da confusão do evento: não se esqueça de escrever sobre isso.
OK. Cá estou... Lembrando de cada cidade. Cada livraria. Cada passo. No alto do meu salto, claro. Sapatos são - para as mulheres - mais que simples acessórios. Um tipo de intensificador de auto-estima... Algo como ter um Brad Pitti à tiracolo. Exagero? Ah, não sei não. Estou numa época que prefiro um bom sapato a um homem mais ou menos. Pelo menos o sapato aumenta minha autoconfiança e eu sei exatamente onde ele irá me machucar. ESTOU CERTA?
Mas o que não contei sobre o sapato em questão é que ele surgiu por um único motivo: eu não tinha como comprar uma roupa nova. Ainda mais pra cada lançamento. Com a produção do livro, minha conta ficou zerada. A ponto do gerente do banco me ligar, falar sobre juros de cheque especial e perguntar, no meio da conversa, como eu dormia à noite. (Que tal de Victoria´s Secret, Fabiano?).
Bom, nesse meio tempo... eu quase enlouqueci. E resolvi seguir minha teoria fashion de pessoa sem crédito: qualquer roupinha básica fica sempre perfeita quando acompanhada de um sapato fantástico. Pode parecer simples, mas NÃO FOI. O par de sapatos pelo qual me apaixonei era incrivelmente lindo. E incrivelmente caro. (Cadê alguém para me parar numa hora dessas?). O resto da história vocês já devem adivinhar. Quando dei por mim, JÁ ERA. Escondi minha falta de vergonha debaixo dos óculos escuros. E gastei o dinheiro INTEIRO da boleta do condomínio em um exclusivíssimo Peep Toe Bootie de verniz nº36. Ai, Meus Deus. Eram sapatos lindos... Altíssimos. Perfeitos... (Já contei que quando tinha 5 anos, ganhei sapatos de verniz da minha madrinha e dormi com eles durante uma semana?).
Pelo menos dessa vez foi diferente.
Ou quase.
Com a consciência no chão (embora eu estivesse nas alturas), comecei a achar que alguma coisa estava errada. Que futilidade era aquela, gente? É, nada fluía conforme o roteiro. AFINAL, PENSEM COMIGO... Eu estava me tornando uma escritora e – teoricamente – escritoras são profundas... Almejam entrar pra Academia Brasileira de Letras. E não pro Projeto Runaway, CERTO?
Mas, por favor. Já escrevi um livro, agora me dá um tempo. Para realizar o sonho da vida da gente, temos que estar devidamente calçadas. (E não com uma sandalinha Arezzo de 4 coleções passadas, não é mesmo?).
É, mais uma coisa aprendi com a Princesa de Rua (possivelmente ela se tornou maior do que EU, depois de publicada): pequenas obsessões existem para darmos folga às nossas preocupações. Seja um sapato. Novas cores de esmalte. Ou - até mesmo – um novo texto.
Afinal, somos mulheres ou o quê?
Um brinde às nossas obsessões. E aos momentos divertidos que elas nos proporcionam.
28 janeiro, 2010
Olá meus queridos,
Como muitos dizem, publicar um livro e ter um filho pode (eu disse PODE) trazer muitas sensações semelhantes. Ai, eu concordo. É uma alegria inexplicável no começo. Noites inteiras sem dormir depois. Uma euforia – e um cansaço - que não te deixa. Uma responsabilidade tamanho GG pendurada nas costas. Uma gratidão eterna pela vida. E aquela pergunta que nunca dá uma trégua: e agora, Mom?
É, gente. Publiquei meu primeiro livro. Meu primeiríssimo livro. JÁ PODE ACORDAR? Olho pra ele até hoje e não acredito. Com ele (e por ele), eu descobri meu lado onça. Meu lado Charlize. Meu lado criadora. Meu lado administradora-contadora-vendedora. Meu lado humana. Meu lado psicóloga. Meu lado negociante. Meu lado confiante. Meu lado desconfiada. Meu lado faz-tudo. Meu lado não-venha-com-conversa-fiada-que-eu-te-mato.
Na verdade, o livro me trouxe muito mais que eu dei. Conheci pessoas maravilhosas. Viajei por lugares incríveis. Ganhei um curso intensivo de autoconhecimento. Descobri minha adoração real pelas palavras e pela escrita. E confirmei que, SIM, é preciso ter MUITO amor pelo ato de escrever para querer ser escritora. Porque, na minha opinião, é uma das coisas mais desafiadoras que existe.
Palavras, eu nos declaro, marido e mulher.
JÁ PODE BEBER?
Ps: Obrigada a todos pela presença nos lançamentos. Pelo carinho que tiveram comigo e com o livro... Para todas as minhas amigas que "seguem a linha de dar o livro de aniversário" para os outros.
Prometo atualizar o blog toda semana, contando as experiências que tive por aí. Quem quiser me seguir no twitter: http://twitter.com/fernandacmello. Ou comprar o livro: mande email para fernandamello2006@gmail.com Beijos e até semana que vem!
Prometo atualizar o blog toda semana, contando as experiências que tive por aí. Quem quiser me seguir no twitter: http://twitter.com/fernandacmello. Ou comprar o livro: mande email para fernandamello2006@gmail.com Beijos e até semana que vem!
05 janeiro, 2010
Primeira página sempre causa certo desconforto.
Encantamento. Medo. Excitação.
Sentimentos dignos somente de grandes estreias.
Está tudo ali: disponível. Em branco.
À espera da palavra. Da promessa. Do grande ato inaugural.
(Escrever é um abismo.)
Por isso começo sempre na segunda página.
Que na verdade é primeira mas funciona sem ser.
É como se o peso da responsabilidade desse uma volta
e me permitisse escrever sem medo de violentar o vazio.
Palavras me inventam.
(O que será que eu reservei para mim?)
Encantamento. Medo. Excitação.
Sentimentos dignos somente de grandes estreias.
Está tudo ali: disponível. Em branco.
À espera da palavra. Da promessa. Do grande ato inaugural.
(Escrever é um abismo.)
Por isso começo sempre na segunda página.
Que na verdade é primeira mas funciona sem ser.
É como se o peso da responsabilidade desse uma volta
e me permitisse escrever sem medo de violentar o vazio.
Palavras me inventam.
(O que será que eu reservei para mim?)
UM FELIZ 2010 PARA TODOS!
22 outubro, 2009
26 setembro, 2009
LANÇAMENTO PRINCESA DE RUA EM SAMPA!!!
(Aêeee! Demorô, mas chegou a hora!)
Espero todo mundo lá, ok?
Para quem não puder ir ou não tiver o livro ainda,
acesse: LIVRO PRINCESA DE RUA
Beijos e muito obrigada pelo carinho!
01 setembro, 2009
O DOCE LADO DA INVEJA
Não há como fugir: alguma hora, a grama do vizinho é – e sempre será - mais verde. Não adianta termos o que precisamos. Estamos sempre em busca de mais. Não importa se não nos cabe, não interessa se aquilo não nos trouxer a menor alegria no final. A verdade é que sem auto-conhecimento e sem simplicidade, a vida pode parecer pequena demais diante de tanto sonho. E o sentimento que fica? Uma insatisfação ali, uma inveja que volta-e-meia a gente tenta esconder. E a gente jura de pé junto que não sente nada de ruim no peito. Afinal, crescemos com a idéia de que tudo isso é feio. Muito feio. É, eu concordo que inveja é um sentimento vagabundo. Mas, se prestarmos atenção, é possível transformar o tal pecado em algo bem mais proveitoso. Quer ver só? Sentiu um incômodo ao saber que sua amiga foi promovida e ganhou um aumento inacreditável? Bom, pra começar, sorria. De coração. Recicle o sentimento dentro de você. Comemore com ela, pegue-a como exemplo e transforme aquelas invejazinha em pura fonte de inspiração. Mas, entenda uma coisa: a ordem não é copiar ninguém. (Afinal, onde está sua personalidade?). Encontre seu estilo, seu jeito de lidar com a vida, suas próprias limitações. Descubra-se. Se aceite. E mãos à obra!
Eu, por exemplo, invejo deliciosamente a escritora Adélia Prado. Cada frase dela é, para mim, um abalo no meu possível orgulho, um aviso que eu ainda não estou preparada, um ensinamento contínuo de que – sim! - podemos ser melhores a cada linha.
Pois bem. Era isso o que eu queria dizer em tempos de muitos pecados e ligeiras confissões. Sentimentos pouco nobres habitam todos nós e não há como fugir disso. O importante é o que iremos fazer com eles. E o que eles poderão fazer com a gente. (Se deixarmos).
Esse post é dedicado a todas as minhas ex-amigas.
Garotas, cuidem de suas próprias vidas!
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