15 agosto, 2008

terça-feira, 5 de julho de 2005

MAR-INTIMO

A vida, meu Deus, poderia se resumir a um belo dia de sol. Mar. Areia quente. Pensamentos indo e vindo. Uma paz sem tamanho. Coração ao vento. A verdade é que o bom é sempre simples. Saúde pra sorrir. Confidências. Um olhar que diz tudo. Sonhos. Esperança.
Se a paz tivesse uma cor, teria a cor do céu de hoje. Azul. Assim como as palavras. Como o desejo. E o infinito.


ps:alguém me responde: qual o maior mistério do mundo?

O coração de uma mulher
ou o mar?

(vai e vem. vem e vai. correntes. tempestades. calmarias. chego a uma conclusão natural (quase infantil): O mar é feminino.

domingo, 28 de agosto de 2005


"If you wear an illusion

I will make it real
We would be together
Lovers forever
Care for each other".
(Air)

No meio do nada, você apareceu. Me olhou, sorriu e eu fiquei muda. Muda. Você e seu sorriso lindo. Eu e minha falta de palavras. Eu te olhava e você caminhava. Caminhava em minha direção e sorria. Falta de espaço, falta de frases, falta de ar. Ai, Meu Deus, me deixa viver agora! Eu preciso morar, dormir e acordar com esse sorriso. Esse sorriso lindo que duraria uma vida se você quisesse. E você não parava de sorrir e apertava os olhos. Grave. Grave! Seus olhos rasgados, me olhando. Lindo! Seu sorriso de um minuto, dez anos, cinco horas. Você parou de repente e tudo em volta também. Parecia um filme. Um filme que eu nem sabia a fala. Mas eu não tinha fala e você me olhava. Vai, Fernanda, engole esse sorriso que não é seu. Come as palavras dele. Se alimenta! E lá estávamos nós. Mudos. Nosso silêncio que tanto dizia.


(VIRAMOS LETRA)
quinta-feira, 25 de agosto de 2005

"Because we can, can, can
Yes we can, can, can, can
Can, can, can, can, can."
(Fatboy Slim)

Presente Imperfeito

Eu poderia. Claro que eu poderia. Mas não nasci assim. Não gosto do futuro do pretérito. Eu gosto de tempos simples. Nomes simples. Pessoas simples. Eu gosto do presente. Do agora. Do meu presente imperfeito. Sei que meu tempo não está na gramática. Sei que meu desejo está fora da regra. Mas está em mim. Esse é meu tempo. Meu verbo é sentir. E eu sinto. Sinto muito. E sei que tu sentes. E eles - que nem sei quem são - também sentem. Te pergunto: porque não conjugamos a vida de uma forma diferente só pra variar? Porque não damos as mãos numa ciranda-cirandinha bem lálálá e nos tornamos clichês de livro de auto-ajuda? Eu gosto da idéia. Nosso tempo depende de nós. Não vou dizer: nós poderíamos. Muito menos: se nós pudéssemos. Isso é celebrar o medo. Conjugar o verbo desistir, que já foi tirado da lista. E - cá pra nós - a gente não vai desistir. A gente não desiste. (Não tão fácil). Eu sei que dá vontade. Eu sei que ninguém acorda feliz todo dia. Mas nós precisamos. Eles precisam. Eu preciso. Preciso acordar e acreditar. Entende? Por isso, pelo menos hoje, vamos fazer um trato. (Quem sabe a gente acostuma?). Vamos esquecer os passados-perfeitos. Vamos parar de pensar no futuro-mais-que-perfeito que você (nem eu) conseguimos enxergar. Vamos olhar o outro que está ao nosso lado, abrir o coração e dizer com toda a cara de pau do mundo: Nós podemos. E ponto final.


quarta-feira, 24 de agosto de 2005

"Fatos são fatos,
não irão desaparecer por conta de seus desejos".
(Jawaharlal Nehru)


Feng-shui interior

Gente. Não adianta. Você pode varrer a sujeira pra debaixo do tapete. Você pode embolar tudo e fechar o armário. Mas peraí. Você vai agüentar a bagunça da sua vida até quando? Você vai fingir que está tudo em ordem pra quê? Pra inglês ver? Ah, dá um tempo. Eu não sou inglesa. Eu não vou abrir a porta e ver você se desmoronar. Por isso, um conselho: limpa sua sujeira. Limpa suas feridas. Limpa sua alma. Faz uma faxina nesse coração. E - preste atenção - faz isso logo. Porque dá rato.


ps: Eu comecei minha faxina. Tudo o que não serve mais (sentimentos, momentos, pessoas) eu coloquei dentro de uma caixa. E joguei fora. (Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade). A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções. E fazer uma espécie de Feng-shui na alma.

Que bons ventos tragam novas - e maravilhosas - energias!!!!
sexta-feira, 12 de março de 2004


EU ODEIO PARQUE DE DIVERSÃO!


Eu não gosto de montanha-russa. Quando vou ao parque por alguma necessidade filantrópica (acompanhar amigas que esqueceram de crescer), eu prefiro atividades que me causem pouco estresse. Jogar argolas em caixas de fósforo para ganhar bolas gigantes e coloridas (que você inevitavelmente dá para alguém) ou andar naqueles aviõezinhos ridículos que voam a dois metros de altura. No máximo isso. Mas quando o assunto é vida amorosa, não existe escolha. Quando a gente vê, está lá. Sentada na cadeira, sem cinto de segurança, pronta para um loaping. Frio na barriga. Embrulho no estômago. Vontade de sumir. Ai, pára o mundo que eu quero descer! Se analisarmos nossas reações, a vida de solteira é mesmo um parque de diversão. Você acha que é brincadeira e quando vê, seu coração parou. Adrenalina na veia quando o telefone toca. Bombons sonho de valsa se o mundo não dá sinal. Nessas horas, eu (que odeio celular!!) fico olhando para o pobre do aparelho, como se telepaticamente ele pudesse me ajudar. Nada. Nem um sinal. Você deixa pra lá, pensa que foi melhor assim e entra de luto por um dia e meio por essa pessoa sem noção que não teve a decência de te ligar. (Sim, ficamos agressivas quando o assunto é silêncio). O tempo passa. O telefone continua mudo, emails vem e vão e você nem se lembra mais que tudo aconteceu há uma semana. Até que um dia: pânico. Você atende o telefone furiosa achando que é o psicopata-tarado que vai arrumar seu computador e - surpresa! - uma voz fala tudo o que você quer ouvir. Mentira. A voz fala Oi! e um monte de ecos e você - pêga de surpresa - tenta ser doce, divertida e inteligente, tudo ao mesmo tempo. Você (que também não tem capacidade de discernimento) acha que este é o momento decisivo para pegar seu ingresso e entrar de novo no jogo. Ok. Você fica tão afobada que nem deixa a pessoa respirar. Nem falar. Você desliga o telefone. Você canta musiquinhas bregas. Você fica feliz. Você compra uma blusa de bojo. Você liga para a melhor amiga. Você marca salão para fazer as unhas do pé e da mão (sem saber se terá tempo). Você sonha com um possível beijo. Você desce da montanha-russa e acha que entrou no "Mundo da Imaginação". Engano seu. Você não é a Xuxa. A voz - maravilhosa! - te leva para um Interprise tosco e te vira de cabeça pra baixo, sem direito a tomar fôlego. Mas você está brincando, não está? Então você manda uma mensagem doce (porque você é boba mesmo) e a pessoa não te responde. Como assim? Você não acredita. Você fica com pulgas e percevejos atrás da orelha. Remexe seus pensamentos e imagina o que fez de errado. O que falou de errado. Ah... Você falou demais! Você sempre fala demais! Claro que você assustou a pobre-criatura que deve te achar uma ninfomaníaca de marca maior. Não, você foi super discreta. Talvez seja isso. Talvez não. Talvez seja os 260 ml de silicone que você tem em cada peito. É... Muito peito para um encontro só. Talvez seja isso. Mas não importa. Você fica arrasada assim mesmo. Você acha que existe uma conspiração contra meninas solteiras que não querem mais ser solteiras. Você então resolve que não precisa mais malhar. Nem ler Nietzsche. Nem tentar entrar para o Clube das lindas porque você já foi excluída. Droga! Tinha tudo pra dar certo! Tudo! Claro que vocês nem se conheciam direito, mas havia alguma coisa no ar (Não é assim que acontece?). Você então radicaliza: abre uma lata de leite condensado e joga um monte de sucrilhos lá dentro. (Alguém já me viu fazendo isso?). Você come. Se lambuza. Come mais. Está doce até a alma. Depois dessa overdose calórica, você deita na cama, começa a achar sua barriga enorme e começa a escrever abobrinhas para ver se o tempo passa e sua decepção consome o açúcar ingerido. Não, você não está louca. Você foi ao parque achando que era brincadeira. Você queria apenas se divertir. Mas brincadeiras também têm seu preço. Vale a pena correr o risco de novo? Ou melhor: Quando se trata do coração, sempre embarcamos numa montanha-russa?

(este texto é dedicado à Flavinha e Livia que, como eu, também odeiam parque de diversão!)
sábado, 27 de março de 2004


PROTESTO: CONTRA A BRINCADEIRA DO TELEFONE-SEM-FIO!

Sabe quais as brincadeiras que mais me irritavam quando pequena? Passa-anel e Telefone-sem-fio. Passa-anel porque todo mundo que ganha o anel sempre fica com aquele ar de novidade na cara. Nunca vi ninguém que ganhasse o anel e permanecesse na roda com ar de "não-aconteceu-nada". Mas isso são só lembranças. Recordações de uma menina que queria fazer 18 anos e estudar oceonografia em Arraial do Cabo. A história de hoje é outra. A menina cresceu. Brincou de passa-anel com as primas pequenas e fez todas as "caras de novidade" que lhe foram possíveis. Descobriu que o mar era misterioso e cursou Publicidade e Propaganda. Palavras traziam - até então - mais segurança que a profundidade do mar. Bonito, né? (Tudo mentira!) Não estudei oceonografia porque tinha 17 anos e queria na verdade sair de casa, morar na praia e virar surfista. Ainda bem que meu pai me impediu. Sempre tive medo de tubarão, não sei nadar direito e realmente tenho um respeito enorme por tudo que é água nesse mundo. Mas o que realmente me impressiona nos dias de hoje é que a tal brincadeira do Telefone-sem-fio me acompanha. Só que não é mais brincadeira. É real. E talvez seja mais perigoso que tubarão e que fundo do mar. E funciona mais ou menos assim: uma história (que pode ser verdadeira ou não) começa em algum lugar e vai passando de boca em boca. De ouvido em ouvido. Em cada pessoa que chega, perde um pouco do enredo, ganha mais ficção. E os personagens mudam, o roteiro ganha vida própria e - quando você vê - a história da sua vida virou uma história que você nunca viveu. Convenhamos: nada pior que uma história mal-contada. Nada pior que descobrir que o Lobo Mau era bonzinho e a velha história da Chapeuzinho Vermelho não passa de uma farsa para esconder a personalidade cruel de uma neta insensível que mata a própria vó para ficar com a herança. Você pode rir (eu estou rindo agora). Você também pode achar maldade ou falta do que fazer. Mas é isso mesmo. O problema do Telefone-sem-fio está quando os personagens são reais. Não é legal quando você vê que é a sua vida (ou a vida de alguém que você gosta) que está no jogo. Pessoas não são personagens. Têm sentimentos, tem suas vidas, tem histórias escritas por elas mesmas. (E eu que passei a vida inteira temendo tubarão...)

Olha a mordida que a palavra me deu!


Ps: Desculpem o texto-desabafo. Eu odeio fofoca. Eu odeio Telefone-sem-fio. Descobri que virei personagem de histórias que eu não vivi e precisava registrar o meu protesto!

13 agosto, 2008

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2004


Amor extra.
Bônus de felicidade.
Você chegou
No meu mundo ao contrário.
Me olhou bonito
E entendeu o meu não-entender.

Foi então que eu percebi:
Meu coração é do tamanho da minha palavra.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2003

Coração na Boca

Quando a razão não fala
Põe o coração na boca
E vive.
Porque a hora certa de sentir
Não existe.

domingo, 30 de novembro de 2003

Felicidade a 1,99

O que você quer para sua vida? Emoções baratas? Ofertas irresistíveis? Não sei se um dia o mundo cansará de tanta disponibilidade. Felicidades a 1,99. É pegar ou largar... O mundo anda invertido. Ou será que sou eu? Temos que virar de cabeça pra baixo para ficarmos iguais. Aquilo que era secreto agora está escancarado. O que nos é caro, escondemos a 7 chaves. Eu não quero que minhas vontades tortas e meus desejos secretos fiquem escondidos. Eu quero mais é que eles saiam por aí, nem que seja para não se atrofiarem. Eu ando seguindo o que eu acho que tenho de mais valioso: meu coração. Se você estiver no meu caminho, te levarei comigo. (Quer vir?). Cansei de pagar mais por menos. Eu enxergo sua alma. Enxergo suas incertezas. Mas eu não quero suas dúvidas... Por favor, durma com elas. Nem que seja por esta noite. Eu também tenho medo de errar e levar a sua culpa pode ser uma enorme bagagem para mim. Entende? Algum dia há de dar certo. Se não for do jeito que sonhamos, será de um jeito muito melhor. O mundo nos prega peças, sabia? Eu não quero competir com refrões. Eu quero poesia, sentimentos e beijos no pescoço. Será que é pedir muito?

sexta-feira, 28 de novembro de 2003

Espero.
O sorriso na próxima página.
O telefonema no capítulo seguinte.
Você é a inspiração para a minha palavra
A frase incompleta para minha história sem fim.