Entrevista para o Vila Mulher do Terra
http://vilamulher.terra.com.br/cronicas-digitais-amar-e-punk-3-1-30-930.html
22 julho, 2011
15 julho, 2011
Crônicas digitais: Encontros e Desencontros
Ficha Técnica:
Direção/fotografia/edição: Marinho Antunes
Texto: Fernanda Mello
Assistente de direção: Sérgio Oliveira
Makes: Ana Karina
Produção de moda: Migui´s
Trilha: Roberta Campos
Produtora: Estudio Pro
Apoio: M1 Station
Encontros e Desencontros
(até quando você vai dar desculpas para os seus medos?)
Percebo que, hoje em dia, as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor. Qualquer passo em falso: Adeus! Não aceitamos erros alheios. Não aceitamos qualidades no outro que, pra nós, sejam defeitos. Queremos que todos estejam conectados com nossas expectativas, que estão altíssimas e não param de crescer. O que nos é possível, não nos interessa. Almejamos o perfeito. O irreal. O ilusório. Queremos sempre o melhor, mesmo que o “melhor” não se adéque à nossa vida.
Vivemos – na verdade - na era da Intolerância. Do imediatismo. Da falta de paciência. Seja com downloads lentos, celulares fora de serviço. Ou pessoas que não seguem o nosso ritmo.
No meio do caos, esquecemos o essencial: para se relacionar, é preciso tempo. Tolerância. E uma boa dose de bom senso. Não, pessoas não são descartáveis. Não existe manual, nem informações no rótulo. Quer saber? Todo mundo tem lá seus “defeitos”. Mas, nessas horas, não existe “loja autorizada”, nem garantia. No máximo, uma terapia ou um bom ombro amigo pra se reajustar.
Agora, minha pergunta: porque andamos, assim, tão exigentes? Será culpa da tecnologia e sua crescente evolução? Será falta de auto-conhecimento e amor próprio? Será que, no fundo, temos medo de amar e nos autoboicotamos com situações que nunca vão dar em nada?
Pode ser um pouco de cada coisa. Outro dia, ouvi uma frase interessante de uma amiga: o dilema da mulher moderna é saber, ao certo, o que ela procura. Porque, se ela procurar, vai achar! Achei de uma sabedoria incrível. E pensei: ao dizer isso, sei que muita gente vai me criticar. Mas pense comigo: será que estou, de fato, errada?
Não, não vamos colocar a culpa no outro. Se as coisas não estão dando certo, temos grande responsabilidade sobre elas. Não vamos começar nosso discurso manjado que queremos viver o amor, quando, na verdade, atraímos pessoas problemáticas, instáveis e avessas a compromisso. Se isso acontece uma vez ou outra, tudo bem. Do azar no amor, ninguém foge.
Mas se o padrão prevalece, então, está na hora revermos nossos conceitos. A gente acha o que – na verdade - procura. Se encontramos pessoas (e amores) que só nos trazem infelicidade, angústia e ansiedade, o melhor a fazer é nos voltarmos para dentro. E repensarmos quem somos. E o que realmente queremos.
Olha, eu não sou psicóloga, nem dona de nenhuma verdade. Adoro lugar comum, gosto de escrever sobre o que meu coração dita. Sei que ninguém gosta de aceitar suas culpas, muito menos admitir quando faz escolhas erradas. Mas, se estou aqui hoje, dando a cara à tapa, é porque descobri que me boicotei durante muitos anos. É, fugi do amor com medo de perder minha liberdade. Ou com medo de perceber que ter um relacionamento não traz garantia nenhuma de felicidade. (Adeus sonhos de adolescente!).
Agora, eu vejo que viver o amor nada mais é do que conhecer a si mesmo profundamente e entender quem a gente é. E o que nos faz bem.
Portanto, antes de colocar a culpa da sua vida amorosa no outro. No destino. Em algum karma. Ou em qualquer lugar fora de você, PENSE BEM.
Nós encontramos FORA o que – na verdade – MORA AQUI DENTRO.
PS: Quem quiser comprar meu livro "Princesa de rua, só enviar um email para fernandamello2006@gmail.com. Valor: 35,00. Frete por carta registrada para todo o Brasil: 6,50. Total: 41,50. PROMOÇÃO: 2 por 60,00, frete Pac 12,00. total: 72,00.
Quem tiver interesse em parcerias e patrocínios para o "Crônicas digitais" e novos livros (2 aprovados pela Lei Rouanet), só enviar email para fernandamello2006@gmail.com.
PS: Quem quiser comprar meu livro "Princesa de rua, só enviar um email para fernandamello2006@gmail.com. Valor: 35,00. Frete por carta registrada para todo o Brasil: 6,50. Total: 41,50. PROMOÇÃO: 2 por 60,00, frete Pac 12,00. total: 72,00.
Quem tiver interesse em parcerias e patrocínios para o "Crônicas digitais" e novos livros (2 aprovados pela Lei Rouanet), só enviar email para fernandamello2006@gmail.com.
20 junho, 2011
27 maio, 2011
Crônicas digitais: Mulheres
Para quem quiser ler o texto na íntegra:
Crônicas digitais: Mulheres
Eu acho que ser mulher é a coisa mais bacana que existe. Nós somos complexas. Levemente malucas. Fofas. Temos obsessões por coisas que só nós entendemos. Morremos de frio quando a temperatura desce míseros graus. E viramos onça, quando preciso.
Somos, na verdade, seres completamente hormonais e emocionais. Nós inventamos a doçura (sabia?). E gostamos de criar (e recriar) por natureza.
É. Eu tenho ORGULHO de ser mulher. E gosto de dizer que JAMAIS queimaria meus sutiãs. Mas existem coisas que me fazem realmente ter inveja dos homens. ACREDITAM?
Primeiro, a facilidade deles em usar qualquer banheiro. Depois, o modo como eles ficam mais charmosos com o passar dos anos. E, por último (e não menos importante), a tal SOLIDARIEDADE MASCULINA. É. É bem aí que eu quero chegar. Parece haver um código de conduta entre os rapazes. Um acordo de auto-preservação. Uma espécie de pacto incondicional, que nasce com os homens junto com o “dito-cujo” e onde nenhum Clube da Luluzinha entra. Bom, pelo menos, não dessa forma.
Ah, como eu admiro os homens por isso! Olho para os tantos segredos que eles guardam de nós e penso: meninas, porque isso não acontece com a gente? Bom, deixe-me explicar. Com as mulheres, a coisa é bem diferente. Nós temos umas poucas - e fiéis - amigas pelas quais matamos e morremos. De resto, é horrível generalizar: mas as mulheres conseguem ser BEM desleais quando querem. É. Invejosas. Criadoras de intrigas. Verdadeiras cobras (bem-vestidas e cuidadosamente maquiadas, claro).
Eu me considero uma fiel defensora da ala feminina. Mas tenho que admitir que, nesse aspecto, os homens dão um banho na gente. Eles são muito mais cúmplices uns dos outros. Mais companheiros.
Meninas, vamos mudar esse quadro? Isso está ficando feio demais para nós. Eu acho lindo quando pergunto, para alguns amigos ou namorado, assuntos que não me dizem respeito e eles não me respondem de jeito nenhum. (Se o mesmo acontecesse com as mulheres, sei que elas contariam tudo para os moços). Talvez seja esse o mal feminino: nós adoramos FALAR. Sentimos que, assim, estamos sendo sinceras, conectadas com a verdade, mesmo que a lealdade com as outras mulheres seja posta à prova.
É, acho que chegamos ao xis da questão: nós, talvez, não tenhamos a mesma solidariedade masculina por um fator meramente cultural. Desde nossas tataravós, somos condicionadas a colocar os homens (pai, irmão ou marido) em primeiro lugar.
Bom, estamos numa era tecnológica. Vivemos numa modernidade EXTERNA inacreditável. Temos uma presidente mulher no poder. E continuamos, por dentro, as mesmas de sempre. O espartilho não nos deixa mais sem ar. Mas a sociedade, sim. E, apesar de nos mostrarmos liberadas e independentes, continuamos medindo nossos valores com o fato de termos – ou não – um bom marido ou namorado. Olha QUE MODERNO!
Bom... Eu não estava falando sobre a solidariedade feminina? É. Parece que quando um homem entra no meio, as mulheres se esquecem do que a gente SEMPRE deveria se lembrar: do feminino. É. E o feminino que mora em mim é o mesmo que mora em todas as mulheres e, que está aí, perdido desde os tempos em que as mulheres fiavam juntas e dançavam em volta das fogueiras. ENTENDERAM?
Por isso, aí vai o meu pedido (que não vai ser fácil nem pra mim, nem pra mulher alguma): vamos pegar o exemplo dos homens e, com isso, SERMOS MAIS MULHERES. Mais unidas. Mais amigas. Colocando o feminino (o nosso feminino), em primeiro lugar.
É, mulheres, chegou a hora de HONRARMOS nossos próprios sutiãs.
Ps: Quem quiser comprar o livro "Princesa de Rua", só mandar email para fernandamello2006@gmail.com. Valor 35,00.
Apoio:
Ficha Técnica:
Direção: Marinho Antunes
Texto: Fernanda Mello
Assistente de direção: Sérgio Oliveira
Assistente de produção: Karina Braga
Trilha: Neutra Produtora
Apoio: Estudio Pro
Apoio: M1 Station Apoio: Estudio Pro
Crônicas digitais: Mulheres
Eu acho que ser mulher é a coisa mais bacana que existe. Nós somos complexas. Levemente malucas. Fofas. Temos obsessões por coisas que só nós entendemos. Morremos de frio quando a temperatura desce míseros graus. E viramos onça, quando preciso.
Somos, na verdade, seres completamente hormonais e emocionais. Nós inventamos a doçura (sabia?). E gostamos de criar (e recriar) por natureza.
É. Eu tenho ORGULHO de ser mulher. E gosto de dizer que JAMAIS queimaria meus sutiãs. Mas existem coisas que me fazem realmente ter inveja dos homens. ACREDITAM?
Primeiro, a facilidade deles em usar qualquer banheiro. Depois, o modo como eles ficam mais charmosos com o passar dos anos. E, por último (e não menos importante), a tal SOLIDARIEDADE MASCULINA. É. É bem aí que eu quero chegar. Parece haver um código de conduta entre os rapazes. Um acordo de auto-preservação. Uma espécie de pacto incondicional, que nasce com os homens junto com o “dito-cujo” e onde nenhum Clube da Luluzinha entra. Bom, pelo menos, não dessa forma.
Ah, como eu admiro os homens por isso! Olho para os tantos segredos que eles guardam de nós e penso: meninas, porque isso não acontece com a gente? Bom, deixe-me explicar. Com as mulheres, a coisa é bem diferente. Nós temos umas poucas - e fiéis - amigas pelas quais matamos e morremos. De resto, é horrível generalizar: mas as mulheres conseguem ser BEM desleais quando querem. É. Invejosas. Criadoras de intrigas. Verdadeiras cobras (bem-vestidas e cuidadosamente maquiadas, claro).
Eu me considero uma fiel defensora da ala feminina. Mas tenho que admitir que, nesse aspecto, os homens dão um banho na gente. Eles são muito mais cúmplices uns dos outros. Mais companheiros.
Meninas, vamos mudar esse quadro? Isso está ficando feio demais para nós. Eu acho lindo quando pergunto, para alguns amigos ou namorado, assuntos que não me dizem respeito e eles não me respondem de jeito nenhum. (Se o mesmo acontecesse com as mulheres, sei que elas contariam tudo para os moços). Talvez seja esse o mal feminino: nós adoramos FALAR. Sentimos que, assim, estamos sendo sinceras, conectadas com a verdade, mesmo que a lealdade com as outras mulheres seja posta à prova.
É, acho que chegamos ao xis da questão: nós, talvez, não tenhamos a mesma solidariedade masculina por um fator meramente cultural. Desde nossas tataravós, somos condicionadas a colocar os homens (pai, irmão ou marido) em primeiro lugar.
Bom, estamos numa era tecnológica. Vivemos numa modernidade EXTERNA inacreditável. Temos uma presidente mulher no poder. E continuamos, por dentro, as mesmas de sempre. O espartilho não nos deixa mais sem ar. Mas a sociedade, sim. E, apesar de nos mostrarmos liberadas e independentes, continuamos medindo nossos valores com o fato de termos – ou não – um bom marido ou namorado. Olha QUE MODERNO!
Bom... Eu não estava falando sobre a solidariedade feminina? É. Parece que quando um homem entra no meio, as mulheres se esquecem do que a gente SEMPRE deveria se lembrar: do feminino. É. E o feminino que mora em mim é o mesmo que mora em todas as mulheres e, que está aí, perdido desde os tempos em que as mulheres fiavam juntas e dançavam em volta das fogueiras. ENTENDERAM?
Por isso, aí vai o meu pedido (que não vai ser fácil nem pra mim, nem pra mulher alguma): vamos pegar o exemplo dos homens e, com isso, SERMOS MAIS MULHERES. Mais unidas. Mais amigas. Colocando o feminino (o nosso feminino), em primeiro lugar.
É, mulheres, chegou a hora de HONRARMOS nossos próprios sutiãs.
Ps: Quem quiser comprar o livro "Princesa de Rua", só mandar email para fernandamello2006@gmail.com. Valor 35,00.
Apoio:
04 maio, 2011
Crônicas digitais: Retrato da gente
Direção: Marinho Antunes
Texto: Fernanda Mello
Assistente de direção: Sérgio Oliveira
Assistente de produção: Karina Braga
Música: Roberta Campos e Fernanda Mello
Apoio: Estudio Pro
Apoio: M1 Station
Apoio: M1 Station
Retrato da gente
Família, pra mim, tem a ver com o jeito que você pensa. O modo que você ama. A forma que você vê o mundo.
Hoje eu só queria deixar bem claro que família é pedaço importante meu e dizer que – se existem qualidades em mim – eu devo a eles. É. A gente segue o exemplo que vê em casa e se torna um reflexo do que vivenciamos quando crianças. A gente se espelha em nossos pais, tios e avós, seja no jeito de falar, de rir, de fazer careta. E – claro – no modo de encarar a vida.
Quer me conhecer? Passe uma tarde com meus pais – Seu Márcio e Dona Guilhermina – eu sou a mistura mais louca dos dois. É por eles que eu sou corajosa. É por eles que eu tenho um lado careta e outro nem tanto... Mas – o mais importante – é pela minha família que eu leio um livro por semana, sou apaixonada por música, poesia e por todo tipo de arte.
Olha pai, me desculpa, mas nascer em uma família como a nossa não iria me levar nunca a um concurso público. Enquanto você tocava teclado, mamãe pintava aqueles quadros malucos onde o cabelo da mulher se confundia com o céu e a terra e, bem... Como eu poderia vivenciar esse universo mágico de ter arte dentro de casa e não querer levá-lo pra minha vida toda?
É. De perto, nenhuma família é normal, graças a Deus! A minha não é. E a alegria (e os almoços) que existem lá dentro de casa eu nunca vi em lugar nenhum. Portanto, seja lá como for sua família, agradeça por ela diariamente, de todo o coração. Afinal, se estamos aqui e somos o que somos, é por causa dela.
Feliz dia das mães para todas as mães, presentes ou não. Na terra ou no céu. E pra todos os pais (que hoje revezam com as mães). Com vocês aprendemos o que é amor incondicional. Por vocês, nós somos.
Obrigada a todos pelo carinho e pela força!
Sempre é tempo de se sentir grato. E agradecer.
OBS: Para comprar o livro ou entrar em contato comigo, e só enviar email para fernandamello2006@gmail.com. :)
Ah, quem quiser assistir as crônicas digitais na TV, só ficar ligado na M1 Station (http://www.m1station.com.br/)
15 abril, 2011
ESPERTINHOS FUTEBOL CLUBE
(porque esse é o time que mais cresce no mundo?)
Não há nada – definitivamente NADA – que me tire mais do sério quanto o “dar de bobo pra se dar bem”. Parece que o tal jeitinho brasileiro virou febre. Passar a perna sorrateiramente é a última moda. O NEW BLACK. A tendência mais forte para todas as estações. E o pior: é tudo tão escancarado que merece até prêmio. Onde está a boa (e velha educação), o caráter, aquelas coisas que aprendemos no berço?
Minha mãe sempre me disse que as pessoas colhem o que plantam. Que quem faz mal para os outros acaba se dando mal lá na frente. Pois bem, eu acredito nisso. Sempre acreditei. E me pergunto: aquele Sean Parker (que criou o Napster, enganou o menino do Facebook e agora é atual sócio da Warner) continua se dando bem mesmo depois de ter se mostrado um mau caráter? Sei bem o que Dona Guilhermina me diria uma hora dessas: você não sabe o que ele sente quando coloca a cabeça no travesseiro. É, realmente, eu não sei. Dinheiro e sucesso não são premissas para a felicidade. E, às vezes, pessoas são tão rasas que nem têm noção do estrago que causam.
Mas eu fico indignada como as pessoas conseguem ter êxito passando por cima das outras. Isso é antinatural, gente! No meu mundo, pessoas boas recebem coisas boas como prêmios. Em todas as áreas da vida. Eu vivo assim. E, sinceramente, meu mundo anda tão cheio de Sean Parkers (bem mais pobres e menos talentosos, obviamente) que eu fico com medo de me abrir. Vivo desconfiada e isso não é nada bom.
As pessoas perderam seus valores. O respeito pelo outro. E, mesmo com o pé atrás, eu me estrepo, dia após dia, com gente querendo tirar proveito da minha cabeleira loura. NÃO É UMA BELA BOSTA? É, turma. É uma porra de um mundo que eu não quero que meus futuros filhos vivam porque tem muita gente estragando tudo por aí. (Precisamos de mudanças já!). Claro que tem gente digna e de boa índole, mas eu deixo para falar deles em outro texto porque eu venho perdendo a fé no ser humano. Infelizmente.
Mas a boa notícia é que continuo ainda com fé no que eu penso (mesmo que pareça ingenuidade), e por isso venho escrever esse texto para tirar o nó da garganta e alertar aos que ainda sabem ouvir: o mundo precisa de mais gentileza. E menos – muito menos! - rasteiras.
P.S.: A minha informação sobre Parker foi baseada no filme “A rede social”. Fiquei impressionada com a ganância e furação-de-olho retratada nas telas (pensei que só acontecesse isso na vida real, rs). Ô Justin Timberlake, FRANCAMENTE, você trabalhou tão bem que se te encontrasse na rua seria INCAPAZ de te dar um sorriso. E pior: você (o Sean) inventou o Napster, imagina o quanto de direito autoral que já perdi por sua causa? Bom, é isso. Cada dia a gente pega um pra carregar nossa cruz e servir de inspiração para textos bizarros. NADA PESSOAL.
(porque esse é o time que mais cresce no mundo?)
Não há nada – definitivamente NADA – que me tire mais do sério quanto o “dar de bobo pra se dar bem”. Parece que o tal jeitinho brasileiro virou febre. Passar a perna sorrateiramente é a última moda. O NEW BLACK. A tendência mais forte para todas as estações. E o pior: é tudo tão escancarado que merece até prêmio. Onde está a boa (e velha educação), o caráter, aquelas coisas que aprendemos no berço?
Minha mãe sempre me disse que as pessoas colhem o que plantam. Que quem faz mal para os outros acaba se dando mal lá na frente. Pois bem, eu acredito nisso. Sempre acreditei. E me pergunto: aquele Sean Parker (que criou o Napster, enganou o menino do Facebook e agora é atual sócio da Warner) continua se dando bem mesmo depois de ter se mostrado um mau caráter? Sei bem o que Dona Guilhermina me diria uma hora dessas: você não sabe o que ele sente quando coloca a cabeça no travesseiro. É, realmente, eu não sei. Dinheiro e sucesso não são premissas para a felicidade. E, às vezes, pessoas são tão rasas que nem têm noção do estrago que causam.
Mas eu fico indignada como as pessoas conseguem ter êxito passando por cima das outras. Isso é antinatural, gente! No meu mundo, pessoas boas recebem coisas boas como prêmios. Em todas as áreas da vida. Eu vivo assim. E, sinceramente, meu mundo anda tão cheio de Sean Parkers (bem mais pobres e menos talentosos, obviamente) que eu fico com medo de me abrir. Vivo desconfiada e isso não é nada bom.
As pessoas perderam seus valores. O respeito pelo outro. E, mesmo com o pé atrás, eu me estrepo, dia após dia, com gente querendo tirar proveito da minha cabeleira loura. NÃO É UMA BELA BOSTA? É, turma. É uma porra de um mundo que eu não quero que meus futuros filhos vivam porque tem muita gente estragando tudo por aí. (Precisamos de mudanças já!). Claro que tem gente digna e de boa índole, mas eu deixo para falar deles em outro texto porque eu venho perdendo a fé no ser humano. Infelizmente.
Mas a boa notícia é que continuo ainda com fé no que eu penso (mesmo que pareça ingenuidade), e por isso venho escrever esse texto para tirar o nó da garganta e alertar aos que ainda sabem ouvir: o mundo precisa de mais gentileza. E menos – muito menos! - rasteiras.
P.S.: A minha informação sobre Parker foi baseada no filme “A rede social”. Fiquei impressionada com a ganância e furação-de-olho retratada nas telas (pensei que só acontecesse isso na vida real, rs). Ô Justin Timberlake, FRANCAMENTE, você trabalhou tão bem que se te encontrasse na rua seria INCAPAZ de te dar um sorriso. E pior: você (o Sean) inventou o Napster, imagina o quanto de direito autoral que já perdi por sua causa? Bom, é isso. Cada dia a gente pega um pra carregar nossa cruz e servir de inspiração para textos bizarros. NADA PESSOAL.
04 abril, 2011
Crônicas Digitais: Amar é Punk
Turma, esse é uma nova invenção minha e do Marinho Antunes. Chama-se Crônicas Digitais, um novo formato para trazer minhas frases e fases até vocês... Claro que continuarei escrevendo por aqui (está sendo um desafio falar, já que eu gosto MESMO é de escrever), então logo postarei o texto do vídeo para quem quiser ler na íntegra.
Aí vai a ficha técnica (gostaria de agradecer imensamente a todos que nos emprestaram seu tempo, equipamentos, estúdio e paciência, haja Smirnoff Ice pra eu me soltar diante das câmeras!!)
Direção/Fotografia/Edição: Marinho Antunes (para ver o site do Marinho Antunes, clique aqui)
Produtora: Estudio Pro
Produção: Eduardo Lopes
Câmera: Renato Silva (Tigrão)
Esse é um projeto totalmente independente, quem quiser ajudar, patrocinar, etc, é só mandar um email para fernandamello2006@gmail.com. Aceitamos de pequenas a grandes verbas, vale-refeição, drinks e qualquer boa vontade. A cara de pau (como sempre) é por conta da casa. Obrigada!
PS: Estou quase curada do meu medo das câmeras! Aguardem os próximos vídeos! Charlize Theron Feelings, hahahaha.
PS2: Vocês pediram tanto no twitter (tô amando os comentários, obrigada!), que voltei pra publicar o texto:
AMAR É PUNK
Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star.
Uma coisa meio Dave Grohl.
Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo FODA. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é DIFERENTE).
Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez.
Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas.
Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, CARAMBA! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido.
Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrões. Amor é RECONSTRUÇÃO. É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios.
Demorei anos pra concordar com meu querido (e sempre citado) Cazuza: “eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”.
Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio!
Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. Mas amar - ah, o amor! - AMAR É PUNK.
Turma, esse é uma nova invenção minha e do Marinho Antunes. Chama-se Crônicas Digitais, um novo formato para trazer minhas frases e fases até vocês... Claro que continuarei escrevendo por aqui (está sendo um desafio falar, já que eu gosto MESMO é de escrever), então logo postarei o texto do vídeo para quem quiser ler na íntegra.
Aí vai a ficha técnica (gostaria de agradecer imensamente a todos que nos emprestaram seu tempo, equipamentos, estúdio e paciência, haja Smirnoff Ice pra eu me soltar diante das câmeras!!)
Direção/Fotografia/Edição: Marinho Antunes (para ver o site do Marinho Antunes, clique aqui)
Produtora: Estudio Pro
Produção: Eduardo Lopes
Câmera: Renato Silva (Tigrão)
Esse é um projeto totalmente independente, quem quiser ajudar, patrocinar, etc, é só mandar um email para fernandamello2006@gmail.com. Aceitamos de pequenas a grandes verbas, vale-refeição, drinks e qualquer boa vontade. A cara de pau (como sempre) é por conta da casa. Obrigada!
PS: Estou quase curada do meu medo das câmeras! Aguardem os próximos vídeos! Charlize Theron Feelings, hahahaha.
PS2: Vocês pediram tanto no twitter (tô amando os comentários, obrigada!), que voltei pra publicar o texto:
AMAR É PUNK
Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star.
Uma coisa meio Dave Grohl.
Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo FODA. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é DIFERENTE).
Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez.
Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas.
Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, CARAMBA! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido.
Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrões. Amor é RECONSTRUÇÃO. É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios.
Demorei anos pra concordar com meu querido (e sempre citado) Cazuza: “eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”.
Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio!
Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. Mas amar - ah, o amor! - AMAR É PUNK.
17 março, 2011
DAR VALOR DEPOIS QUE PERDE: UM DRAMA UNIVERSAL?
Se existe algo que eu não entendo é gente que só dá valor para as coisas depois que perde. Acontece com todo mundo. Uma vez ou outra. Até aí tudo bem. Não é preciso ter muita inteligência pra saber o quanto algumas coisas nos são caras. Mas não é que – de repente – a gente esquece? Vive achando que o passado era melhor, que a grama do vizinho é mais verde? Então, meu amigo, está na hora de rever seus conceitos. Essa coisa de “eu era feliz e não sabia” é coisa de gente fraca e não pega nada bem. A era do saudosismo já era, inventar um passado perfeito (pra aliviar o presente) não vai te fazer crescer. NUNCA.
Será que a gente precisa perder a casa, a saúde, o emprego (e o respeito) pra lhes dar os devidos valores? Será necessário que o amor se vá para ver o quanto ele era especial?
Sejamos sinceros: será que precisamos PERDER para, depois, aprendermos a VALORIZAR?
Ah, não. Eu estou cansada. Chega de ser a “mulher da vida” de um bando de bocomocos que só me deram valor depois que eu me mandei. Não é sempre assim? A gente aguenta o que pode, faz de tudo pra relação dar certo. Aí um belo dia acordamos de saco cheio e resolvemos dar no pé e pensar mais na gente. Nessa hora, o céu se abre, uma luz incide no meio da cabeça dos pobres moços e eles conseguem enxergar o quanto a gente era incrível. Incrível é pouco, na verdade. Eles vêem o quanto éramos mulheres de verdade, parceiras de qualquer crime, que aguentávamos todas as chatices e ainda fazíamos um carinho gostoso antes de dormir. Parece familiar? Pois é. Aí a gente muda de classe. De CHATA a gente vira A mulher. A santa. A deusa. A insubstituível.
Ô céus, e o pior é que isso acontece em todas as áreas da vida da gente. Lembra daquele emprego bizarro? Ai, que saudade (já que o de agora é muito pior!). Lembra da sua adolescência (ah, que tempo bom, arguição é a melhor coisa da vida!). Bom, como vocês podem ver, estou meio alterada hoje (o que, com a graça de Deus, me faz escrever 1500 caracteres por minuto) e, por isso, resolvi extravasar minha indignação diante de todas as criaturas (inclusive eu, vai saber) que cometem o deslize de achar que o passado é sempre melhor.
Se o passado foi bom, ÓTIMO! Guarde-o na memória e faça seu AGORA ainda melhor. Que tal? Difícil? Então vamos lá. (Quando eu fico nervosa eu viro um livro de auto-ajuda, me acudam!)
Regra número um: a gente tem memória seletiva e SÓ lembra das partes boas. Dos anos que foram coloridos. Das pessoas legais. Dica pra não cair nessa furada: seja realista e lembre-se de todos os defeitos alheios e todos os sentimentos ruins que você sentiu. Regra dois: pra mim, um cara (ou um trabalho ou um amigo) que não te dá o devido valor deve ser rebaixado. É, rebaixado mesmo. Então, se o cara resolveu te dar valor AGORA, ao invés de você agradecer e bater seus enormes cílios, se pergunte: um indivíduo que vive nesse estado de insatisfação constante vale a pena? Regra número três: essa é a mais difícil. Sinta-se agradecido. Verdadeiramente agradecido. Por tudo o que você tem HOJE. Por tudo o que você É. Seja honesto com seus sentimentos. Não se supervalorize. Nem tampouco se subestime. Seja forte. E bote pra quebrar (se vier a calhar).
No mais, é só viver com o coração ABERTO. Afinal, o mundo anda tão louco que quem não aproveitar o presente vai se arrepender amanhã. Essa é a minha única certeza.
Este texto foi inspirado na história de uma querida amiga (que falou que se eu citasse o nome dela no blog nunca mais ganharia sorvete de doce-de-leite) e vai para todos os ex-namorados que nos consideram a mulher da vida deles, depois de aprontarem por aí. Rapazes, nós não curtimos homem cagão. Portanto, valorizem a próxima. CRESÇAM. E nos esqueçam.
Obrigada pelos sortudos que nos dão o devido valor! A gente – fofa e feliz – retribui! \o/!
PS: Quem quiser comprar o livro Princesa de Rua, só mandar um email para fernandamello2006@gmail.com. VALOR: 35,00. Frete GRÁTIS para todo o Brasil. Promoção: 2 por 60,00 até o dia 31 de março. Pagamento: depósito ou transferência Banco do Brasil ou Santander. ;)
Se existe algo que eu não entendo é gente que só dá valor para as coisas depois que perde. Acontece com todo mundo. Uma vez ou outra. Até aí tudo bem. Não é preciso ter muita inteligência pra saber o quanto algumas coisas nos são caras. Mas não é que – de repente – a gente esquece? Vive achando que o passado era melhor, que a grama do vizinho é mais verde? Então, meu amigo, está na hora de rever seus conceitos. Essa coisa de “eu era feliz e não sabia” é coisa de gente fraca e não pega nada bem. A era do saudosismo já era, inventar um passado perfeito (pra aliviar o presente) não vai te fazer crescer. NUNCA.
Será que a gente precisa perder a casa, a saúde, o emprego (e o respeito) pra lhes dar os devidos valores? Será necessário que o amor se vá para ver o quanto ele era especial?
Sejamos sinceros: será que precisamos PERDER para, depois, aprendermos a VALORIZAR?
Ah, não. Eu estou cansada. Chega de ser a “mulher da vida” de um bando de bocomocos que só me deram valor depois que eu me mandei. Não é sempre assim? A gente aguenta o que pode, faz de tudo pra relação dar certo. Aí um belo dia acordamos de saco cheio e resolvemos dar no pé e pensar mais na gente. Nessa hora, o céu se abre, uma luz incide no meio da cabeça dos pobres moços e eles conseguem enxergar o quanto a gente era incrível. Incrível é pouco, na verdade. Eles vêem o quanto éramos mulheres de verdade, parceiras de qualquer crime, que aguentávamos todas as chatices e ainda fazíamos um carinho gostoso antes de dormir. Parece familiar? Pois é. Aí a gente muda de classe. De CHATA a gente vira A mulher. A santa. A deusa. A insubstituível.
Ô céus, e o pior é que isso acontece em todas as áreas da vida da gente. Lembra daquele emprego bizarro? Ai, que saudade (já que o de agora é muito pior!). Lembra da sua adolescência (ah, que tempo bom, arguição é a melhor coisa da vida!). Bom, como vocês podem ver, estou meio alterada hoje (o que, com a graça de Deus, me faz escrever 1500 caracteres por minuto) e, por isso, resolvi extravasar minha indignação diante de todas as criaturas (inclusive eu, vai saber) que cometem o deslize de achar que o passado é sempre melhor.
Se o passado foi bom, ÓTIMO! Guarde-o na memória e faça seu AGORA ainda melhor. Que tal? Difícil? Então vamos lá. (Quando eu fico nervosa eu viro um livro de auto-ajuda, me acudam!)
Regra número um: a gente tem memória seletiva e SÓ lembra das partes boas. Dos anos que foram coloridos. Das pessoas legais. Dica pra não cair nessa furada: seja realista e lembre-se de todos os defeitos alheios e todos os sentimentos ruins que você sentiu. Regra dois: pra mim, um cara (ou um trabalho ou um amigo) que não te dá o devido valor deve ser rebaixado. É, rebaixado mesmo. Então, se o cara resolveu te dar valor AGORA, ao invés de você agradecer e bater seus enormes cílios, se pergunte: um indivíduo que vive nesse estado de insatisfação constante vale a pena? Regra número três: essa é a mais difícil. Sinta-se agradecido. Verdadeiramente agradecido. Por tudo o que você tem HOJE. Por tudo o que você É. Seja honesto com seus sentimentos. Não se supervalorize. Nem tampouco se subestime. Seja forte. E bote pra quebrar (se vier a calhar).
No mais, é só viver com o coração ABERTO. Afinal, o mundo anda tão louco que quem não aproveitar o presente vai se arrepender amanhã. Essa é a minha única certeza.
Este texto foi inspirado na história de uma querida amiga (que falou que se eu citasse o nome dela no blog nunca mais ganharia sorvete de doce-de-leite) e vai para todos os ex-namorados que nos consideram a mulher da vida deles, depois de aprontarem por aí. Rapazes, nós não curtimos homem cagão. Portanto, valorizem a próxima. CRESÇAM. E nos esqueçam.
| Foto: Marinho Antunes. |
PS: Quem quiser comprar o livro Princesa de Rua, só mandar um email para fernandamello2006@gmail.com. VALOR: 35,00. Frete GRÁTIS para todo o Brasil. Promoção: 2 por 60,00 até o dia 31 de março. Pagamento: depósito ou transferência Banco do Brasil ou Santander. ;)
17 fevereiro, 2011
A MULHER E SUAS GORDURINHAS
Há dois tipo de mulheres no mundo: as que tem medo de engordar. E as que nos matam de inveja. Exagero meu? Pois bem. Se você é uma sortuda que nunca se preocupou com a balança (e ainda não tem celulite), então peço já que pare de ler este texto. (E nem fale mais com a gente, obrigada!).
Manter o peso ideal é, para as mulheres, algo como descobrir a cura de uma alguma doença grave ou até mesmo acabar com o efeito estufa no planeta. Difícil, quase impossível. Não, por favor. Não somos fúteis, não pensamos só em aparência. Lemos Rimbaud. Declamamos Bob Dylan. Conhecemos a vida dos pintores renascentistas. Meditamos 10 minutos por dia. Mas tomamos leite condensado na lata. Somos gulosas pela vida. E por tudo que leva chocolate. O que não queremos (pra ser bem sincera) é ver o efeito estufa instalado em nossos abdômens. Nem em nossos bumbuns.
Antes de começar a escrever esse texto, eu tinha como tema algo inteligente como “é preciso ter alma leve”, mas... querem saber? Eu estou de dieta. Pão integral, iogurte desnatado, aquela baboseira toda de grapefruit (onde já se viu alguém comer isso, gente?)
Vivo numa sociedade que tem uma padrão estético nas alturas, então, por favor. Me deixem querer ser leve por dentro e por fora, não quero fazer pose de “sou Cult, só uso preto, só escuto Velvet Underground e não ligo pra ter pança”. EU LIGO.
Óbvio que não sacrifico minha saúde para ficar bonita, mas me encontro, no presente momento, em Rehab pelo meu último vício adquirido: as infernais balas Dadinho. Alguém já colocou aquilo na boca? Pois então. NÃO COLOQUEM. O vício é certo, depois da 4ª vez, você sempre irá querer mais. E mais... E o dinheiro vai... A gordurinha vem. Até que um amigo seu das antigas (que passou um mês viajando) te encontra e pergunta: tá bonita, engordou um pouquinho? PRONTO. Acabou o mundo. O humor. Mesmo tendo um namorado que sempre acha que eu posso engordar um tiquinho (homem fala que tem que ter ONDE pegar, nunca entendi isso. Eu posso estar seca e ter um TANTO de lugar pra ele pegar, se é que vocês me entendem).
Antes que vocês me chamem de louca (por eu não sou gorda e etc e tal), eu vou informa-las: eu não ESTOU gorda. Mas posso vir a ficar se desandar a comer do jeito que eu gosto. Eu não tenho esse metabolismo acelerado que as modelos dizem ter (pra mim isso se chama mais “dedo na guela” que outra coisa). Se eu não estou gorda é porque eu só como bobagens nos finais de semana e malho feito uma condenada todos os dias. Só pra ter o prazer de devorar um pote inteiro de Haagen-Daz sem o menor peso da consciência. E jantar direito com meus amigos (que, por sinal, comem tão bem quanto eu).
Bom, o que eu quero dizer com tudo isso? Sinceramente, NADA PROFUNDO. Só quero desabafar e dizer que dieta é um saco, que queijo Cotagge é a pior coisa do mundo, que pós de proteína me dão ânsia de vômito e que um nutricionista que manda você colocar UMA rodela de tomate e orégano em cima de UM biscoito de água e sal como “lanche da tarde” deve ser mandado pro Umbral (aquele lugar medonho, do filme Nosso lar).
Em resumo, é isso. Eu admiro DE VERDADE quem se sente bem com qualquer peso, mas estou a léguas de ser tão bem-resolvida. Também não vou me rebelar contra os padrões, já que só comi 600 calorias até agora e estou com um sono danado.
Pra você, magra de ruim, que come tudo o que vê pela frente e não engorda... Pra Camila, que nasceu com aquele corpo incrível... E pra você, mulher cheinha e bem-resolvida, que come até falar chega, engorda e ainda se sente SUPER BEM, eu só tenho uma coisa pra dizer: EU MORRO DE INVEJA DE VOCÊS.
Bitches!
Obrigada pela atenção.
PS: Esse texto me deixou tão relaxada que resolvi comemorar com 5 maravilhosos canudinhos de doce-de-leite. FODA-SE!
Há dois tipo de mulheres no mundo: as que tem medo de engordar. E as que nos matam de inveja. Exagero meu? Pois bem. Se você é uma sortuda que nunca se preocupou com a balança (e ainda não tem celulite), então peço já que pare de ler este texto. (E nem fale mais com a gente, obrigada!).
Manter o peso ideal é, para as mulheres, algo como descobrir a cura de uma alguma doença grave ou até mesmo acabar com o efeito estufa no planeta. Difícil, quase impossível. Não, por favor. Não somos fúteis, não pensamos só em aparência. Lemos Rimbaud. Declamamos Bob Dylan. Conhecemos a vida dos pintores renascentistas. Meditamos 10 minutos por dia. Mas tomamos leite condensado na lata. Somos gulosas pela vida. E por tudo que leva chocolate. O que não queremos (pra ser bem sincera) é ver o efeito estufa instalado em nossos abdômens. Nem em nossos bumbuns.
Antes de começar a escrever esse texto, eu tinha como tema algo inteligente como “é preciso ter alma leve”, mas... querem saber? Eu estou de dieta. Pão integral, iogurte desnatado, aquela baboseira toda de grapefruit (onde já se viu alguém comer isso, gente?)
Vivo numa sociedade que tem uma padrão estético nas alturas, então, por favor. Me deixem querer ser leve por dentro e por fora, não quero fazer pose de “sou Cult, só uso preto, só escuto Velvet Underground e não ligo pra ter pança”. EU LIGO.
Óbvio que não sacrifico minha saúde para ficar bonita, mas me encontro, no presente momento, em Rehab pelo meu último vício adquirido: as infernais balas Dadinho. Alguém já colocou aquilo na boca? Pois então. NÃO COLOQUEM. O vício é certo, depois da 4ª vez, você sempre irá querer mais. E mais... E o dinheiro vai... A gordurinha vem. Até que um amigo seu das antigas (que passou um mês viajando) te encontra e pergunta: tá bonita, engordou um pouquinho? PRONTO. Acabou o mundo. O humor. Mesmo tendo um namorado que sempre acha que eu posso engordar um tiquinho (homem fala que tem que ter ONDE pegar, nunca entendi isso. Eu posso estar seca e ter um TANTO de lugar pra ele pegar, se é que vocês me entendem).
Antes que vocês me chamem de louca (por eu não sou gorda e etc e tal), eu vou informa-las: eu não ESTOU gorda. Mas posso vir a ficar se desandar a comer do jeito que eu gosto. Eu não tenho esse metabolismo acelerado que as modelos dizem ter (pra mim isso se chama mais “dedo na guela” que outra coisa). Se eu não estou gorda é porque eu só como bobagens nos finais de semana e malho feito uma condenada todos os dias. Só pra ter o prazer de devorar um pote inteiro de Haagen-Daz sem o menor peso da consciência. E jantar direito com meus amigos (que, por sinal, comem tão bem quanto eu).
Bom, o que eu quero dizer com tudo isso? Sinceramente, NADA PROFUNDO. Só quero desabafar e dizer que dieta é um saco, que queijo Cotagge é a pior coisa do mundo, que pós de proteína me dão ânsia de vômito e que um nutricionista que manda você colocar UMA rodela de tomate e orégano em cima de UM biscoito de água e sal como “lanche da tarde” deve ser mandado pro Umbral (aquele lugar medonho, do filme Nosso lar).
Em resumo, é isso. Eu admiro DE VERDADE quem se sente bem com qualquer peso, mas estou a léguas de ser tão bem-resolvida. Também não vou me rebelar contra os padrões, já que só comi 600 calorias até agora e estou com um sono danado.
Pra você, magra de ruim, que come tudo o que vê pela frente e não engorda... Pra Camila, que nasceu com aquele corpo incrível... E pra você, mulher cheinha e bem-resolvida, que come até falar chega, engorda e ainda se sente SUPER BEM, eu só tenho uma coisa pra dizer: EU MORRO DE INVEJA DE VOCÊS.
Bitches!
Obrigada pela atenção.
PS: Esse texto me deixou tão relaxada que resolvi comemorar com 5 maravilhosos canudinhos de doce-de-leite. FODA-SE!
Ah, já ia esquecendo: quem quiser comprar meu livro, só mandar email para fernandamello2006@gmail.com que eu passo as coordenadas. Valor: 35,00. Frete grátis.
24 janeiro, 2011
MOMENTOS IMPROVÁVEIS
“O que é seu encontrará um caminho pra chegar até você” (ditado chinês)
Sabe quando você precisa fazer algo diferente na vida? Pois bem. Dessa vez eu não cortei o cabelo. Não fui acampar. Nem me matriculei numa aula de Pole Dance. A única coisa que fiz fora do meu normal foi... Bem... Estão preparados? Eu saí de casa sábado à noite. CHOCADOS? É, eu entendo. Para a maioria das pessoas, se aventurar em baladas é como... Respirar! Uma necessidade básica.
Para mim, canceriana e apreciadora de filmes, vinhos e demais aconchegos, essa tarefa nunca me pareceu tão fácil. Sempre preferi o dia. Acho ficar em casa o melhor programa do planeta. E só costumo sair de casa à noite para comer, ver um showzinho ou bebericar na casa de amigos. Não sei quando comecei a virar eremita, mas definitivamente as boates e casas de show lotadas não me inspiram. Bom, não me inspiravam. Até então.
Eis que – em pleno dia chuvoso - resolvo reverter minha ordem. E dormir na hora do sol nascer. É, foi mais ou menos assim. Saí de casa com a cara, a coragem. E minha fiel amiga a tiracolo (sem a qual, obviamente, nada disso teria sentido). O que encontrei? Ah, pra começar, lugares abarrotados. Porteiros pedindo identidade (na minha fantasia eles sempre acham que sou menor de idade). E gente exalando a cigarro (apesar de toda proibição). Até aí, nada diferente, CERTO? Bom, errado. Do meio da música, ele apareceu. ELE, que eu nunca vi. ELE, que eu nem sabia quem era. Me olhou meio de lado, daquele jeito que finge que não está olhando. E ficou. Com um ar absolutamente lindo. Como um clipe. Eu sei, eu sei. Sempre acho que o rock´n roll é culpado de tudo. Mas dessa vez, TALVEZ, não. Sabe quando você precisa acreditar que existem pessoas interessantes no mundo? Que alguém vai te olhar de um jeito único e você vai voltar a sonhar de novo? Foi mais ou menos assim. (E ele ainda usava All Star, meu Deus! Um All Star limpo mas judiado, exatamente igual ao meu coração...)
Aí ele começou a falar... E eu, simplesmente, me calei. PAUSA NO MUNDO. Ele sabia tudo sobre cinema (TUDO, absolutamente tudo), entendia muito de música, geografia e ainda me deu uma aula sobre a guerra dos Emboabas. Alguém pode acreditar num ser desse? Não, gente. Pode ser bonito, pode ser charmoso, mas homem inteligente é o que me mata. Inteligente e charmoso (diga-se de passagem). E pra completar: ele sabia quem era Patti Smith (é, a minha Patti Smith!), a música que ele mais gostava era “Something” dos Beatles e ele estava lendo aquele livro gigante do José Saramargo que eu tenho sono só de pensar...
O que aconteceu nesse encontro? Bom, isso vai ficar entre nós. Ou melhor: entre eu e ele, se vocês me permitem. Porque, no meu inocente entender, às vezes a gente deve preservar momentos mágicos. Para que eles não sumam. Nem se transformem para sempre. Só sei que... Bem... Agora eu acredito em sorrisos de novo.
(E em noites de sábado – e All Stars detonados - também).
ps: Esse texto é para o meu namorado. É gente. Depois daquele sorriso sem graça e daquele All Star (que agora vive largado na minha sala), FODEU.
“O que é seu encontrará um caminho pra chegar até você” (ditado chinês)
Sabe quando você precisa fazer algo diferente na vida? Pois bem. Dessa vez eu não cortei o cabelo. Não fui acampar. Nem me matriculei numa aula de Pole Dance. A única coisa que fiz fora do meu normal foi... Bem... Estão preparados? Eu saí de casa sábado à noite. CHOCADOS? É, eu entendo. Para a maioria das pessoas, se aventurar em baladas é como... Respirar! Uma necessidade básica.
Para mim, canceriana e apreciadora de filmes, vinhos e demais aconchegos, essa tarefa nunca me pareceu tão fácil. Sempre preferi o dia. Acho ficar em casa o melhor programa do planeta. E só costumo sair de casa à noite para comer, ver um showzinho ou bebericar na casa de amigos. Não sei quando comecei a virar eremita, mas definitivamente as boates e casas de show lotadas não me inspiram. Bom, não me inspiravam. Até então.
Eis que – em pleno dia chuvoso - resolvo reverter minha ordem. E dormir na hora do sol nascer. É, foi mais ou menos assim. Saí de casa com a cara, a coragem. E minha fiel amiga a tiracolo (sem a qual, obviamente, nada disso teria sentido). O que encontrei? Ah, pra começar, lugares abarrotados. Porteiros pedindo identidade (na minha fantasia eles sempre acham que sou menor de idade). E gente exalando a cigarro (apesar de toda proibição). Até aí, nada diferente, CERTO? Bom, errado. Do meio da música, ele apareceu. ELE, que eu nunca vi. ELE, que eu nem sabia quem era. Me olhou meio de lado, daquele jeito que finge que não está olhando. E ficou. Com um ar absolutamente lindo. Como um clipe. Eu sei, eu sei. Sempre acho que o rock´n roll é culpado de tudo. Mas dessa vez, TALVEZ, não. Sabe quando você precisa acreditar que existem pessoas interessantes no mundo? Que alguém vai te olhar de um jeito único e você vai voltar a sonhar de novo? Foi mais ou menos assim. (E ele ainda usava All Star, meu Deus! Um All Star limpo mas judiado, exatamente igual ao meu coração...)
Aí ele começou a falar... E eu, simplesmente, me calei. PAUSA NO MUNDO. Ele sabia tudo sobre cinema (TUDO, absolutamente tudo), entendia muito de música, geografia e ainda me deu uma aula sobre a guerra dos Emboabas. Alguém pode acreditar num ser desse? Não, gente. Pode ser bonito, pode ser charmoso, mas homem inteligente é o que me mata. Inteligente e charmoso (diga-se de passagem). E pra completar: ele sabia quem era Patti Smith (é, a minha Patti Smith!), a música que ele mais gostava era “Something” dos Beatles e ele estava lendo aquele livro gigante do José Saramargo que eu tenho sono só de pensar...
O que aconteceu nesse encontro? Bom, isso vai ficar entre nós. Ou melhor: entre eu e ele, se vocês me permitem. Porque, no meu inocente entender, às vezes a gente deve preservar momentos mágicos. Para que eles não sumam. Nem se transformem para sempre. Só sei que... Bem... Agora eu acredito em sorrisos de novo.
(E em noites de sábado – e All Stars detonados - também).
ps: Esse texto é para o meu namorado. É gente. Depois daquele sorriso sem graça e daquele All Star (que agora vive largado na minha sala), FODEU.
17 novembro, 2010
NA DÚVIDA, DESCOMPLIQUE...
“In every life we have some trouble,
When you worry you make it double
Don't worry, be happy”...
Queridos, trago boas novas. Para ser feliz agora não é preciso ter rios de dinheiro. Um amor de cinema. Um corpo de Sabrina Sato. Nem um rosto de parar o trânsito. Para ser feliz, não é preciso nem ter uma carreira brilhante. Um carro zero. Uma família de comercial de margarina. Nem – tampouco – é preciso ser sensacional. É claro que tudo isso ajuda (se presente). Mas garantia, garantia mesmo de felicidade, nada disso dá. Então, por favor, GRIFEM. E DECOREM. Felicidade a gente SÓ encontra dentro da gente. Enlouqueci? Não. Pelo menos, eu acho que não. Acabei de voltar de Itacaré e vou dizer o que vi por lá. Pra começar, gente simples que sorri mais (muito mais!) que aqui – na dita cidade grande. Pessoas gentis, com pés descalços, vendendo artesanato na areia quente, com a alma mais leve e fresca do que eu jamais ousei imaginar. Sério, pessoal. Há muito tempo não via tanta simplicidade (e alegria!) juntos. Eu sei que o cenário ajuda. (Lá é um dos lugares mais lindos que já vi). Mas depois que viajamos (acho viajar o exercício de autoconhecimento mais incrível que existe), nosso ponto de referência se altera. Muda e, dependendo de como você embarcar na viagem, MUDA MUITO. É aí que o bicho pega e a gente começa a se questionar sem parar: ENTÃO, É ISSO MESMO?
Entendam uma coisa. Não estou dizendo para a gente largar emprego, abandonar família, parar de malhar, comer só Nutella ou virar hippie... Nada disso. A palavra de ordem é EQUILÍBRIO. E a receita (se é que existe) é uma só: fazer as pazes com você mesmo, se aceitar, diminuir as expectativas e entender que felicidade não é TER. É SER. E no meu caso, é SER como o Ademir, o Cosme, o Seu Lauro... Pessoas de uma simplicidade encantadora que conheci por lá e que me deram uma lição pra eu nunca mais esquecer: “SEJA, minha amiga, mas SEJA NA PAZ”. Sem expectativas irreais. Sem pressões absurdas sobre si mesmo. Sem pirações desnecessárias.
Papo de riponga? Pode até ser. É a sabedoria das pessoas simples. (Deliciosamente simples!). O saber de quem nunca estudou e – ainda assim – tem um conhecimento para deixar muito intelectual de queixo caído. DUVIDAM? Então deixa eu contar uma coisa. Depois de conversar com essa gente, fica impossível não questionar a falta de tranqüilidade, de simplicidade e de gentileza que controla o resto do mundo. Quando colocamos os pés num lugar assim (no caso, em Itacaré), a gente redescobre o que estava perdido e pensa: que vida é essa que estou levando? E as dúvidas surgem. A insatisfação dá as caras. E passamos a repensar tudo o que está em jogo. As conclusões? Ah, são muitas... E, quer saber? Não são fáceis, porque a gente vive num mundo onde a mídia e a sociedade nos influenciam muito. Mas, mesmo assim, devo deixar registrado. Não vale a pena ter uma conta bancária recheada se o dinheiro só te trouxer estresse. Não vale ter um amor ao seu lado se só te trouxer descontentamento. Não vale ter um corpo sarado se não puder cair de boca num bobó de camarão. Não vale ter amigos divertidos que não se interessam pelo que você sente. Não vale (definitivamente não vale), ter um emprego que NUNCA te deixa dormir.
É turma, felicidade tem muito mais a ver com estar em paz do que a gente pensa. E nunca vamos nos sentir bem em nossa própria pele se a cabeça tiver cheia de neuroses e demais ansiedades. Difícil? Ah, Deus, bota difícil nisso! Por isso, volto com as malas cheias de arte, rabiscos e ideias. De quebra, trago também a simplicidade e a tranquilidade baiana. Mesmo agora, em plena cidade grande, na frente do meu antigo computador, posso pegar emprestado o estilo de vida do Seu Lauro. A inteligência simples do Ademir. O sorriso fácil do Cosme. E, bem... Tentar adaptá-los para mim. É fato que a vida nem sempre é um mar de rosas. Mas “Veja bem, galega, preocupação não deixa ninguém saUdio. De mais a mais, depois que a gente morre, a gente leva da vida o quê?”. Eu me atrevi a dizer: Seriam lembranças, Seu Lauro? E ele sorriu satisfeito. “É galega, NADA mais que lembranças.”
| Eu e Seu Lauro num passeio cheio de "causos". |
| Arte do Ademir |
| Cosme |
Trânsito caótico, cara-feia, mau-humor, ansiedade, estresse diário, regras espartanas e uma mala de birutices...?
Ou um sorrir fácil de quem entendeu que a vida é simples demais pra se complicar?
Alternando entre um e outro, vamos tentando... Exercitando a arte de ser leve. Tirando o peso das costas. E, vez por outra, colecionando boas lembranças.
10 novembro, 2010
Tanto na terra, quanto no céu...
Para quem vive com a cabeça nas estrelas, não há desafio maior que manter os pés no chão. É a eterna luta em saber conciliar nossos opostos. Equilibrar o concreto e o abstrato. Saber o que é sonho possível. E o que é puro devaneio. Difícil? Devo dizer que bastante.
Nessas horas, ganha mais quem é sensato. Quem pondera. Quem pesa os prós e contras. E - devo acrescentar - quem acredita em si mesmo.
Mas realidade sem sonho não tem graça. Não tem vida. Não tem cor. Concordam? O inverso também vale. Sonhos são melhores quando se tem uma certa realidade imbutida. Aquela coisa de saber que é difícil, mas não impossível. É aí que mora o bom senso (primo-irmão do equilíbrio e autor de tantos feitos por aí).
Com sonhos a tiracolo e o bom senso nas mãos, mágicas – vira-e-mexe -acontecem. Palavras viram livros, rabiscos viram canções. Simples idéias se transformam em tudo o que a gente sempre quis. (Quer coisa melhor?). São nesses momentos que vida se mostra cheia de luz. De graça. E de significado. Tudo passa a valer a pena, apesar de todos os tropeços do caminho...
Bom, por que entrei nesse assunto? Porque sou uma das pessoas mais sonhadoras que eu conheço. Talvez não tenha virado escritora por acaso, vai saber... Sonhos são molas que nos impulsionam. São minha inspiração e força. São a minha fé. Ao meu ver, quem não sonha (nem que seja um pouco, quando ninguém está olhando), nunca se sente vivo de verdade.
Mas como tudo tem dois lados, é bom ficar de olhos abertos. Ou melhor: com os pés bem fincados no chão. Viver só de sonhos não basta. Quem se alimenta apenas de ilusão, perde a realidade da vida e se esconde em um mundo paralelo. Complicado, não? Também acho. Haja discernimento para viajar, se aventurar nas estrelas e saber a hora certa de voltar!
Por isso (como boa canceriana que sou), continuo com a cabeça na lua. O pensamento nas nuvens. E, por via das dúvidas, me belisco sempre para aterrissar. Afinal, quem disse que não podemos trazer pra terra o que criamos em nosso céu?
Crédito pelas fotos: Marinho Antunes
Local: Itacaré / BA
Ps: Descobri, com esta última viagem a Itacaré, que a realidade pode ser bem melhor que a imaginação. Um brinde, portanto, à minha escassa criatividade diante da beleza que é a vida! \o/!
Até semana que vem escreverei sobre a viagem. Aguarrrrrdem!
Ah, já ia esquecendo... Quem quiser aproveitar as promoções do livro no twitter, o endereço é www.twitter.com/fernandacmello Ou então, mandem um email para fernandamello2006@gmail.com que eu passo as coordenadas. O livro vai autografado e custa 35,00, depósito ou transferência pra minha conta corrente, FRETE GRÁTIS. 2 livros por 60,00 mais frete grátis. Beijos e inté!
Para quem vive com a cabeça nas estrelas, não há desafio maior que manter os pés no chão. É a eterna luta em saber conciliar nossos opostos. Equilibrar o concreto e o abstrato. Saber o que é sonho possível. E o que é puro devaneio. Difícil? Devo dizer que bastante.
Nessas horas, ganha mais quem é sensato. Quem pondera. Quem pesa os prós e contras. E - devo acrescentar - quem acredita em si mesmo.
Mas realidade sem sonho não tem graça. Não tem vida. Não tem cor. Concordam? O inverso também vale. Sonhos são melhores quando se tem uma certa realidade imbutida. Aquela coisa de saber que é difícil, mas não impossível. É aí que mora o bom senso (primo-irmão do equilíbrio e autor de tantos feitos por aí).
Com sonhos a tiracolo e o bom senso nas mãos, mágicas – vira-e-mexe -acontecem. Palavras viram livros, rabiscos viram canções. Simples idéias se transformam em tudo o que a gente sempre quis. (Quer coisa melhor?). São nesses momentos que vida se mostra cheia de luz. De graça. E de significado. Tudo passa a valer a pena, apesar de todos os tropeços do caminho...
Bom, por que entrei nesse assunto? Porque sou uma das pessoas mais sonhadoras que eu conheço. Talvez não tenha virado escritora por acaso, vai saber... Sonhos são molas que nos impulsionam. São minha inspiração e força. São a minha fé. Ao meu ver, quem não sonha (nem que seja um pouco, quando ninguém está olhando), nunca se sente vivo de verdade.
Mas como tudo tem dois lados, é bom ficar de olhos abertos. Ou melhor: com os pés bem fincados no chão. Viver só de sonhos não basta. Quem se alimenta apenas de ilusão, perde a realidade da vida e se esconde em um mundo paralelo. Complicado, não? Também acho. Haja discernimento para viajar, se aventurar nas estrelas e saber a hora certa de voltar!
Por isso (como boa canceriana que sou), continuo com a cabeça na lua. O pensamento nas nuvens. E, por via das dúvidas, me belisco sempre para aterrissar. Afinal, quem disse que não podemos trazer pra terra o que criamos em nosso céu?
Crédito pelas fotos: Marinho Antunes
Local: Itacaré / BA
Ps: Descobri, com esta última viagem a Itacaré, que a realidade pode ser bem melhor que a imaginação. Um brinde, portanto, à minha escassa criatividade diante da beleza que é a vida! \o/!
Até semana que vem escreverei sobre a viagem. Aguarrrrrdem!
Ah, já ia esquecendo... Quem quiser aproveitar as promoções do livro no twitter, o endereço é www.twitter.com/fernandacmello Ou então, mandem um email para fernandamello2006@gmail.com que eu passo as coordenadas. O livro vai autografado e custa 35,00, depósito ou transferência pra minha conta corrente, FRETE GRÁTIS. 2 livros por 60,00 mais frete grátis. Beijos e inté!
25 outubro, 2010
Dia 27/10, Princesa de Rua na Chicletes com Guaraná!!!
Nesta quarta, dia 27 de outubro, a partir das 19 horas, vou estar na Chicletes com Guaraná autografando o meu livro “Princesa de Rua”. Espero todo mundo lá!! Além do livro, vai ter um som bacana e arte com o nosso querido tatuador Bozó. A programação faz parte do projeto de lançamento da Fun Soluções Criativas.
Rua Alvarenga Peixoto, 388 – Lourdes. Belo Horizonte. Tel. (31) 2512 6252
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